F1
01/03/2017 13:51

Bottas fecha terceiro dia de testes da F1 na frente, mas Vettel fica perto e mostra força da Ferrari em Barcelona. Stroll bate

O tempo que Valtteri Bottas registrou com ultramacios durante a manhã foi suficiente para seguir no topo da tabela durante a tarde. Mas o tempo de Sebastian Vettel com macios, apenas 0s2 mais lento, impressiona. Enquanto isso, Lance Stroll sofreu um acidente pelo segundo dia seguido
Warm Up, de Barcelona
VITOR FAZIO, de Porto Alegre

Pela primeira vez na pré-temporada 2017, uma equipe liderou tanto a sessão matinal quanto a vespertina. Nesta quarta-feira (1º), a Mercedes controlou a tabela de tempos com Valtteri Bottas, que utilizou os pneus ultramacios e registrou 1min19s705. O finlandês nem andou de tarde, mas ficou com a ponta. Mesmo assim, o público ainda fica de olho na Ferrari: mesmo com o composto macio, Sebastian Vettel foi apenas 0s247 pior do que o finlandês, ficando em segundo na classificação.
 
O resultado é outro indicativo de uma possível disputa entre Mercedes e Ferrari por vitórias em 2017. Estas são as duas únicas equipes que lideraram nos testes, sempre sendo capazes de abrir vantagens consideráveis sobre os demais carros. Além disso, a dupla de ponteiras voltou a anotar o maior número de voltas do dia, sem quebras ou contratempos. Quer dizer, até os últimos instantes: com dez minutos para o fim, a Ferrari de Vettel quebrou. Mesmo assim, os italianos somaram 139 voltas. Os prateados conseguiram 169.
 
O terceiro lugar ficou com a Red Bull de Daniel Ricciardo, que usou macios e ficou com 1min21s153, 1s2 pior do que a Ferrari com o mesmo tipo de pneu. Além disso, os taurinos não chegaram nem perto da quilometragem alcançada por Mercedes e Ferrari.
 
Os dois pilotos da Renault – Jolyon Palmer andou de manhã, Nico Hülkenberg andou de tarde – completaram o top-5 com marcas pouco piores do que as da Red Bull, também utilizando pneus macios.
Valtteri Bottas e Sebastian Vettel (Foto: Twitter/XPB)
O turno da tarde teve duas bandeiras vermelhas, além da causada por Vettel no fim. Uma delas foi cortesia de Lance Stroll, que sofreu um acidente pelo segundo dia seguido. O canadense acelerou na saída da curva 5, perdeu controle da Williams FW40 e bateu na barreira de pneus. Mesmo assim, o #18 conseguiu bastante quilometragem ao completar 98 voltas. A outra paralisação foi causada por Carlos Sainz, que ficou atolado na brita por motivos ainda desconhecidos.
 
A McLaren, que teve dois dias tão sofridos em Barcelona, parece ter começado a se acertar no terceiro. Fernando Alonso conseguiu 72 voltas com o MCL32, algo inédito em 2017.
 
Com o encerramento do terceiro dia de atividades, resta apenas um na primeira semana da pré-temporada em Barcelona.

Saiba como foi a tarde do terceiro dia de testes da F1 em Barcelona
 
Ao contrário de vezes anteriores, a tarde do terceiro dia de testes da F1 começou com pouca ação. Foram necessários 15 minutos para que alguém saísse dos boxes.
 
Lewis Hamilton foi o primeiro na pista. E com tanque cheio, aparentemente: mesmo com pneus macios, o britânico ficou girando na casa dos 1min25s, pintando em último na tabela de tempos. Era muito pouco para a equipe que tinha liderado pela manhã, mas ninguém parecia preocupado.
 
Mais algum tempo e outras duas equipes abriram seus trabalhos: Renault e Toro Rosso, respectivamente com Nico Hülkenberg e Carlos Sainz foram para a pista. Eram duas escuderias com realidades distintas: os franceses conseguiram 50 voltas pela manhã, enquanto os italianos sequer anotaram tempo, precisando recuperar o terreno perdido.
Daniel Ricciardo ficou em terceiro com a Red Bull (Foto: Twitter/XPB)

Quem também se preocupava com tempo perdido era a McLaren. Era um caso bem mais grave: os britânicos perderam a maior parte de dois dias de atividade por problemas no motor Honda. Na terceira jornada, as coisas pareciam mais tranquilas: Fernando Alonso conseguiu superar a marca de 30 voltas com facilidade e, com macios, era o nono na tabela de tempos.
 
