20 anos sem Senna
01/05/2014 17:03

Senna já estava em coma na pista e chegou a hospital com traumatismo craniano e perda de massa cerebral, diz médico

De acordo com o Dr. Domenico Cosco, anestesista que participou do primeiro atendimento a Ayrton Senna após seu acidente durante o GP de San Marino, o brasileiro já estava com quadro de coma profundo ainda na pista, sofreu perda de massa encefálica e precisou receber 4,5 litros de sangue no helicóptero
Warm Up
HUGO BECKER, de Guarulhos
Internado no hospital Maggiore, em Bolonha, onde deu entrada no centro de reanimação às 9h44 após violento acidente no GP de San Marino, Ayrton Senna segue em coma e tem lesões neurológicas de extrema gravidade.

 
De acordo com o Dr. Franco Baldoni, chefe do departamento cirúrgico, as tomografias realizadas pelos neurologistas detectaram que os danos cerebrais que o brasileiro sofreu por conta da batida não podem ser sanados por procedimentos cirúrgicos.
 
Ainda segundo Baldoni, exames posteriores demonstraram que Senna não sofreu nenhuma lesão torácica, tampouco enfrenta problemas respiratórios – a gravidade de seu quadro clínico se dá unicamente por questões neurológicas.
 
Já o Dr. Domenico Cosco, anestesista que estava no circuito de Ímola e participou dos primeiros atendimentos a Ayrton, afirmou que o piloto da Williams já estava em coma profundo na própria pista e revelou, ainda, que o brasileiro teve traumatismo craniano e perda de massa encefálica ainda durante o socorro inicial.
 
Cosco contou também que, no helicóptero que o levou ao hospital Maggiore, Senna recebeu transfusão de 4,5 litros de sangue por conta de uma severa hemorragia que evoluiu para quadro de choque hemorrágico. Seu estado é de “gravidade máxima”.
Médicos tentam reanimar Senna depois do acidente em Ímola (Foto: Getty Images)
Senna liderava a prova deste domingo (1) em Ímola com vantagem de pouco menos de 1s para Michael Schumacher quando repentinamente, logo depois de abrir a sétima volta, perdeu o controle de sua Williams na curva Tamburello sem nenhuma razão aparente e saiu reto, colidindo quase que de frente com o muro de proteção.

 
A violência da batida foi tal que, após o impacto, o carro #2 voltou rodando e chegou a quase entrar novamente na pista, desgovernado e parcialmente destruído, até parar. Imediatamente, a direção de prova acionou a bandeira vermelha.
 
Tricampeão mundial, dono de 41 vitórias na F1 e recordista de pole-positions com 65, Senna completou 34 anos em março e fez, neste domingo, sua 161ª largada.
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