F-E
16/12/2016 12:23

Com intenção de desenvolver trem de força em 2018, BMW avalia que carros da F-E “não precisam ser mais rápidos”

O diretor-esportivo da BMW, Jens Marquadt, foi de encontro a noção de que os monopostos da F-E precisam ter velocidade aumentada. Para ele, a categoria deve se concentrar em manter as provas nos granes centros e em continuar desenvolvendo as possibilidades com a interatividade. Anunciou ainda que a parceria com a Andretti tem um grande fruto para dar a BMW: a produção de um trem de força completo para a quinta temporada
Warm Up
Redação GP, do Rio de Janeiro
 

Durante a primeira temporada da F-E a BMW se manifestou dizendo que seu interesse na categoria dependia de uma bateria que durasse uma corrida inteira, encerrando a troca de carros. Aos poucos e com a promessa de que o novo chassi provavelmente irá acabar com a troca de carros na quinta temporada, a BMW foi mudando seu ver. A crítica que definitivamente jamais fez e da qual agora ainda defende a categoria é a velocidade dos carros elétricos. Para a montadora alemã, os monopostos da F-E não precisam ser mais rápidos.
 
Quem fez a afirmação foi o diretor-esportivo Jens Marquadt, que apontou pontos mais focais para a categoria. Segundo Marquadt, mais velocidade complicaria o objetivo da categoria em correr em grandes centros pelo mundo - algo que, na visão do executivo, é muito mais importante do que aumentar a velocidade final dos carros em algumas dezenas de km/h. Assim como a interatividade com os fãs.
 
"É importante para a F-E manter seu modus operandi correndo em grandes cidades onde as pessoas estão. O programa curto, mas animador, se encaixa perfeitamente na vida moderna", disse. "E você tem muito interação com os fãs, simuladores e coisas virtuais. É onde o real potencial da F-E está, não em ir mais rápido e ser maior e melhor", afirmou.
 
"A questão é: os carros não podem ser muito mais rápidos nesse tipo de pista com estas medidas de segurança que estão postas. Mas eles não precisam ser mais rápidos, eu creio. Na minha opinião, o real potencial é o setor virtual. Talvez em alguns anos os fãs corram virtualmente numa prova da F-E com as estrelas que vão às pistas reais. Há tanta coisa mais importante do que a diferença entre andar a 250 km/h ou 180 km/h nas retas", avaliou.
BMW na F-E? (Foto: BMW)
A BMW agora faz parte ativa da F-E, já que costurou uma parceria tecnológica com a Andretti. Em dois anos, na quinta temporada, afirma Marquadt, a BMW tem a intenção de fabricar motores e os trens de força completos para a categoria.
 
"Estamos trabalhando juntos cada vez melhor com a Andretti. Estamos aprendendo muito, o que é importante para a quinta temporada, quando queremos ter nosso próprio motor no carro", desvendou. "Tem muita coisa para as quais precisamos nos preparar para estarmos prontos. No momento, estamos ajudando com simuladores e processamento de dados desde Munique", contou. 
António Félix da Costa é piloto da BMW e da Andretti (Foto: Divulgação)
"Além disso, temos pessoas com o time para ajudar e dar suporte. Uma pessoa sempre está lá, às vezes duas ou três. Depende", explicou.
 
Exatamente nesta quinta temporada, que inicia no segundo semestre de 2018, a F-E abre duas vagas para construtoras - e a Mercedes já clamou uma delas. Como o acordo entre BMW e Andretti é de dois anos, há forte esperança que a montadora alemã também entre como equipe de fábrica para rivalizar com as duas arquirrivais do mercado alemão, Mercedes e Audi.


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