F1
13/04/2017 10:38

Alonso alfineta, diz que Dennis vetaria participação na Indy 500 e elogia “visão ampla” do novo chefe da McLaren

A troca de comandantes na McLaren foi crucial para que Fernando Alonso recebesse a autorização de disputar as 500 Milhas de Indianápolis. O espanhol acredita que, com Ron Dennis no poder, a parceria com a Andretti seria vetada
Warm Up
Redação GP, de Porto Alegre
 

A participação de Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis de 2017 tem muito a ver com a postura da nova direção da McLaren. O espanhol, parte de um acordo entre a escuderia britânica e a Andretti, avalia que a estratégia de se aproximar da Indy tem muito a ver com Zak Brown, novo chefão. Estivesse Ron Dennis ainda no comando da McLaren, Fernando pensa que o projeto seria vetado.
 
“Acho que ele [Ron Dennis] não deixaria”, apontou Alonso, na coletiva da F1 no Bahrein. “Zak [Brown] é um homem com uma visão muito mais ampla do que a de outros chefes de equipe que já tive. Ele vê o automobilismo de um jeito diferente, ele vê uma McLaren maior, não concentrada apenas na F1. A McLaren já venceu em Le Mans algumas vezes, venceu a Indy 500 no passado, também. Ele [Brown] é um verdadeiro amante do automobilismo. É ótimo que McLaren e Zak tenham se unido ano passado”, continuou.
 
Depois de anunciar a presença em Indianápolis, não demorou para a McLaren discutir a construção de uma equipe própria na Indy. Tal postura nada lembra Ron Dennis, que decidiu concentrar todos seus esforços na reconstrução da escuderia na F1.
Fernando Alonso (Foto: Twitter/F1)
A ida da McLaren aos Estados Unidos também pode ser associada ao novo momento que a F1 atravessa com o Liberty Media. Isso porque com Bernie Ecclestone, comandante da F1 até 2016, a categoria sempre olhou para a Indy com desdém – uma rivalidade nutrida ao longo dos anos 1990 significa que os dois certames viraram as costas um para o outro.
 
Alonso descarta que o Liberty Media tenha participado ativamente da negociação entre McLaren e Andretti, mas reconhece que a F1 se tornou mais “aberta” ao longo dos últimos meses.
 
“Não acho que eles [McLaren] são protagonistas nessas decisões. É uma decisão de equipe. Mas acho que estamos mais abertos do que no passado. Dá para ver que, com as coisas que estão liberadas aqui [na F1], temos um ambiente mais relaxado. E isso é ótimo para a F1”, finalizou.
 
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