F1
13/04/2017 10:45

Alonso tem holofotes todos para si no dia em que Indy 500 ofuscou F1 durante entrevista coletiva no Bahrein

Até mesmo Lewis Hamilton, que costuma ser o centro das atenções por onde passa, ainda mais na F1, foi um mero protagonista desta quinta-feira de entrevista coletiva oficial no Bahrein. O tricampeão do mundo passou mais tempo falando sobre Fernando Alonso e sua surpreendente decisão pelas 500 Milhas de Indianápolis do que a luta com Sebastian Vettel. O gesto do espanhol foi digno de elogios por parte dos seus pares no Mundial
Warm Up
FERNANDO SILVA, de Sumaré

 

 

Desde que surpreendeu o mundo e anunciou que vai disputar as 500 Milhas de Indianápolis de 2017 com a parceria entre McLaren, Andretti e Honda, Fernando Alonso virou o centro das atenções na F1. Só se fala no bicampeão do mundo, que ofuscou completamente qualquer outro piloto do grid, até mesmo Lewis Hamilton, de longe o mais midiático dentre todos. Prova de que a decisão de Alonso recebida com grande impacto em todo o automobilismo, desde os Estados Unidos até o Bahrein, palco da terceira etapa da temporada 2017 do Mundial de F1 neste fim de semana.
 
Antes da entrevista coletiva oficial, que antecede todo início de fim de semana de GP, Alonso começou o dia jogando tênis com outro ícone espanhol e mundial no automobilismo: Carlos Sainz, o pai do piloto da Toro Rosso, em um hotel de Manama, capital do Bahrein. Horas depois, Fernando seguiu para Sakhir, circuito que recebe a F1 nesta semana, e de longe foi o mais solicitado para as entrevistas com as televisões de todo o mundo que fazem a cobertura da categoria.
 
Na primeira parte da coletiva, Lewis Hamilton, vencedor do GP da China no último fim de semana, se sentou ao centro, tendo Sergio Pérez à sua direita e o companheiro de equipe de Alonso na McLaren, Stoffel Vandoorne, à esquerda. Lewis respondeu brevemente sobre a disputa com Sebastian Vettel, seu maior oponente na luta pelo título, ao que tudo indica, mas depois foi bombardeado com uma série de perguntas sobre Alonso. 
 
Seu ex-rival nos tempos de McLaren há dez anos, Fernando foi tratado com reverência por Lewis: “Imagino que não seja algo fácil de ser feito. Mas Fernando vai para lá como um dos melhores do mundo. Ele vai ser o melhor piloto naquele paddock”. 
Alonso participou da segunda parte da coletiva de imprensa no Bahrein e ofuscou todo mundo (Foto: Twitter/Haas)
Contudo, quando questionado sobre o gesto de Alonso, que optou por não correr em Mônaco para disputar a Indy 500, Hamilton disse que não seguiria o ex-rival: “Não perderia nenhuma corrida na F1”. O britânico foi endossado por Sergio Pérez, que também mostrou vontade de fazer outras corridas fora do Mundial, mas sem perder o foco na categoria onde está. Hamilton surpreendeu ao dizer que gostaria de tentar a MotoGP ou mesmo fazer uma prova da Nascar em Daytona, essa sim, algo mais plausível ao britânico.
 
Tão logo o primeiro grupo de pilotos — neste novo formato de entrevista coletiva da F1 — deixou a sala no Bahrein, entrou Fernando Alonso, acompanhado de dois pilotos que seriam meros coadjuvantes naquilo tudo: os apagados Jolyon Palmer e Kevin Magnussen. E só deu mesmo Alonso nos minutos que vieram a seguir. O espanhol de 35 anos justificou sua decisão pela Indy 500 e deixou claro que prefere tentar dar seu segundo passo rumo à Tríplice Coroa para fazer história de vez no automobilismo.
 
“Para ser o melhor piloto do mundo, é preciso ganhar oito títulos mundiais e superar Michael Schumacher, o que seria muito difícil, ou então tenho de ser o mais completo”, salientou Alonso, de olho na Tríplice Coroa. Fernando que deixou claro que não tentaria a sorte do outro lado do Atlântico se não tivesse um carro minimamente competitivo. Hoje, na F1, a McLaren não lhe dá nenhuma perspectiva de obter resultados à altura da sua capacidade reconhecida como um dos melhores pilotos do grid.
 
“Se o carro fosse mais competitivo nesse ano e se estivéssemos com 43 pontos junto com Vettel e Hamilton, não me permitiria a chance de não ganhar 25 pontos e perder uma corrida. Você não perde. A situação seria completamente diferente”, respondeu Fernando diante dos olhares atentos de Palmer e Magnussen, que acompanhavam o monólogo do asturiano de uma posição privilegiada.
Alonso ofuscou até o sempre midiático Hamilton nesta quinta-feira no Bahrein (Foto: AFP)
“Quero vencer. Estou na F1 para vencer. Acho que neste ano me preparei mais duro do que nunca”, disse Fernando, repetindo algo que vem reforçando desde o começo do ano. “Me sinto muito bem no carro e consigo tirar o máximo dele, é algo que nos últimos anos não conseguia fazer porque precisava poupar pneus”, acrescentou o espanhol, que reafirmou ter na F1 a sua prioridade, mas deixou claro que seria mais importante fazer história na Indy do que ser apenas um mero coadjuvante em Mônaco, onde não teria chance alguma de vitória em condições normais nesse ano.
 

“Mônaco é a maior corrida do calendário da F1 e todo o fim de semana é um evento incrível. O ano passado o melhor resultado foi um quinto lugar e, pensando que somos um pouco menos competitivos nesse ano e que podemos repetir estar entre os cinco ou sete primeiros, acho que já vencei duas vezes lá e terminar nessa posição não vai mudar minha vida. É impossível comparar ter a mínima chance de vencer as 500 Milhas de Indianápolis com ser quinto, sexto ou sétimo em Mônaco. É muito mais bonita a outra oportunidade”, acrescentou Alonso, que terá apenas 45 dias desta sexta-feira até o dia 28 de maio, dia de um dos grandes desafios da sua vida.
 
A Magnussen e Palmer, restou a chance de responder a uma ou outra pergunta sobre o fim de semana. Nada muito relevante para pilotos que estão anos-luz distante no carisma, capacidade e talento de um Fernando Alonso.
 
Enquanto não começam os treinos livres do GP do Bahrein, o grande assunto da F1 vai continuar sendo Alonso e a decisão mais surpreendente do esporte a motor em muitos anos. E mesmo que, durante as sessões em Sakhir, Fernando esteja longe dos primeiros, ainda assim será o centro das atenções. Como foi em toda a carreira, como foi ainda mais hoje e, certamente, como será no próximo mês em Indianápolis.
 
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