F1
19/03/2017 10:03

Ecclestone reclama de função decorativa na nova gestão da F1 e lamenta: “Liberty Media quer se livrar da ‘era Bernie’”

Nomeado pelo Liberty Media, novo dono da F1, como presidente honorário da categoria, Bernie Ecclestone se mostra triste por “não poder fazer nada”. O ex-chefe supremo do esporte disse que nem os funcionários da empresa podem conversar com ele e revelou sentir grande inveja do novo chefão, Chase Carey: “Ele está na posição encantadora de conseguir fazer o que não pude fazer”
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Redação GP, de Sumaré
 

Até janeiro de 2017, Bernie Ecclestone era o chefe supremo da F1, posto que ocupou por quase 40 anos. Entretanto, a aquisição da empresa proprietária do esporte pelo Liberty Media provocou uma grande revolução na gestão da categoria. Bernie, aos 86 anos, foi deposto e, em seu lugar, assumiu Chase Carey, executivo da companhia, que nomeou Sean Bratches como diretor comercial e Ross Brawn como diretor esportivo da nova F1. Como forma de homenagem, Ecclestone foi nomeado como presidente honorário da F1. Mas o britânico sabe que tal função é meramente decorativa e reclama da situação: “Eu não posso fazer nada”.
 
Bernie criticou o fato de que o Liberty Media claramente quer se livrar do seu legado para a categoria. Em entrevista ao diário britânico ‘Daily Mail’, o ex-todo poderoso da F1 criticou a postura dos novos donos do esporte. “Até mesmo os funcionários foram informados de que não deveriam falar comigo. Eles querem se livrar da ‘era Bernie’: ‘Vamos nos livrar da história de Bernie!’”, bradou o ex-dirigente.
 
“Eles sempre dizem a mesma coisa. Eles provavelmente pensam que me fazem feliz, mas não: ‘Ele fez um super trabalho, mas tempos de seguir em frente’, e eles podem estar certos”, acrescentou.
Chase Carey assumiu a função que era de Bernie Ecclestone. O ex-chefão da F1 disse ter inveja do seu sucessor (Foto: AFP)
Ecclestone negou que tenha ficado triste por ter sido deposto da função de diretor-executivo da F1 pela gestão do Liberty Media, mas não escondeu a surpresa e decepção pela forma repentina como tudo foi feito.
 
“Se eu fiquei chateado quando o Liberty me pediu para me afastar? Não. A forma como eu olho para isso é que, se alguém compra um carro, este alguém quer dirigi-lo. Fiquei um pouco decepcionado porque me pediram, antes de eles assumirem, que eu ficasse aqui por três anos se eles assumissem. E eu disse que, desde que eu fosse o mais adequado e competente [para o cargo] que sim, ficaria”, justificou.
 
“Então fiquei um pouco surpreso no dia seguinte ao fechar a negociação ao ver que me pediram para parar porque Chase queria ser o diretor-executivo. Chase fez isso cara a cara”, contou Bernie.
 
Por outro lado, Ecclestone defendeu a sua postura enquanto gestor da F1 e disse que, no fim das contas, só procurou gerar lucros para a antiga dona do esporte, mas disse também que nutre certa inveja pelo fato de Chase Carey ter a chance de implantar um modelo que Bernie gostaria de aplicar à categoria.
 

“Eu tentei guiar o negócio como principal executivo da empresa para trazer lucros para os acionistas. Sabia que o antigo dono, a CVC, queria vender a empresa. Eu estava fazendo todo o possível para garantir que a empresa foi criada para trazer bons lucros, de forma que eles pudessem vender. Eles me deixaram executar as coisas da forma que eu pensei que deveriam ser executadas”, salientou o ex-dirigente.
 
“Estou terrivelmente invejoso por Chase porque ele está na posição encantadora de conseguir fazer um monte de coisas que eu queria fazer e não pude”, finalizou, resignado, Bernie Ecclestone.

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