F1
19/03/2017 11:58

Chefe da Mercedes admite que rivalidade entre Hamilton e Rosberg foi “mais intensa do que benéfica”

Chefão da Mercedes, Toto Wolff fez uma análise dos anos de rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg na equipe prata e admitiu que a difícil relação dos dois pilotos foi mais intensa do que benéfica. Mas acha que o risco de ter os melhores pilotos vale a pena
Warm Up
Redação GP, de Curitiba
 

A uma semana do início da temporada 2017 da F1, o chefão da Mercedes, Toto Wolff, fez um balanço do último campeonato, quando, mais uma vez, teve de lidar com a extrema rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. A disputa entre os dois pilotos foi tão feroz que chegou a gerar um mal-estar entre a equipe alemã e o inglês, além também de desgastar além do limite a relação entre o tricampeão e o alemão, que acabou por deixar o esporte depois de vencer o rival e, enfim, celebrar o título mundial. 
 
O dirigente austríaco não hesita ao falar do difícil gerenciamento de dois pilotos fortes sob o mesmo teto. E admite que nem sempre ter dois grandes nomes na mesma garagem é, de fato, um benefício, mas acha que o risco vale a pena. "Quem aceitaria se contentar com o segundo melhor apenas para ter um relacionamento mais fácil?", questionou Wolff em declaração ao jornal 'The Guardian'. 
 
"Você sempre vai querer ter o melhor, ter os dois melhores pilotos tentando tirar o máximo do carro em dias difíceis, mas aceitando que, em algum momento, vai haver controvérsia e que correr com os melhores também pode provocar alguns solavancos" completou.
Toto Wolff (Foto: Mercedes)

O comandante da esquadra prateada deixou claro que, no fim das contas, os objetivos são os mesmos, mas que é preciso respeitar o desejo de cada piloto. "Os melhores nunca são fáceis. E isso os tornar melhor", afirmou. "Depois de quatro anos, nós já conhecemos muito bem e meio que temos os mesmos objetivos. Nós estamos nessa jornada juntos e a maioria de nossas metas estão alinhadas na maior parte do tempo, mas nem sempre - e reconhecemos isso", completou.
 
Wolff, então, reconheceu que a difícil relação entre Hamilton e Rosberg se tornou cansativa e tomou tempo e recursos da equipe ao longo dos anos. "No final, foi mais intenso do que benéfico. O que era bom no começou, porque eles já se conheciam há 20 anos, se transformou em outra coisa que nem sequer sabíamos. Agora, com Valtteri a relação começa do zero", disse Toto, se referindo ao substituto de Rosberg, o finlandês Valtteri Bottas. 
 
Hamilton em modo paz e amor com a Mercedes
 
A disputa do título do ano passado foi intensa e dramática. Embora Hamilton tenha vencido mais que Rosberg, o alemão levou a taça com cinco pontos de vantagem. Na prova final, o inglês ainda tentou uma estratégia controversa para tentar ficar com o campeonato, o que em um primeiro momento não foi bem visto pela chefia da Mercedes. A esquadra, no entanto, se retratou após as críticas de Lewis e admitiu que errou ao tentar dar ordens durante a etapa decisiva, em Abu Dhabi. Logo depois, Rosberg anunciou a aposentadoria. 
 
Falando sobre os acontecimentos do fim de 2016 e do início deste ano, Hamilton revelou que sua relação com a Mercedes está melhor e mais forte. "Estou me sentindo em um lugar positivo com a equipe", contou.
 
"Nós conversamos sobre um monte de coisas durante os testes. Eu fui capaz de tirar algumas coisas do meu peito e agora estamos nos comunicando melhor do que nunca. E continuamos a crescer junto", ressaltou o britânico, que tenta nesta temporada o quarto título mundial.
 
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