20 anos sem Senna
01/05/2014 17:08

Senna não resiste a ferimentos em consequência de gravíssimo acidente em Ímola e morre aos 34 anos

Lesões neurológicas de Ayrton Senna foram irreparáveis, e cerca de três horas após o acidente em Ímola, as funções vitais do piloto, dono de três títulos mundiais da F1, encerraram-se
Warm Up
PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro
Aos 34 anos de idade, Ayrton Senna da Silva, três vezes campeão mundial de F1 e considerado um dos melhores de todos os tempos atrás de um volante, não resistiu aos ferimentos consequentes à colisão com o muro que limita o autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na curva Tamburello, nesse domingo (1). As funções vitais e os batimentos cardíacos do piloto se encerraram às 13h40 (de Brasília), no Hospital Maggiore, em Bolonha. Ayrton Senna morreu.

Ninguém poderia imaginar, quando a F1 chegou a Itália, alguns dias atrás, que se avizinhava um final de semana dessa natureza. Sombrio no sábado, o GP de San Marino recebeu um desfecho ainda mais trágico no domingo.  O anúncio da morte de Senna foi feito pela Dra. Maria Tereza Fiandri, a mesma médica que vinha atualizando todos os presentes no Maggiore sobre os boletins médicos do piloto. A morte cerebral já havia sido confirmada antes, após um eletroencefalograma e uma tomografia.
Ayrton Senna conquistou o Mundial de F1 três vezes, em 1988, 1990 e 1991. Brasileiro venceu 41 GPs e largou na pole 65 vezes, um recorde (Foto: Rainer W. Schlegelmilch/Getty Images)
 O acidente aconteceu no sétimo giro da corrida, logo após o safety-car deixar a pista, liberada dos destroços que ficaram do acidente entre Pedro Lamy e JJ Lehto na largada. Senna liderava a prova, trazendo Michael Schumacher e o companheiro Damon Hill em seu encalço, quando deveria contornar a primeira curva do traçado. Não se sabe exatamente o porquê, possivelmente por uma falha mecânica, Ayrton passou direto e pegou quase frontalmente no muro.

Ainda na pista, a equipe médica constatou perda de massa encefálica e realizou uma traqueostomia no piloto, que sofrera parada cardíaca. Senna foi encaminhado ao Maggiore de helicóptero. Recebeu uma transfusão sanguínea que o manteve vivo por mais algumas horas, com funções vitais e respiração estáveis. Porém, não havia mais atividade neurológica.
Senna tentava vencer pela quarta vez no GP de San Marino (Foto: Getty Images)
O fim de semana em Ímola põe a F1 no olho do furacão após um de seus finais de semana mais sombrios. Rubens Barrichello escapou na Variante Bassa, ainda no primeiro treino livre, na sexta, e bateu no alto da barreira de pneus. Machucou nariz e braço, mas não de forma grave. Roland Ratzenberger não teve a mesma sorte no sábado. Sua Simtek danificou o aerofólio dianteiro após o austríaco passar por uma zebra. Na volta seguinte, na curva Villeneuve, a peça se desprendeu, Ratzenberger não teve ingerência sobre o carro, saiu reto, de encontro ao muro, e numa cena forte ficou com o pescoço caído dentro do cockpit. Foi o primeiro acidente fatal num carro de F1 desde Elio de Angelis, num teste em Paul Ricard em maio de 1986.

O domingo teve ainda espectadores machucados por partes dos carros de Pedro Lamy e JJ Lehto e mecânicos de Ferrari e Lotus lesionados por um pneu que se soltou da Minardi de Michele Alboreto após o último pit-stop do italiano.

No Brasil, o presidente da República, Itamar Franco, já havia dito que acompanhava "com tristeza e desolação" o desenvolvimento do caso.

O corpo de Senna deverá seguir para o Instituto Médico Legal (IML) de Bolonha nas próximas horas.
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