F1
06/01/2017 11:20

Com expectativa de carros mais rápidos, Albert Park faz revisão de segurança para receber etapa de abertura da F1 em 2017

Palco da etapa de abertura da temporada 2017, o circuito australiano de Albert Park, em Melbourne, teve um grave acidente no ano passado envolvendo Esteban Gutiérrez e Fernando Alonso. Para março, a organização do GP da Austrália providencia uma série de modificações nos arredores da pista para elevar os níveis de segurança, considerando que os novos carros devem ser até 4s mais rápidos
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 
Enquanto pilotos e equipes voltam das férias de fim de ano e começam os preparativos para a temporada 2017 do Mundial de F1, os promotores das corridas já pensam em como os novos carros, que deverão ser entre 3 e 4s mais rápidos em razão do novo regulamento técnico, vão se adaptar aos novos circuitos. A começar pelo traçado de Albert Park, em Melbourne, palco da corrida de abertura do campeonato, marcada para 26 de março. Os organizadores da prova vão realizar uma revisão no circuito para aumentar a segurança dos pilotos durante o GP da Austrália.
 
As características do circuito de Albert Park preocupam a FIA. Trata-se de um traçado muito apertado, onde os carros sempre andam muito próximos. Prova disso são os acidentes recentes em Melbourne, como o sofrido por Fernando Alonso, que após bater na Haas de Esteban Gutiérrez, capotou várias vezes e só parou após se chocar com um muro de proteção na saída da curva 3
 
O local já foi palco de outras duas fortes batidas: na primeira corrida realizada em Melbourne, em 1996, Martin Brundle decolou com sua Jordan depois de ser catapultado ao tocar na roda de outro carro e, em 2001, Ralf Schumacher e Jacques Villeneuve se tocaram pouco antes de chegar à curva. O canadense chegou a decolar, e seu carro acertou um fiscal de pista que estava perto do muro, causando sua morte.
A curva 1 do circuito de Albert Park é ponto de preocupação dos organizadores do GP da Austrália e da FIA (Foto: Getty Images)
No entanto, ao menos por enquanto, a curva 3 não vai passar por revisão antes da corrida em março. Segundo relatório da FIA, a preocupação maior está nas curvas 1, logo após a reta dos boxes — também ponto de acidentes —, além da 6, 12 e da 14, onde vão ser instaladas barreiras de maior absorção para impactos em alta velocidade, a Tec Pro, com um custo avaliado em cerca de R$ 320 mil.
 
Craig Moca, gerente da divisão de infraestrutura da AGPC, empresa responsável pela promoção do GP da Austrália, deu entrevista ao site ‘Motorsport.com’ a respeito dos ajustes que serão realizados em Melbourne nos próximos dias, tudo com base no relatório enviado pela FIA recentemente, sugerindo trabalhos para elevar o nível de segurança no circuito de Albert Park.
 
“A FIA nos deu instruções, com base nas simulações feitas, sobre as curvas onde precisamos de barreiras de pneus a mais e outras mudanças. Depois da informação que recebemos da FIA, considerando o fato de ser um circuito temporário, tivemos de construir muros de pneus adicionais e comprar 80m de barreiras Tec Pro. Passar de uma pista de velha escola para ter essas barreiras de alta velocidade realmente é um grande salto para nós”, comentou o dirigente.
 
A FIA também sugeriu, e a organização do GP da Austrália acatou a instalação de barreiras de maior impacto em outros trechos do circuito de Albert Park, mas com maior atenção ao trecho entre as curvas 11 e 12, onde os carros chegam perto dos 250 km/h. Outro ponto de grande preocupação está na curva 1, logo após a reta dos boxes.  
 

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