F1
18/04/2017 09:45

Chefe da Honda fala em desastre, lamenta por Alonso e Vandoorne e se cobra: “Encontrar uma solução é crucial”

Yusuke Hasegawa se encontra num beco sem saída. O chefe da Honda para a F1 procura a todo instante explicações para os inúmeros problemas do motor. A gota d’água foi no último fim de semana do GP do Bahrein. O sentimento de frustração na fábrica de Sakura é cada vez maior
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

A cada etapa da temporada 2017 do Mundial de F1, a situação da Honda vai ganhando contornos cada vez mais dramáticos. Mesmo com todo o investimento feito para melhorar o motor e tentar garantir alguma competitividade à McLaren, os resultados logrados pela fábrica de Sakura, tanto em confiabilidade como também em potência, são nulos. Ao contrário, a McLaren regrediu em 2017, a ponto de sequer conseguir largar no GP do Bahrein com Stoffel Vandoorne. Fernando Alonso disputou a prova e lutou até quando pode, mas sucumbiu à falta de potência “como nunca antes na vida” e abandonou a prova do último domingo (16) a duas voltas do fim.
 
Yusuke Hasegawa, chefe da Honda para a F1, já não sabe mais o que fazer. Cansado a cada novo fracasso da marca japonesa, o engenheiro não escondeu a frustração com o que classificou como um desastre o ocorrido em todo o fim de semana no Bahrein.
 
“Sim, é muito frustrante. Claro que é muito frustrante e nos sentimos muito mal pelos pilotos. É um desastre. Obviamente temos de descobrir o que aconteceu e, claro, temos de encontrar uma solução, é crucial”, declarou Hasegawa em entrevista à revista ‘Racer’.
A Honda não consegue entregar um motor minimamente competitivo à McLaren (Foto: McLaren)
No fim de semana em Sakhir, o problema do motor foi mais precisamente no MGU-H, e isso aconteceu desde sexta-feira até domingo. O engenheiro entende que o calor do Bahrein não potencializou as falhas, mas deixou claro que já trabalha em novas ideias durante os testes desta semana no Oriente Médio.
 
“Enfrentamos um problema parecido em Barcelona, de modo que mexemos um pouco, mas acho que não foi o bastante. Não acho que o calor seja um problema. Obviamente, as temperaturas são um pouco mais altas, mas não foram condições tão duras quanto as submetidas no dinamômetro”, afirmou Hasegawa.
 

Entretanto, os problemas continuam na Honda. Nesta terça-feira de abertura dos testes coletivos que a F1 promove nesta semana no Bahrein, o test-driver da McLaren Oliver Turvey sequer conseguiu marcar tempo. O motor Honda voltou a apresentar problemas, desta vez no ERS (sistema de reaproveitamento de energia), mais precisamente um vazamento de água. 
 
McLaren e Honda decidiram trocar o motor para buscar, ou pelo menos tentar, um pouco mais de quilometragem no período da tarde.
 
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