F1
19/08/2015 14:42

Alonso se arrepende por ter ficado cinco temporadas na Ferrari e diz que “um ou dois anos a menos seria melhor”

Contratado a peso de ouro para ser o líder do projeto da McLaren Honda na F1, Fernando Alonso não consegue deixar de falar sobre o período que correu pela Ferrari entre 2010 e 2014. O bicampeão do mundo disse que a opção por um compromisso de longo prazo se mostrou equivocada
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
Fernando Alonso deixou a Ferrari depois de uma longa passagem de cinco temporadas, entre 2010 e 2014, sem deixar muitas saudades em Maranello, que vive em lua-de-mel com Sebastian Vettel, novo xodó dos tifosi. Apesar de ter conquistado bons resultados em sua passagem pela lendária equipe italiana, com 11 vitórias, quatro poles, 44 pódios e dois vice-campeonatos em 96 GPs disputados, Fernando guarda certa mágoa por não ter conseguido brigar pelo título.

O período de Alonso na Ferrari coincidiu com a ‘Era de Ouro’ da Red Bull, que faturou todos os títulos possíveis entre 2010 e 2013, consagrando Sebastian Vettel como tetracampeão mundial. Fernando lamentou por ter ficado cinco anos em Maranello e entende que, se tivesse deixado a Ferrari antes, teria mais chances de conquistar novamente o título mundial. O espanhol de 34 anos faturou a taça em 2005 e 2006, pela equipe Renault.

Em entrevista concedida à emissora norte-americana CNN, Alonso foi questionado se seria melhor sucedido se tivesse saído alguns anos antes da Ferrari. “Provavelmente, sim. O carro não era competitivo, e todas as coisas acabaram por me deixar mais ou menos triste.”
Hoje de volta à McLaren, Alonso não se esquece do tempo em que foi piloto da Ferrari (Foto: AP)
“Então, provavelmente um ou dois anos a menos teria sido a melhor coisa, mas você sabe que tentamos fazer nosso melhor e lutamos até o fim de cada corrida. Depois de cinco anos na Ferrari, sendo segundo o tempo todo, acho que foi o suficiente para mim”, explicou.

Embora não esteja propriamente em condições de lutar pelo título com a Mercedes, a renovada Ferrari, com Sebastian Vettel e Maurizio Arrivabene no comando, vem conseguindo bons resultados, bem melhores do que em 2014, o último ano de Alonso.

Nesta sua última temporada pela equipe italiana, Alonso transpareceu a motivação com o momento do time, e foi justamente essa a razão pela qual arriscou ao voltar para a McLaren e assumir a liderança do projeto que envolve também o retorno da Honda à F1. Até o momento, o projeto rendeu poucos bons resultados: o mais relevante foi o quinto lugar obtido pelo asturiano no GP da Hungria, o melhor da McLaren em 2015.

“Eu não quero desistir e sempre quis seguir acreditando que era possível manter o sonho vivo. No ano passado eu percebi que, com o domínio da Mercedes, não era possível vencer com a Ferrari em curto prazo, e um novo projeto acabou sendo a melhor ideia. A McLaren foi um projeto arriscado porque tudo para eles era completamente novo. Mas somos uma equipe: ganhamos e perdemos juntos”, destacou o bicampeão, sem perder a chance de alfinetar o ex-time.

“Com a Ferrari, às vezes, você ganha ou você perde, dependendo do humor da equipe no geral, do grupo em geral. É uma grande equipe, com algumas coisas boas e outras ruins. É como eu disse, é bom experimentar e viver pelo menos uma vez a chance de estar na Ferrari”, declarou. Fernando, no entanto, deixa claro que seu foco não é mais a antiga equipe. “Mas o mais importante é vencer e se sentir competitivo, e no momento a Mercedes é quem precisamos bater”, complementou.

Por fim, o espanhol deixou claro que está insatisfeito com o desempenho dos carros atuais. “Tenho certeza de que o grid mudou em torno de 50% nos últimos dois ou três anos, então boa parte do pessoal não conhece a F1 que eu, Jenson e outros pilotos conheceram. Os últimos carros do grid daquela época eram talvez 10s mais rápidos que os de hoje, por isso, quando um jovem piloto chega à F1 agora, ele é surpreendido com o carro, mas nós estamos decepcionados.”

“Nós guiamos um carro parecido, mas que é 10s mais rápido, de forma que há opiniões diferentes. Não que exista certo ou errado, é apenas questão de olhar para aquilo que você goste mais”, finalizou.
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