F1
18/04/2017 17:51

Acionista majoritário da McLaren isenta “louco” Alonso por ida à Indy 500 e vê Honda como “decepção enorme”

O empresário Mansour Ojjeh é um dos nomes mais importantes da McLaren, mas que prefere se manter nas sombras. Apesar de pouco falar, Ojjeh se manifestou no fim de semana do Bahrein e não aliviou a Honda. Disse que a fábrica admitiu seus erros, mas que isso não vale de muita coisa na questão competitiva. Falou também sobre Fernando Alonso, a quem não recriminou por querer correr em Indianápolis e abriu uma porta para parceria da McLaren numa aventura futura em Le Mans
Warm Up
Redação GP, do Rio de Janeiro
 

Acionistas majoritário da McLaren, Mansour Ojjeh não costuma falar muito sobre as operações da equipe. Mas presente no fim de semana no Bahrein, falou sobre a decepção brutal que a McLaren vive com os motores da Honda após três anos da parceria. Segundo Ojjeh, a situação é perto do humilhante para a fábrica japonesa.
 
A entrevista de Ojjeh foi concedida à revista francesa 'Auto Hebdo'. O empresário conta que a Honda assumiu os erros que cometeu, mas isso não realmente ajuda o tradicional time de Woking. A McLaren segue sem vencer uma corrida da F1 desde 2012.
 
"A decepção é enorme, mesmo para a Honda. Nos prometeram muitas coisas e são os primeiros decepcionados por terem entregue tão pouco. Eles fizeram a mea culpa, mas isso não faz com que pareçam melhor", afirmou.
 
Questionado sobre se há de fato a possibilidade de a McLaren utilizar a Mercedes como saída para a temporada 2018, não quis entrar em detalhes. Deixou claro, porém, que a equipe não mais admite apenas esperar que a Honda consiga produzir um motor minimamente competitivo.
Mansour Ojjeh (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
"Trabalhamos em diferentes soluções que eu não posso falar agora, mas passamos muito tempo e energia em tentativas de encontrar uma solução. E rápido. Temos uma cultura de vitória e não podemos continuar assim", avaliou.
 
Ojjeh falou ainda sobre a participação de Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis. Chamou o espanhol de "louco", mas não mostrou qualquer temor em deixá-lo ir. E ainda falou sobre uma possibilidade em Le Mans, onde gostaria de voltar com a McLaren, mas não na classe LMP1.
 
"Fernando é um grande piloto que sofreu por dois anos. Ele quer a Tríplice Coroa. Eu disse a ele que é loucura ir a Indianápolis, mas conversamos com Juan Pablo Montoya, que nos falou para não nos preocuparmos, porque ele vai se adaptar fácil. Fernando quer Le Mans também. Eu pessoalmente gostaria muito de ver a McLaren voltar à Le Mans, mas Fernando quer correr num LMP1", avaliou.
 
E encerrou taxativo: "Mas no momento a prioridade é um bom motor na F1."




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