Brasileiro de Marcas
09/12/2016 14:00

Sobrinho do novo presidente da Chapecoense, Tozzo tem BR de Marcas pela frente. Mas falta vontade de correr

Piloto do Brasileiro de Marcas, Felipe Tozzo tenta se desligar do acidente aéreo com avião da Chapecoense. É uma missão difícil para alguém nascido em Chapecó, sobrinho do novo presidente Ivan Tozzo
Warm Up
VITOR FAZIO, de Porto Alegre

Fardando a camisa esverdeada da Chapecoense, Felipe Tozzo aguardava o segundo treino livre do Brasileiro de Marcas. Era uma atividade importante nesta sexta-feira (9) em Interlagos, pouco antes da última classificação da temporada 2016. Mesmo estando ao lado do carro – que homenageia a Chape –, conversando com membros da equipe, não dava para dizer que Tozzo estava plenamente focado no que acontecia na pista. Dias após a tragédia que atingiu a Chapecoense, clube agora presidido pelo tio Ivan, Felipe só tinha cabeça para Chapecó, sua cidade natal.
 
A queda do avião da LaMia nas redondezas de Medellín, na Colômbia, foi um baque para uma família muito próxima da Chapecoense. Ivan Tozzo era vice-presidente do clube e não embarcou no voo 2933 por detalhe. Por conta da queda, assumiu a presidência. Felipe, sobrinho, escapou de uma tragédia familiar por pouco. Mesmo assim, as 71 mortes foram motivo mais do que suficiente para passar dias no oeste catarinense.
 
“Todos os dias eu fui no clube, convivi com tudo que aconteceu”, disse Felipe Tozzo, falando com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO. “A dor das famílias, perdi muitos e muitos amigos. Eu estive (em Chapecó) em todos os momentos, fiquei no velório de todos. Só depois que a vida seguiu, mas ainda difícil”, refletiu.
Felipe Tozzo veste as cores da Chapecoense (Foto: Vitor Fazio/Grande Prêmio)

“É difícil (concentrar). Quando a gente está andando, a gente meio que esquece do mundo. Mas eu sou apaixonado pelo esporte, apaixonado pelo automobilismo. Vivo o esporte desde muito criança, e sempre estou muito ansioso para chegar o dia das corridas, eu amo fazer isso. E confesso que não lembro de outra vez que eu não gostaria de estar aqui. Eu não queria estar aqui. Não lembro de outra data em que eu não queria correr”, continuou.
 
“Não tenho vontade, mas tenho meus compromissos. Tenho responsabilidades, tenho patrocínio, tenho equipe. Não quero deixar ninguém na mão, mas confesso que minha vontade não é de estar aqui”, afirmou.
 
Mesmo em um momento difícil, Felipe não deixa de pensar no futuro da Chapecoense. Por conta do elogiado modelo de gestão do clube, o piloto catarinense acredita que o futuro será menos sombrio.
 
“A Chapecoense é diferenciada dos outros clubes. Ela tem um projeto, um cronograma a seguir, um orçamento projetado. E não foge do que projetou. Por isso que é um clube muito organizado, um exemplo no Brasil. Não deve nada para ninguém, não atrasa pagamento”, apontou.
 
“Ainda é muito cedo para falar, vai ser montada outra diretoria, um novo departamento de futebol. Aí vão começar as contratações. É cedo para falar, mas eu acredito que os princípios que a Chapecoense vai seguir vão ser os mesmos que eram seguidos. Assim vai voltar ao patamar que tinha antes”, finalizou.

O GRANDE PRÊMIO acompanha ‘in loco’ a grande final da Stock Car com grande equipe: os jornalistas Fernando Silva, Gabriel Curty, Nathália de Vivo, Pedro Henrique Marum, Vitor Fazio e o repórter fotográfico Rodrigo Berton.


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