F1
20/09/2017 09:20

Diretor da McLaren minimiza perda financeira com saída da Honda: “Não se pode seguir em frente sem sucesso”

Estima-se que a ruptura do acordo com a Honda vai acarretar numa perda financeira de até € 125 milhões, cerca de R$ 470 milhões, por ano para a McLaren. Mas Zak Brown garante que a equipe já está trabalhando para o impacto com o fim da parceria não ser tão grande. No fim das contas, o diretor-executivo sabe que o dinheiro vem na esteira dos resultados. Por isso, entende que a saída da Honda e o novo acordo com a Renault vai ser lucrativo para o time de Woking
Warm Up
Redação GP, de Sumaré

2018 já começou para a McLaren. Depois de três anos com uma malsucedida parceria com a Honda, a equipe britânica se prepara para novos tempos, desejando voltar a lutar por pódios e vitórias na F1 contando com a Renault como nova fornecedora de motores. No entanto, o divórcio com os japoneses vai ter seus desdobramentos, sobretudo no aspecto financeiro. De acordo com informações do paddock, estima-se que a McLaren vai deixar de receber cerca de € 125 milhões, ou R$ 470 mi, aporte investido anualmente pela Honda.
 
Mas Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, acredita que a equipe vai conseguir superar a perda financeira de outras formas, com a chegada de patrocinadores que vão amenizar a saída da Honda. Mas, no fim das contas, o norte-americano está otimista com os tempos que virão, sobretudo em termos de competitividade.
 
Depois de três anos marcados por inúmeros problemas, críticas e poucos resultados, a McLaren finalmente vislumbra voltar a lutar por grandes resultados na F1. E a retomada do crescimento é, por si só, a grande justificativa para deixar a Honda e o investimento milionário que recebeu nos últimos anos.
Após acordo com a Renault, Brown vai ter de correr atrás de dinheiro para a McLaren (Foto: Reprodução/Twitter)
“Vamos chegar a um acordo econômico que precisamos, e isso não vai afetar nosso orçamento. Vamos continuar investindo dinheiro quando tiver de ser feito, de modo que isso não vai afetar nosso produto de competição”, afirmou o dirigente em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.
 
“Esperávamos isso, de modo que temos pessoas trabalhando em cima disso. Seria melhor se tivéssemos anunciado isso antes das férias de verão, já que você sempre quer mais tempo para conseguir patrocinadores, mas não queremos usar isso como desculpa”, comentou Brown.
 
O diretor-executivo da McLaren confia no potencial da marca para voltar a reunir grandes patrocinadores. A última vez que a equipe teve um patrocinador-máster foi em 2013, o último ano da parceria com a Vodafone.
 

“O esporte está em um bom lugar quanto à audiência pela TV e o público nas arquibancadas. É incrível que a Mercedes tenha um rival neste ano, e isso contribuiu para melhorar o esporte, além de ter por trás o nome McLaren, há toda uma história”, salientou.
 
Brown, porém, sabe que não é possível ter uma equipe minimamente competitiva na F1 sem dinheiro. Mas o diretor garantiu que os trabalhos em busca de patrocínios já começaram. Tudo para colocar de vez a equipe no caminho do sucesso na F1. “Não vai ser fácil em razão da magnitude de dinheiro neste período de tempo, mas temos uma grande equipe comercial. Não vai ser fácil, mas é possível conseguir. Agora estamos concentrados no ano que vem e somos otimistas. Nenhuma equipe pode seguir em frente sem sucesso”, finalizou.
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