F1
05/01/2017 17:31

Direção de Silverstone analisa abrir mão do GP da Inglaterra por risco “potencialmente desastroso” de custos da F1

A Associação Britânica de Pilotos, entidade que é dona de Silverstone, admitiu que considera quebrar o contrato vigente com a F1 após a edição de 2019. De acordo com a associação, os altos custos da categoria representam um risco “potencialmente desastroso”
Warm Up
Redação GP, de Porto Alegre
Silverstone é mais um circuito que pode sofrer as consequências dos altos custos de sediar um GP de F1. Palco do GP da Inglaterra, o tradicional autódromo considera abrir mão da corrida, reclamando do risco “potencialmente desastroso” de cumprir o contrato atual, vigente até 2026, em sua plenitude.
 
O alerta foi dado pela Associação Britânica de Pilotos (BRDC), que é dona de Silverstone. O presidente John Grant diz que vai se esforçar para seguir recebendo o GP de F1, mas avisou os demais membros da entidade que a possibilidade de quebrar o contrato atual está sendo considerada. Mesmo que esta seja a solução dos organizadores, a intenção é cumprir o acordo pelo menos até 2019.
 
“Não é uma decisão simples. Vamos considerar todas as consequências antes de tomar uma decisão por volta do meio do ano”, disse Grant, em documento divulgado pela emissora britânica ITV.
Silverstone fora da F1? (Foto: Carsten Horst)
O evento tem conseguido atrair bastante público – 139 mil pessoas foram até Silverstone para acompanhar os três dias do GP da Inglaterra de 2016. Mas isso não é suficiente para compensar o custo de £ 2 milhões – R$ 7,9 milhões – para receber a F1.
 
A solução para a perda de dinheiro ainda é desconhecida, mas o BRDC tem algumas cartas na manga. Jackie Stewart, ex-presidente da associação, apontou o apoio estatal – algo que já acontece em diversos GPs – como solução para os britânicos.
 
Silverstone é apenas mais um na longa lista de circuitos que sofrem para se manter no calendário da F1. Monza levou um bom tempo para renovar seu contrato, justamente pela dificuldade em dar garantias financeiras. Hockenheim tenta cobrir o buraco deixado por Nürburgring, mas não consegue. Interlagos, por sua vez, não garantiu o GP de 2017 sem passar dificuldades.
BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA



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