Brasileiro de Marcas
10/12/2016 13:04

Casagrande admite que aplicou ‘tática Hamilton’ contra Nonô na corrida 1: “Tinha que fazer alguém ultrapassá-lo”

Gabriel Casagrande segurou Nonô Figueiredo de propósito, uma tática que levaria o veterano a ser acertado por Thiago Marques. Seria ótimo para as chances de título do piloto da Renault no Brasileiro de Marcas, mas uma quebra na penúltima volta acabou com tudo
Warm Up, de Interlagos
VITOR FAZIO, de São Paulo

Gabriel Casagrande teve uma prova decepcionante neste sábado (10). Depois de segurar a liderança nas primeiras voltas e fazer uma prova próxima do ideal, um problema mecânico forçou o abandono na penúltima volta da corrida 1 do Brasileiro de Turismo em Interlagos.
 
A quebra do mocinete tornou inútil a tática aplicada na etapa – Casagrande segurou o grid nas primeiras voltas, na expectativa de forçar perda de posições de Nonô Figueiredo, então líder do campeonato. Sim, é exatamente a mesma coisa que Lewis Hamilton fez com Nico Rosberg no GP de Abu Dhabi.
 
O problema é que, preso atrás de Casagrande, Nonô virou vítima de Thiago Marques – o piloto da Toyota bateu em Figueiredo, que terminou a corrida em oitavo. Seria ótimo para Casagrande, não fosse o abandono.
 
“A gente tinha um carro mais rápido, mas precisou segurar. Se ele (Nonô) terminasse em segundo, o título ficava mais difícil”, explicou Casagrande, falando ao GRANDE PRÊMIO. “Eu tinha que fazer alguém ultrapassar ele. Fui segurando o ritmo, como o Hamilton em Abu Dhabi, até que na sexta ou sétima volta o Thiago (Marques) acabou dando um toque nele. Não era isso que era pra acontecer, mas eles se enroscaram”, completou.
Gabriel Casagrande (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Mesmo com o acidente de Figueiredo, Casagrande parte para a última corrida do ano com chances remotas de título. Com 35 pontos em jogo, o piloto da Renault vai precisar reverter 31 de vantagem de Gustavo Martins, novo líder do campeonato.
 
“A corrida estava sob controle, a gente ia se tornar os maiores vencedores da categoria”, disse. “Depois que deu o enrosco eu pude seguir em frente, cuidando o carro, sem subir em zebras, e acabou quebrando. Não acusa, simplesmente quebra. Estava andando bem, tranquilamente, e no meio do Pinheirinho eu fui acelerar e não tinha potência. Fui até o carro parar, quase abrindo a última volta”, lamentou.
 
“Faz parte, o cara lá de cima quis e a gente tem que aceitar. O campeonato ficou muito difícil, mas a gente sabe que fez o nosso dever. Tanto eu quanto a equipe, a gente estava em uma condição perfeita. Bola pra frente. A gente ainda tem muito a conquistar. Não foi esse ano, talvez no próximo”, completou.


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