F1
31/03/2016 12:39

Alonso revela fraturas na costela e diz que “ainda não está 100% garantida” participação no GP da China

Centro das atenções na entrevista coletiva promovida pela FIA na tarde desta quinta-feira (31) no Bahrein, Fernando Alonso disse que foi vetado pela junta médica da F1 do GP em Sakhir por conta de pequenas fraturas na costela, avisando que as lesões, em caso de um novo acidente, poderiam afetar até mesmo o pulmão
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
A ausência de Fernando Alonso do GP do Bahrein foi o principal assunto abordado na entrevista coletiva da FIA realizada na tarde desta quinta-feira (31), no circuito de Sakhir. O espanhol já estava convocado para a coletiva antes de ter sido vetado pelo corpo médico da F1, que o examinou na esteira do gravíssimo acidente sofrido no GP da Austrália, no último dia 20.
 
Alonso revelou que acabou sendo vetado por conta de pequenas fraturas na costela no lado esquerdo, lesões que foram detectadas em um exame de tomografia feito em Sakhir pela manhã. Por precaução, a FIA optou por vetá-lo da corrida do fim de semana porque, em caso de um novo acidente, a lesão poderia se agravar e afetar até mesmo o funcionamento do pulmão.
 
“Na semana passada, tive um bom domingo, só um pouco de dor no joelho, mas nada demais. Tinha recebido a liberação dos médicos para deixar a pista e tudo estava ok. Na segunda-feira, tive um pouco mais de dor, mas nada muito sério também. Aí voei para a Espanha e a dor ainda era a mesma, por isso decidimos fazer os exames, uma tomografia”, afirmou o piloto, fazendo menção ao exame que detectou as pequenas fraturas na costela, o que foi determinante para ter sido vetado pela FIA do grid do GP do Bahrein.
Alonso sofreu pequenas fraturas na costela e, por isso, foi vetado pela FIA do grid do GP do Bahrein (Foto: Getty Images)
“Eu tive um pequeno pneumotórax no pulmão, por isso o conselho dos médicos foi ficar em casa e descansar. Nós repetimos esse exame na segunda-feira. O pneumotórax se foi, mas eu ainda tenho algumas fraturas nas costelas, por isso um novo acidente, com alta ação da Força G, poderia causar uma lesão no pulmão. Não é como uma perna ou um braço quebrado em que você consegue lidar com a dor”, explicou.
 
"Eu vou me recuperar. Eu já me recuperei do pneumotórax, mas ainda há fraturas. Havia muito, muito risco”, emendou.
 
Após ter ‘nascido de novo’ na esteira da quase tragédia em Melbourne, Alonso diz que é dúvida para o GP da China, terceira etapa da temporada. “Ainda não está 100% garantida. Teremos um novo exame daqui a dez dias, mais ou menos, então a FIA vai avaliar novamente e aí saberemos”, comentou.
 
Questionado sobre os riscos que são inerentes ao automobilismo, Alonso considera tal situação algo normal em sua profissão de piloto. 
 
"Nós não pensamos sobre os riscos. Você vê isso agora: eu tenho uma fratura na costela, eu estou aqui sentindo dores, não tem sido fácil dormir em alguns momentos, mas eu gostaria muito de entrar no carro e correr. Você entende que isso é o automobilismo e qualquer coisa pode acontecer. Você ama tanto esse esporte que o risco é completamente transparente”, declarou.
 
“Eu tenho tido muita sorte na minha carreira. Este é meu 16º ano na F1 e é normal que você sofra alguns acidentes aqui e ali. Infelizmente, isso aconteceu comigo duas vezes nos últimos anos. Na Austrália, o impacto foi enorme, então já sabia que seria arriscado correr aqui no Bahrein”, disse Fernando, fazendo menção ao acidente misterioso que sofreu nos testes de pré-temporada no ano passado, fato que acabou por afastá-lo do GP da Austrália de 2015, sendo substituído à época pelo então reserva da McLaren, Kevin Magnussen.
 
Sem condições de correr no Bahrein, Alonso reafirmou o apoio ao seu substituto, Stoffel Vandoorne, que vai fazer sua primeira corrida na F1, e exaltou o trabalho feito pela McLaren para deixar tudo pronto para a disputa do GP em Sakhir.
 
“A equipe fez um trabalho fantástico em preparar o carro para este fim de semana, então que queria ao menos tentar, mas eu entendo a posição dos médicos. É uma boa oportunidade para o Stoffel. Eu amo a F1 e as corridas, mas quero aprender mais do lado de cá, em como a equipe se prepara para uma corrida, a estratégia, o pit-stop”, salientou o bicampeão do mundo, que vai acompanhar todo o trabalho ao longo do fim de semana no Bahrein com a McLaren.
 
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