F1
20/03/2017 07:00

Brawn freia discussão sobre ampliação do calendário da F1 e afirma que limite é de até 21 GPs

Nomeado pelo Liberty Media como novo diretor esportivo da F1, Ross Brawn descartou a possibilidade de o Mundial de F1 ter um calendário com mais de 21 corridas no futuro. O novo dono da F1 chegou a considerar a ampliação do número de provas, mas agora entende que a quantidade atual já representa o limite
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

A chegada do Liberty Media como novo dono da F1 trouxe à tona a possibilidade de ampliação do calendário do Mundial. A empresa sempre destacou o potencial da América do Norte e já expressou o desejo de realizar mais corridas nos Estados Unidos. Entretanto, Ross Brawn, nomeado como novo diretor esportivo da F1, entende que é preciso encontrar um equilíbrio entre qualidade e quantidade e, por isso, acredita que o Mundial já chegou ao seu limite com um máximo de 21 GPs no campeonato.
 
Ainda em janeiro, quando assumiu a função de diretor esportivo da F1, Brawn analisava qual seria a quantidade ideal de corridas no calendário.
 
“Eles me pediram para pensar em qual seria o número máximo de corridas, e a primeira coisa que eu disse é que nós temos de buscar um equilíbrio entre qualidade e quantidade. Nós temos de garantir que não vamos aumentar as corridas apenas para elevar o número, as corridas têm de ter uma boa qualidade, em bons lugares e em lugares empolgantes”, declarou o executivo britânico em entrevista à emissora ESPN.
Brawn entende que a F1 já está no limite máximo de corridas no calendário (Foto: Getty Images)
Uma das principais questões para ampliar o número de GPs no campeonato diz respeito à capacidade de trabalho das equipes. 
 
“Há um ponto onde você precisa se unir às equipes, ajudá-los e apoiar o número extra de corridas. Porque 20 ou 21 é muito complicado para as tripulações e bem difícil para os engenheiros, complicado para todo mundo que viaja. Mas se você se preparar com duas tripulações e dois grupos de engenheiros e todo o resto, acredito que é o que a Nascar faz, então você pode fazer isso”, disse.
 
“Não há absolutamente motivo nenhum para não termos mais corridas, mas você não pode ter mais corridas com a mesma estrutura que os times têm agora porque isso simplesmente os quebraria”, complementou o novo diretor esportivo da F1.
 
Em entrevista ao diário italiano ‘Corriere dela Sera’, Brawn reiterou que não deseja ampliar o número de corridas do calendário. “A prioridade é a qualidade dos eventos. A América do Norte é importante, mas Ásia e a Europa também são”, comentou o dirigente nomeado pelo Liberty. 
 
“Então quantas corridas devemos ter? Não devemos inflar o calendário, de modo que 20 ou 21 GPs são o máximo. A França vai voltar no ano que vem e talvez a Alemanha também. E Monza é muito importante”, salientou. 
 

Com a entrada do GP da França a partir do ano que vem e o possível retorno do GP da Alemanha, acrescidos às corridas que estão previstas nesta temporada, tornaria o calendário de 2018 o mais amplo da história da F1, com 22 GPs.
 
Brawn também falou sobre uma eventual volta da ‘guerra de pneus’, com a vinda de outra fornecedora para concorrer com a Pirelli. A julgar pelas palavras do britânico, tal possibilidade é improvável em médio prazo. “A competição é útil, mas cara. E a Pirelli tem feito um grande trabalho. É muito fácil criticá-los, e isso nos permite analisar que os pneus serão os mais adequados para a F1 que nós temos em mente”, encerrou o diretor esportivo da F1.
 

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