F1
08/01/2017 11:55

Ecclestone diz que só mudança na regra dos motores pode deter supremacia da Mercedes na F1

Crítico ferrenho dos motores híbridos, Bernie Ecclestone entende que só mesmo uma brusca mudança de regra vai tirar da Mercedes o domínio que exerce na F1 desde 2014. O dirigente máximo do esporte duvida que a Red Bull possa tirar proveito do novo regulamento técnico, que vai entrar em vigor neste ano, para virar a maior força do Mundial
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 
Desde 2015, uma pergunta vem sendo recorrente no mundo da F1: quem, afinal, poderá bater a Mercedes? A equipe alemã se tornou a força dominante do Mundial a partir de 2014, quando foi introduzido um novo regulamento de motores, a nova ‘Era Turbo’ com a adoção das unidades motrizes híbridas turbo. Desde então, a escuderia conquistou três títulos mundiais de Construtores e outros três de Pilotos (dois com Lewis Hamilton, em 2014 e 2015, e um com Nico Rosberg, em 2016).
 
Nesta temporada, a F1 viverá outra revolução com a adoção de um novo regulamento técnico, que promete chacoalhar o grid e tornar os novos carros mais rápidos e desafiadores aos pilotos. A expectativa é que, com maior aderência mecânica, os novos modelos sejam entre 3 e 4s mais rápidos. Mas Bernie Ecclestone entende que nem mesmo a nova conjuntura vai tirar o domínio da Mercedes.
 
O chefão da F1 defende que somente uma nova mudança, mas no regulamento dos motores, vai permitir que a Mercedes deixe de ser a grande protagonista da F1.
Bernie Ecclestone é crítico contumaz do regulamento de motores da F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“A vantagem da Mercedes quanto ao motor segue sendo muito grande, e por isso temos de introduzir uma nova regra de motores o quanto antes. A Red Bull acha que pode bater a Mercedes com a melhor aerodinâmica. Eu não tenho certeza disso”, afirmou Bernie em entrevista ao diário alemão ‘Bild’.
 
Ecclestone criticou Jean Todt, presidente da FIA e maior artífice do novo regulamento de motores híbridos. Para o britânico, não faz sentido a F1 usar propulsores que não têm o DNA da categoria.
 
“Ele acha que os motores híbridos são o espírito do que reina na atualidade. Isso pode ser correto para os carros de rua, mas na F1 a gente quer ver algo especial. Os motores tem de ser barulhentos e potentes, que só podem ser dominados pelos melhores pilotos do mundo. Ninguém vai colocar botas ortopédicas nos jogadores de futebol só porque está na moda”, ironizou.
 
Por fim, o patrão da F1 aproveitou para bradar contra o conjunto de regras que, na sua opinião e de muitos, são difíceis para o público assimilar.
 
“As regras devem mudar, todas elas. São muito complicadas. Estamos no negócio do entretenimento. Como vamos entreter as pessoas enquanto os espectadores não entendem nada? Nem mesmo os pilotos sabem o que podem ou não fazer na pista. Às vezes acho que a regra diga ‘não compita’, mas de vez em quando deixam que se toquem”, finalizou Ecclestone.
 

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