20 anos sem Senna
01/05/2014 17:40

Após acidentes fatais em Ímola, Prost cita desunião dos pilotos e lamenta: “A F1 hoje é um grande negócio”

Abalado com mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, Alain Prost desabafou e afirmou que é um escândalo ver tantos acidentes no esporte
Warm Up
JULIANA TESSER, de São Paulo
1º de maio de 1994: uma data que ficará eternamente marcada na história da F1. Um dia após a morte de Roland Ratzenberger, Ayrton Senna foi mais uma vítima dos acidentes na pista de Ímola.

O piloto brasileiro liderava o GP de San Marino quando, na sétima volta da corrida, passou reto na curva Tamburello e chocou-se violentamente contra o muro, em um ponto onde a velocidade dos carros supera os 300 km/h. Senna foi socorrido ainda na pista e levado ao Hospital Maggiore, em Bolonha, mas não resistiu aos ferimentos.

Antes do anúncio oficial da morte de Senna, Alain Prost falou à emissora italiana RAI e indicou que é preciso voltar a pensar na segurança dos pilotos.
Prost e Senna  (Foto: Getty Images)
“Todos esses problemas não acontecem à toa. Nós nos esquecemos de pensar na segurança. Quando os carros estão naquela velocidade, não há muito o que fazer se algo dá errado”, apontou, antes de afirmar que os avanços tecnológicos da categoria visam apenas a melhora do espetáculo. “O objetivo não é fazer uma corrida mais segura, mas uma corrida melhor para o público. Há dois anos que não se fala mais em segurança”, acusou.

Na visão de Prost, existe uma desunião muito grande entre os pilotos, que se tornam vítimas dos outros envolvidos no esporte.

“Hoje existe uma desunião enorme entre os pilotos. Eles se tornam, assim, vítimas diretas dos desejos e vontades de patrocinadores, organizadores e empresários”, criticou. “É muito importante que se saiba que a F1 hoje é um grande negócio, um negócio de enormes proporções, que move quantias gigantescas de dinheiro. É um escândalo ver todos esses acidentes após tudo o que foi dito”, disparou.

“Há quem diga que isso faz parte do esporte. Eu considero que isso é um escândalo”, frisou. “É certo que a F1 é um esporte perigoso e sempre o será, mas isso não quer dizer que não se pode fazer nada para diminuir o perigo”, defendeu.
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