F1
30/06/2017 07:26

Dennis “fecha livro de história”, vende últimas ações por quase R$ 1,8 bilhão e dá adeus definitivo à McLaren

A longa e vitoriosa história de Ron Dennis com a McLaren chegou ao fim definitivo na manhã desta sexta-feira (30). Nas primeiras horas do dia, um comunicado de imprensa informou: Dennis, rosto mais icônico na história da McLaren até que o fundador Bruce, vendeu as últimas ações que possuía e saiu de vez, encerrando uma história que começou em 1980
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Redação GP, do Rio de Janeiro

Uma era que começou há cerca de 40 anos chegou ao fim na manhã desta sexta-feira (30): Ron Dennis e a McLaren chegaram ao divórcio definitivo. Fora de qualquer tipo de operação diária da companhia desde ser tirado da presidência no final do ano passado, agora, Dennis, figura que se tornou o rosto da McLaren com o passar do tempo, vendeu as últimas ações que tinha da marca inglesa. Pode parecer estranho, mas é verdade. Ron Dennis e McLaren agora seguem, de fato, caminhos distintos. 
 
"O Grupo McLaren ajustou suas finanças para adquirir as ações de Ron Dennis, estimular o crescimento, expandir seus negócios e consolidar a parte financeira. O anúncio unifica todas as atividades sob uma marca estrategicamente coordenada e que permite que a excepcional reputação de cada negócio pela excelência tecnológica seja usada por todo o Grupo pelo benefício de seus clientes, parceiros e empregados", foi assim que a McLaren anunciou de supetão que o tempo de seu lendário chefe nos quadros da empresa havia chegado ao fim. E por mais que dissesse o comunicado de imprensa disparado bem no começo da manhã, pouco diria.
 
Foi a recém-criada holding Grupo McLaren quem comprou as ações que eram de Dennis na McLaren Technology Group e McLaren Automotive, duas das empresas sob o guarda-chuvas do grupo. Além de se livrar das ações, Dennis também entregou sua participação na diretoria de ambas. Segundo a companhia, a Bahrain Mumtakalat e a TAG irão continuar sendo as acionistas majoritárias da McLaren. Mohammed bin Essa Al Khalifa passa a ser o presidente-executivo do Grupo McLaren.
 
Embora o valor do acordo não tenha sido divulgado, a rede de TV inglesa Sky Sports afirmou que o negócio gira em torno de R$ 1,8 bilhão - £ 275 milhões. 
Ron Dennis acompanha primeiro treino livre no Bahrein nesta sexta-feira (Foto: Getty Images)
"Estou muito feliz de chegar a um acordo com os outros acionistas da McLaren. Representa um fim correto ao meu tempo na companhia e me permite a focar em outros interesses", disse. "Sempre afirmei que os 37 anos que passei em Woking deveriam ser considerados um capítulo no livro de história da McLaren, e espero que a McLaren tenha sucesso no prosseguimento de sua história", seguiu.
 
"Talvez minha mais satisfação seja a capacidade com a qual a equipe correu na F1, algo que eu atribuo à dedicação e esforços de centenas ou milhares de empregados talentosos e conscientes dos quais tive o privilégio de liderar. Agora que meu período na McLaren acabou, vou poder me envolver numa série de outros programas e atividades, especialmente aqueles focados no serviço público", anunciou.
 
"Por último mas não menos importante, eu desejo o melhor para a McLaren e mando meus maiores agradecimentos e melhores desejos para os colegas em todas as partes do negócio e com todos os tipos de cargos. Eles são realmente os melhores. E, com o fundamento correto para ter sucesso e liderada por uma equipe ambiciosa, a McLaren irá se aproveitar dos sucessos nos quais eu tenho tanto orgulho de ter contribuído durante meu tempo à frente desse incrível grupo britânico de companhias", encerrou.

O novo presidente da McLaren, Al Khalifa, tratou de agradecer o antecessor. "Haverá um momento no futuro para destacar nossos planos para os próximos meses e anos, que serão extremamente animadores para a história da McLaren. Mas hoje é apropriado pausar e expressar gratidão a Ron. Então, em nome da McLaren e todos que por ela passaram, vou dizer duas palavras: obrigado, Ron."
A parceria entre Lewis Hamilton e Ron Dennis acabou com gosto (Foto: AP)
O acionista majoritário Mansour Ojjeh, parceiro de Dennis desde 1984, também tratou do assunto. "Desde que me tornei um investidor da McLaren, há 33 anos, me tornei orgulhoso dos feitos extraordinários da McLaren, crescendo independente. Agora, como atingimos uma escala mundial de sucesso, é o passo certo unificar as estratégias e marcas e criar um centro forte de automóveis de luxo, corridas e excelência tecnológica."
 
"A McLaren Racing, parte da McLaren Technology Group, não tem sucesso atual nas pistas da F1, mas sabemos do que são capazes e do sucesso que atingiram no passado. Isso [não ter sucesso] vai mudar. Como corridas estão em nosso DNA. vamos existir na F1 para vencer e sermos os melhores em tudo que fazemos. Jonathan Neale e Zak Brown, com a ajuda de Éric Boullier, estão engajados no processo da reviravolta. Será ótimo ver a McLaren voltar a vencer", encerrou.
 
A conexão de Dennis com a McLaren começou em 1980, quando a equipe, então em dificuldades financeiras, fez uma fusão com a Project Four - impulsionada pela patrocinadora Philip Morris. Em 1981, Dennis assumiu controle total da equipe de F1. E com isso tornou a esquadra uma potência. Durante os anos 1980 e 1990, ganhou nove Mundiais de Pilotos com Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna e Mika Häkkinen. Foram também sete Mundiais de Construtores. Depois, em 2008, Lewis Hamilton voltou a faturar um caneco para o time de Woking.
 
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