F1
18/04/2017 07:57

Acusado de fraude e dívidas bilionárias, dono da Force India é preso em Londres e deve ser extraditado

Enquanto a Force India testa nesta semana no Bahrein, Vijay Mallya recebeu ordem de prisão da Scotland Yard e tem um mandado de extradição para responder no seu país a crimes como fraude e lavagem de dinheiro. Estima-se que as dívidas do empresário com o governo indiano ultrapassam os R$ 2,7 bilhões
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

A fase da Force India é muito boa dentro das pistas de F1, mas fora delas a equipe terá tempos difíceis pela frente. Foi preso na manhã desta terça-feira (18) o bilionário indiano Vijay Mallya, dono da equipe baseada em Silverstone. O empresário, hoje com 61 anos, foi preso por policiais da Unidade Metropolitana de Extradição da Scotland Yard em Londres, onde mora depois de não poder mais viajar a seu país de origem por conta de dívidas com o governo indiano que ultrapassam os £ 700 milhões (R$ 2,7 bilhões). Assim, Mallya deve ser extraditado para a Índia para responder por acusações como fraude e lavagem de dinheiro.

A prisão veio na esteira de um pedido de extradição por parte da justiça indiana, expedido em 8 de fevereiro, mediante as normas do Tratado de Extradição entre a Índia e o Reuno Unido.
 
“Oficiais da Unidade de Extradição da Polícia Metropolitana prenderam nesta manhã, terça-feira, 18 de abril, um homem com mandado de extradição. Vijay Mallya foi preso em nome das autoridades indianas por relação com acusações de fraude”, informa o comunicado da Scotland Yard.
Vijay Mallya foi preso na manhã desta terça-feira e deve ser extraditado para a Índia (Foto: Force India)
“Ele foi preso depois de comparecer a uma delegacia de Londres e vai se apresentar à Corte dos Magistrados de Westminster ainda hoje, 18 de abril”, completa a polícia londrina.

A principal acusação de Mallya perante o governo indiano diz respeito às dívidas bilionárias deixadas pela sua empresa de companhia aérea, a Kingfisher, que entrou em colapso em 2012. O empresário não honrou os pagamentos das multas relacionadas à Kingfisher, e as dívidas foram aumentando, mas Mallya não as honrou e passou a ser procurado pela polícia local.
 
O empresário fixou residência no Reino Unido para fugir da possibilidade de ser preso, mas a justiça indiana buscava desde o ano passado meios legais de extraditar Mallya, que evitou ao máximo aparecer em público nos últimos tempos. Uma das raras vezes foi no GP da Inglaterra do ano passado, em Silverstone, casa da Force India, e também no lançamento do VJM10 em fevereiro de 2017.
 

Mallya, por sua vez, se defende e entende que é vítima de perseguição por parte do governo indiano e da mídia. “As alegações contra mim feitas pelo Procurador Geral perante a Suprema Corte só provam a atitude do governo contra mim. Eu humildemente obedeci a cada ordem do tribunal sem exceção. Parece que o governo está empenhado em me culpar sem nenhum julgamento justo”, escreveu o empresário em um post nas redes sociais no mês passado.
 
A situação de Mallya contrasta com a da Force India na F1. A equipe vive um grande momento depois de terminar o último Mundial de Construtores em quarto lugar. E, na esteira do sucesso nas pistas, a equipe conseguiu um patrocínio com a empresa de tratamento hídrico BWT que, além de deixar os carros da cor rosa, também torna a Force India capaz de sustentar financeiramente suas aspirações em se manter no rol das melhores equipes da F1 em 2017.
 
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