Sebastian Vettel, por sua vez, focava em ganhar terreno com a Ferrari. Não que o 1min21s609 com pneus médios fosse ruim, mas os italianos queriam testar os pneus mais aderentes. E, com macios, o alemão seguiu chamando atenção: Sebastian foi apenas 0s867 pior do que o tempo de Bottas com ultramacios. Animador para os italianos.
 
E a animação só continuou. Meia hora depois, Vettel anotou um excelente 1min19s952, apenas 0s247 atrás do tempo de Bottas com ultramacios. Nesse ritmo, parecia claro que a Ferrari só não tomaria a liderança se não quisesse.
 
Enquanto um piloto da Mercedes liderava, outro só ganhava quilometragem na pista. Andando de tanque cheio e pneus macios, Hamilton seguia em último – mas com 32 voltas. O tricampeão ainda não conseguia marcar um tempo abaixo de 1min25s.
Sebastian Vettel (Foto: Twitter/F1)
Em termos de quilometragem, algumas equipes surgiam como gratas surpresas. A Williams, depois de um dia desperdiçado, acumulava mais de 90 giros com Lance Stroll, sexto com 1min22s351.  A Sauber, que pouco vinha apresentando, alcançou o mesmo número com Ericsson, quinto.
 
Mas chegou uma hora em que todas essas sequências de voltas foram interrompidas. Na marca de duas horas de treinos vespertinos, a Toro Rosso de Sainz acionou a bandeira vermelha. O STR12 estava atolado na brita da curva 4, em um incidente que poderia ter acontecido tanto por falha mecânica quanto por erro do piloto. O resgate foi rápido e, após dez minutos, a pista estava liberada novamente.
 
Estava liberada, mas por pouquíssimo tempo. Três minutos após a bandeira verde, Stroll bateu. O piloto da Williams perdeu a traseira na saída da curva 5, de baixa velocidade, e bateu contra o muro. Péssima notícia para alguém que já tinha prejudicado a Williams ao rodar no segundo dia de testes. Mais 12 minutos de bandeira vermelha.
Lance Stroll bateu na barreira de pneus de Barcelona (Foto: Reprodução/Twitter)
Com bandeira verde, as equipes começaram a correr para aproveitar o resto do tempo livre. Hamilton voltou à pista para anotar voltas com pneus médios. Vettel seguiu com macios, anotando tempos de volta bastante competitivos.

Como de costume, a última hora do treino não parecia reservar grandes emoções. Os pilotos que estavam na pista – Hamilton, Alonso, Grosjean e Ricciardo – só acumulavam quilometragem, andando com pneus gastos e tanque mais cheio. A única real alteração na tabela de tempos foi a subida de Lewis do último para o sexto lugar com pneus macios.

O que prometia ser um final de teste tranquilo tomou outro rumo com dez minutos para o fim. Vettel surgiu se arrastando na reta principal, estacionou e trouxe a bandeira vermelha. A atividade recomeçou faltando cinco minutos, mas já não havia tempo para mais nada.

F1, testes coletivos, Barcelona, dia 3:

1 77 VALTTERI BOTTAS FIN MERCEDES 1:19.705   75
2 5 SEBASTIAN VETTEL ALE FERRARI 1:19.952 +0.247 139
3 3 DANIEL RICCIARDO AUS RED BULL TAG HEUER 1:21.153 +1.448 68
4 30 JOLYON PALMER ING RENAULT 1:21.396 +1.691 51
5 27 NICO HÜLKENBERG ALE RENAULT 1:21.791 +2.086 42
6 9 MARCUS ERICSSON SUE SAUBER FERRARI 1:21.824 +2.119 122
7 8 ROMAIN GROSJEAN FRA HAAS FERRARI 1:22.118 +2.413 94
8 44 LEWIS HAMILTON ING MERCEDES 1:22.175 +2.470 53
9 18 LANCE STROLL CAN WILLIAMS MERCEDES 1:22.351 +2.646 98
10 14 FERNANDO ALONSO ESP McLAREN HONDA 1:22.598 +2.893 72
11 55 CARLOS SAINZ JR ESP TORO ROSSO RENAULT 1:23.540 +3.835 32
12 34 ALFONSO CELIS JR. MEX FORCE INDIA MERCEDES 1:23.568 +3.863 66
13 26 DANIIL KVYAT RUS TORO ROSSO RENAULT 1:23.952 +4.247 31

Os pneus são...
ultramacios | supermacios | macios | médios | duros
 
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