F1
02/01/2017 07:09

Chefe da Mercedes não descarta Ferrari da briga em 2017 e diz que novo regulamento pode mudar hierarquia da F1

Toto Wolff se recusou a descarta a Ferrari da briga na F1 em 2017. O chefão da Mercedes entende que os rivais italianos podem surpreender e voltar a incomodar, especialmente devido à introdução do novo regulamento técnico
Warm Up
Redação GP, de Leipzig
 

Chefe da Mercedes, Toto Wolff acredita que é impossível descartar a rival Ferrari da briga para temporada 2017 da F1, especialmente devido à mudança radical das regras técnicas do esporte. 
 
A equipe alemã domina a F1 há três temporadas, desde que o Mundial entrou na fase dos motores V6 híbridos. E só a marca conquistou títulos de Pilotos e Construtores até agora. A esperança é que, com um novo regulamento, outras escuderias possam entrar em uma disputa mais acirrada com a montadora da estrela de três pontas.
 
E apesar de a escuderia italiana ter vivido uma temporada difícil em 2016, Wolff acha que o time pode surpreender e voltar a se mostrar perigoso no campeonato que começa em março. "Em 2012 e 2013, a Mercedes não era favorita, então veio a mudança de regulamento e fomos bem-sucedidos", disse o austríaco em declaração ao jornal 'La Gazzetta dello Sport'.
Os chefões de Mercedes e Ferrari, Toto Wolff e Maurizio Arrivabene (Foto: Beto Issa)

"E isso pode muito bem acontecer agora com a Ferrari. Eles têm um grande potencial e recursos para voltar a ter um nível de competitividade elevado", completou.
 
A Ferrari apresentou uma grande evolução em 2015, quando venceu três vezes com Sebastian Vettel, mas, no ano passado, acabou sofrendo um revés com a perda do diretor-técnico James Allison e se viu em uma queda de rendimento, perdendo o segundo lugar no Mundial de Construtores para a Red Bull. A posição do engenheiro agora pertence a Mattia Binotto, que ocupou anteriormente o posto de chefe do setor de motores da equipe vermelha. 
 
A decisão dos italianos em promover profissionais da casa também foi exaltada por Wolff. "Eles se concentraram em ser uma equipe italiana. Para mim, isso é um valor agregado, não uma restrição. A Ferrari não precisa de mercenários. Estou convencido de que as decisões tomadas por Sergio Marchionne e Maurizio Arrivabene estão colocando o time em uma direção correta", encerrou.

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