F1
18/03/2017 13:17

Ecclestone diz que comprometimento da Ferrari com F1 justifica prêmio extra de R$ 300 milhões por ano

Bernie Ecclestone explicou o bônus anual de US$ 100 milhões (cerca de R$ 300 mi) que a Ferrari recebe na F1. De acordo com o ex-chefão, o comprometimento da equipe italiana com o campeonato justifica a polpuda premiação
Warm Up
Redação GP, de Curitiba
 

Ex-homem forte da F1, Bernie Ecclestone defendeu seu papel na decisão de conceder o bônus anual de US$ 100 milhões (cerca de R$ 300 mi) à Ferrari, como forma de premiar a equipe italiana pela longevidade no campeonato.
 
A esquadra vermelha é única do grid que compete no Mundial desde a primeira temporada, em 1950 e, por isso, recebe a premiação extra em dinheiro, independentemente de sua classificação na tabela. O valor é o dobro do total recebido pela extinta Manor, por exemplo.
 
Só que agora esse acordo pode estar com os dias contados. Isso porque o novo proprietário da F1, o Liberty Media, expressou o desejo de suspender o pagamento do bônus. Mas em uma entrevista à Sky Sports News, Ecclestone explicou a origem do repasse do alto valor à Ferrari.
 
"Por que isso aconteceu? É muito simples: o antigo dono da F1, o grupo CVC, queria ter uma oferta pública na época. Queríamos ter a certeza antes de entrar no mercado que poderíamos garantir que as equipes permaneceriam no grid. Quando olhamos para todos os times para ver quem poderia realmente se comprometer até 2020 - porque muitas vezes, quando eles se comprometem, muitas equipes dizem 'tudo bem, vamos assinar', mas elas teriam assinado qualquer coisa e depois deixariam o esporte. Isso não faria diferença", explicou o ex-chefão do Mundial.
Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, e Bernie Ecclestone (Foto: Getty Images)

"Mas conseguimos um compromisso real do topo de uma das maiores empresas, então eles precisavam ser recompensados por fazer parte de um compromisso de longo prazo. E eles disseram 'precisamos de algo para isso', e com razão. Então, foi isso o que aconteceu", completou.
 
Questionado se a Ferrari poderia deixar o esporte se o bônus fosse eliminado, o britânico afirmou que nada era para sempre. "Alguém me disse outro dia que, desde que a F1 começou, tivemos mais de 70 equipes, o que eu não acreditei, mas, por conhecer a pessoa que me disse, isso deve ser verdade."
 
"Nada é para sempre, então você não sabe...Se alguém perturbar a Ferrari, eles podem muito bem parar. Provavelmente, a Mercedes vai ganhar mais dois campeonatos, então talvez eles digam: 'Nós estivemos aqui e fizemos a nossa parte'", concluiu.
 
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