Brasileiro de Turismo
29/12/2016 06:00

Em 2016 de revelações, Brasileiro de Turismo tem domínio da Motortech com Campos chegando ao bicampeonato

Márcio Campos foi o grande campeão do Brasileiro de Turismo em 2016, chegando ao seu segundo título na categoria abusando da boa forma e também da experiência. O gaúcho também contou com o bom trabalho da Motortech, equipe que ajudou a levar o conterrâneo Gabriel Robe a uma grande campanha neste ano. Destaque, também, para jovens valores como Edson Coelho, Pietro Rimbano e Lukas Moraes
Warm Up
FERNANDO SILVA, de Sumaré
 
Pela primeira vez desde sua criação, em 2013, o Brasileiro de Turismo coroou um bicampeão. Márcio Campos foi o grande nome da temporada 2016 depois de conquistar nada menos que quatro vitórias, três poles e um total de oito pódios. Sua experiência e talento, bem como o bom trabalho da dominante Motortech, foram decisivos para a conquista do seu segundo título na categoria de acesso da Stock Car, mas o feito não significa que o certame não tenha contado com nomes da nova geração. Muito pelo contrário. Os talentos seguem brotando aos montes. Na categoria desde 2014, Gabriel Robe viveu um grande ano e lutou ferozmente pelo título. Outros grandes nomes foram Edson Coelho, Pietro Rimbano e Lukas Moraes.
 
Mas a temporada 2016 começou com o domínio de um piloto que, no fim das contas, só disputou três provas ao longo do campeonato. Gabriel Casagrande correu pela C2, equipe do pai, Edson Casagrande, na rodada dupla de Curitiba, que abriu o ano, e varreu a concorrência para largar na pole-position e varrer a concorrência ao vencer as duas provas do fim de semana no início de março. Na corrida 1, Edson Coelho e Márcio Campos foram ao pódio. Na prova 2, Rimbano foi segundo, seguido por Campos.
 
Só que a partir da segunda etapa do campeonato, realizada em abril, no Velopark, começou a brilhar forte a estrela de Gabriel Robe. O gaúcho de Pelotas teve um grande desempenho praticamente correndo em casa, em Nova Santa Rita. Na prova 1, o piloto da Motortech, companheiro de equipe de Campos, nadou de braçada e não ofereceu chances aos concorrentes. 
No sufoco, Campos cruzou a linha de chegada em oitavo em Interlagos e faturou o bi do Brasileiro de Turismo (Foto: Duda Bairros/Vicar)
Na segunda prova, Robe também cruzou a linha de chegada na frente, mas foi punido em 20s por não ter cumprido com o tempo mínimo nos boxes durante o pit-stop obrigatório, de 50s, caindo para terceiro lugar. Assim, a vitória ficou com Lukas Moraes, que começava seu segundo ano na categoria de acesso à Stock Car. Moraes se destacava como um bons nomes de 2016, assim como Gustavo Frigotto, que subia ao pódio com o segundo lugar no Velopark.
 
No mês seguinte, o Brasileiro de Turismo embarcou para Goiânia para a disputa da terceira etapa. Se o grande nome da rodada dupla do Velopark foi Robe, Campos foi o melhor piloto disparado no Autódromo Ayrton Senna a vencer as duas corridas da rodada dupla, sendo que na primeira bateu o pole Edson Coelho em um grande duelo em meio ao calor no Planalto Central.
Punições ajudaram Lukas Moraes a vencer a primeira no Brasileiro de Turismo (Foto: Duda Bairros/Vicar)
Mas Robe se reafirmou como grande postulante ao título com um fim de semana praticamente perfeito na etapa seguinte do campeonato, entre 16 e 17 de julho, em Cascavel. O gaúcho foi pole e venceu as duas provas do fim de semana, assumindo de vez a liderança do campeonato, deixando o colega Márcio Campos em segundo, fechando da melhor forma o primeiro semestre no Brasileiro de Turismo com 110 pontos, contra 102 de Coelho, 90 de Campos e de Marco Cozzi.
 
Quase dois meses depois da pausa em razão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Brasileiro de Turismo voltou à ativa em Interlagos. Campos retornou aos trabalhos disposto a voltar à ponta da tabela e teve uma campanha bem-sucedida. Depois da pole-position conquistada em São Paulo, o gaúcho lutou e ficou bem perto da vitória, mas o triunfo ficou, pela primeira vez na carreira, com Edson Coelho. A prova marcou o início das transmissões ao vivo da categoria no GRANDE PRÊMIO. Campos terminou em segundo lugar. 
Edson Coelho brilhou em Interlagos e faturou sua primeira vitória no Brasileiro de Turismo (Foto: Fernanda Freixosa/Vicar)
Na segunda prova, na manhã de domingo, o Brasileiro de Turismo viu outro vencedor: Pietro Rimbano. Novamente, Campos cruzou a linha de chegada em segundo lugar, seguido por Lukas Moraes. 
 
O Brasileiro de Turismo chegava a um empate triplo na liderança: Robe, Campos e Coelho deixavam São Paulo com nada menos que 122 pontos. Cozzi, que não chegou a ser brilhante, mas foi extremamente regular, somando bons pontos a cada etapa, aparecia em quarto, com 113, enquanto Rimbano tinha 110 e Moraes aparecia em sexto, com 95.

