F1
14/04/2017 14:35

Ecclestone admite foco no lucro em sua gestão, mas orienta F1 a reduzir taxas de promotores: “Não estão lucrando nada”

Fora do comando da F1, Bernie Ecclestone orientou o Liberty Media a reduzir as taxas cobradas dos promotores locais. Britânico admitiu que poderia ter feito isso em sua gestão, mas reconheceu que estava de olho apenas no lucro
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
 
Nada como uma mudança de perspectiva para ampliar seus horizontes. Fora do comando da F1, Bernie Ecclestone reconheceu que é preciso baixar as taxas cobradas dos promotores locais.
 
Nesta sexta-feira (14), durante uma visita ao Mundial no Bahrein, o ex-chefão da F1 avaliou que a única saída boa para todos é cobrar menos dos organizadores locais.
Bernie Ecclestone reconheceu que F1 precisa cobrar menos dos promotores (Foto: AFP)

“A única coisa que seria boa para todo mundo, eu acho, seria se pudéssemos cobrar muito menos dinheiro dos promotores”, disse Ecclestone em entrevista ao site ‘Motorsport.com’. “Eu fiz alguns bons acordos comerciais. Eles estão pagando muito dinheiro, e a maioria deles, talvez todos, não estão lucrando nada, bem o contrário”, reconheceu.
 
“Cedo ou tarde, temo que os governos por trás deles digam que é o bastante e adeus”, admitiu. “Se pudéssemos reduzir as taxas que eles pagam, eles poderiam cobrar menos pelos ingressos e vender mais. Então se você quer olhar para os fãs, este é o caminho”, apontou.
 
Questionado sobre a razão de não ter reduzido as taxas em sua administração, Ecclestone respondeu: “Eu sei que poderia ter feito isso, mas eu estava tentando fazer dinheiro para a empresa. Este era o meu trabalho”.
 
“Parece que este não é o objetivo primário do Liberty. Fazer dinheiro. O objetivo deles é agradar os fãs, o que é bom”, opinou.
 
O ex-dirigente também comentou a saída da Malásia do calendário. Bernie chegou a participar da negociação para que a pista de Sepang pudesse encerrar seu vínculo com a F1 um ano antes do previsto.
 
“A Malásia se foi. Muitas coisas sobraram do que eu estava fazendo, quando eu estava fazendo o trabalho do dia-a-dia. Nós realmente não tínhamos muita escolha. Eles iam parar”, admitiu. “Acho que convenci Singapura a ficar. Nós mudamos as condições e os termos um pouco lá. Eles ainda não decidiram, mas ainda podem continuar”, explicou.
 
Por fim, Ecclestone celebrou o desejo do Liberty Media de levar a F1 de volta para a Turquia. A etapa turca deixou o Mundial depois de 2011 por razões financeiras.
 
“Nós não fizemos funcionar por uma razão muito boa: eles não pagariam. Eu já tinha um acordo com o cara que era o primeiro-ministro, que agora é o presidente. Eles pagariam uma taxa fixa, e nós lucraríamos com a bilheteria”, relatou. “Eu ficaria muito feliz se eles fizessem funcionar, porque eu gosto do circuito, gosto da corrida lá, era uma corrida muito boa. Eu ficaria feliz se desse certo. Vai funcionar se eles estiverem prontos para correr por menos dinheiro”, concluiu.
 
O GP do Bahrein, o terceiro do ano, acontece neste fim de semana, e o GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Sakhir AO VIVO e em TEMPO REAL.
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