F1
13/04/2017 08:40

Alonso diz que ida para Indianápolis “não aproxima e nem distancia” de renovação, mas elogia ‘nova McLaren’: “Mais aberta”

Esfuziante com a chance de desbravar novos horizontes e poder disputar a maior corrida do mundo, Fernando Alonso destacou a ambição da McLaren e, sobretudo, do novo chefe Zak Brown. Mas entende que a ida para a Indy 500 não tem relação com uma eventual renovação de contrato, algo que o bicampeão disse que só vai decidir no verão europeu, no meio do ano
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

A surreal decisão de Fernando Alonso em cruzar o Atlântico e disputar as 500 Milhas de Indianápolis, a maior corrida do automobilismo mundial, em 2017, suscitou vários debates. Um deles diz respeito à possível permanência do espanhol na McLaren para além deste ano, que representa o fim do seu vínculo com a escuderia de Woking. Desde que voltou à McLaren, em 2015, Alonso não consegue os resultados à altura do seu currículo de piloto extraclasse, mas a relação com a nova cúpula, agora chefiada por Zak Brown, parece ser das melhores. Contudo, Alonso entende que a decisão por Indianápolis, que teve Brown como maior artífice, não tem ligação com uma eventual renovação de contrato.
 
“O tema da renovação ou do futuro na F1 não acho que tenha muito a ver com o que eles me deixem ou não fazer. Nem me aproxima de continuar com a McLaren e nem me distancia de continuar na McLaren ou na F1”, explicou Alonso durante entrevista coletiva concedida na última quarta-feira no Bahrein.
 
Alonso deixou claro que ainda tem na F1 a sua motivação maior, mas também expressou o desejo de desbravar novos horizontes para seguir em busca do seu maior legado no esporte e dar outro passo rumo à sonhada Tríplice Coroa
Fernando Alonso e a cúpula da McLaren estão em uma nova fase. Mas o piloto não quer falar sobre uma eventual renovação (Foto: McLaren)
“Não vou a Indianápolis porque tenha menos esperança na F1. Tenho mais esperança do que nunca porque você quer demonstrar que é o melhor que está competindo aqui, que está no seu auge e que esses carros se adaptam perfeitamente a ti”, declarou.
 
O bicampeão do mundo disse que tem ambições similares a Zak Brown. E, ainda, aproveitou para alfinetar a antiga gestão da McLaren, chefiada por Ron Dennis. Em 2015, o dirigente impediu Alonso de disputar as 24 Horas de Le Mans com a Porsche. Para seu lugar, foi chamado Nico Hülkenberg, que venceu a icônica prova de resistência ao lado de Nicky Tandy e Earl Bamber.
 
“Na Austrália, falei a Zak que queria a Tríplice Coroa. Essa era uma ambição para mim, e Zak me contou que também era uma ambição da McLaren. É muito mais aberto que a velha McLaren, sobre a expansão da McLaren para outras categorias, como Indy om 24 Horas de Le Mans”, disse Alonso, ansioso por novas experiências no automobilismo.
 

Zak Brown, por sua vez, assegurou que a parceria com Alonso está mais forte do que nunca. “McLaren, Honda e Fernando é uma associação que está no seu terceiro ano. Queremos continuar juntos muito tempo. Indianápolis foi uma decisão que tomamos juntos. Quando você trabalha em conjunto em tempos de adversidade, sua relação se fortalece. Nossas relações nunca foram tão fortes.”
 
“Com o começo de temporada que tivemos, muito se especulou sobre nossa relação, com Fernando e a Honda, mas é fantástica e continua sendo fantástica. Fernando nos força tanto a Honda como a todos nós, é o que se espera de um bicampeão do mundo. Ele está muito feliz com a forma como são os carros de 2017”, complementou o dirigente norte-americano, mas também sem falar sobre uma eventual renovação de contrato do espanhol.
 
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