 
A partir de Curitiba, na disputa da sexta etapa do campeonato, Robe e Campos passaram a figurar de forma mais cristalina na luta pela taça, com Coelho ficando um pouco de lado em razão de um fim de semana bastante difícil e cheio de problemas. Com bom retrospecto no Autódromo Internacional de Curitiba, Campos marcou a pole-position e venceu com tranquilidade a corrida 1, sem ser incomodado por Gabriel Robe, com Frigotto chegando em terceiro. Com os resultados, Márcio reassumia a liderança do campeonato.
 
Entretanto, no complemento da rodada dupla no Paraná, Robe foi mais eficiente e conseguiu uma vitória muito importante para suas pretensões de título, com Rimbano em segundo e Cozzi em terceiro. Campos cruzou a linha de chegada apenas em quarto. Assim, Robe voltou à liderança do campeonato, ainda que por uma pequena margem: 158 contra 155 do seu companheiro de equipe.

 
Restavam, portanto, três corridas para o fim da temporada. As duas provas da rodada de Curvelo, no novo Circuito dos Cristais, em Minas Gerais, e a grande decisão em Interlagos, em dezembro. A grande baixa para a disputa em terras mineiras foi Lukas Moraes, que ficou de fora do grid pela RR Racing em razão de problemas financeiros. Márcio Campos começou o fim de semana como o grande nome em Curvelo. O gaúcho repetiu a performance dominante no treino classificatório, largou na pole e de lá partiu para ser o primeiro vencedor do Brasileiro de Turismo em Minas Gerais, com Robe em segundo e o bom Gustavo Frigotto novamente subindo ao pódio.
 
A partir daí, Campos voltou à liderança da temporada e não seria mais superado por ninguém em 2016.
Pietro Rimbano foi um dos grandes destaques da temporada 2016 (Foto: Fabio Davini)
O desfecho da etapa de Curvelo foi marcada por uma série de punições em razão do não-cumprimento do tempo mínimo estabelecido durante o pit-stop obrigatório. Márcio Campos, por exemplo, cruzou na frente a corrida, mas acabou sendo punido em 20s e caiu para quinto. Gabriel Robe também foi sancionado e ficou apenas em oitavo lugar. Assim, levou a melhor o piloto da casa, Edson Coelho. O pódio foi completado por dois pilotos que subiram ao pódio do Brasileiro de Turismo pela primeira vez: Raphael Reis e Antonio Matiazi.
 
Nada menos que cinco pilotos chegaram a Interlagos com chances de título. Os candidatos mais fortes eram Campos e Robe, que ostentavam possibilidades reais de chegar à taça: Campos, com 187 pontos; Robe, com 183; Cozzi, com 162, tinha chances matemáticas, apenas, assim como Coelho, que somava 159, e o jovem Pietro Rimbano, com 150. Bastava a Campos chegar à frente de Robe para festejar o bicampeonato. A prova derradeira de 2016 teve pontuação dobrada.
Márcio Campos dominou o segundo semestre da temporada (Foto: Duda Bairros)
Mas não foi um fim de semana fácil para Márcio, embora, durante os treinos livres e também na sessão classificatória, tenha sempre ficado à frente de Robe. Na definição da pole-position, quem brilhou mesmo foi Rimbano, que bateu o líder do campeonato e garantiu a posição de honra do grid em Interlagos. Robe partiria apenas em quinto lugar. O fim de semana marcava o retorno de Moraes ao grid, agora defendendo a Nascar.
 
A grande final do título, realizada na manhã de domingo, 11 de dezembro, em Interlagos, foi caótica e surpreendente, servindo como um grande desfecho de temporada. Rimbano largou na pole e parecia ter a vitória nas mãos, mas uma falha no seu carro fez com que a liderança da disputa mudasse de direção.
 
Ainda no começo da corrida, Robe praticamente deu adeus às chances de título depois de acertar o carro de Dennis Dirani no fim da reta dos boxes no começo da segunda volta, ficando com seu carro bastante danificado. Só que Campos também viveu seu drama com a quebra da correia do alternador do carro #31 da Motortech, o que fez o gaúcho perder muitas posições e virar cada vez mais lento.
 
Com a rodada de Rimbano, Frigotto aparecia na liderança. Entretanto, o piloto da RKL acabou sendo punido pela direção de prova por não cumprir com o tempo-limite nos boxes e deixou a ponta. Assim, a liderança caiu no colo de Coelho, que passou de azarão para ser um dos fortes candidatos ao título. Campos se arrastava na pista em oitavo lugar. Um eventual abandono de Márcio poderia levar Coelho ao título.
 
Mas depois de 17 voltas, Coelho cruzou a linha de chegada, com Lukas Moraes fechando um ano muito bom em segundo lugar, e Cozzi completando o pódio. No peito e na raça, Campos passou em oitavo lugar, uma volta atrás do líder e logo à frente de Robe. No sufoco, com 205 pontos, Márcio comemorou o bicampeonato do Brasileiro de Turismo, com Robe fechando em segundo, com 199 pontos, mesmo número de Coelho, mas levando a melhor nos critérios de desempate por ter uma vitória a mais.
Gabriel Robe não levou o título, mas teve uma grande temporada pela Motortech em 2016 (Foto: Victor Eleuterio)
Na disputa das equipes, a Motortech foi a grande vencedora e fechou com 404 pontos, contra 313 da W2 e 264 da C2. Sem dúvidas, um grande ano da equipe que contou com os dois melhores colocados da temporada. Um ano em que a experiência de Campos prevaleceu, mas que grandes talentos, que se mostraram prontos para dar o próximo passo rumo à Stock Car, se destacaram no Brasileiro de Turismo em 2016.
 


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