F1
19/04/2017 09:25

Em baixa na F1, McLaren vê chance de “grande impulso moral” com presença de Alonso na Indy 500

Zak Brown acredita que a atitude da equipe em se associar à Andretti e à Honda e colocar Fernando Alonso na prova mais icônica do automobilismo mundial serve para deixar de lado um pouco os tempos difíceis com a fase terrível da McLaren na F1. O executivo norte-americano torce para que o gesto encoraje o bicampeão do mundo a permanecer em Woking
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

A surpreendente decisão da McLaren em se associar à Andretti e à Honda para colocar Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis é uma forma de elevar o moral de uma equipe em baixa há tempos na F1. É o que afirmou Zak Brown, o novo diretor-executivo da escuderia multicampeã do mundo, que busca reencontrar seu rumo no esporte. Um rumo que, até agora, ainda continua perdido.
 
As glórias da McLaren na F1 são incontáveis: 182 vitórias, 155 poles, oito títulos do Mundial de Construtores e 12 do Mundial de Pilotos. Contudo, há muito tempo que não há o que comemorar. A última vitória da McLaren foi no fim de 2012, quando Jenson Button triunfou no GP do Brasil. E já se vão três anos do último pódio.
 
Com a autoestima da equipe bastante abalada pela série de fracassos nos últimos tempos, Brown entende que a atitude em levar seu melhor piloto para Indianápolis serve como grande motivação para a lendária McLaren.
A ida de Alonso para Indianápolis é vista por Brown como um grande impulso para a McLaren na F1 (Foto: IndyCar)
“Nós somos um grupo de corredores de coração e queremos competir em todo o mundo. Temos a chance de ir para Indianápolis em razão das infelizes circunstâncias de falta de competitividade que nos encontramos neste momento na F1, e é uma oportunidade para conseguir um grande impulso moral para a equipe”, afirmou o dirigente em entrevista ao diário britânico ‘Express’.
 
Brown deixou claro, contudo, que a McLaren não tomaria tal atitude se estivesse no rol das melhores equipes da F1 na atualidade. 
 
“Se lutássemos por vitórias ou por títulos, não teríamos feito isso, mas estamos sendo oportunistas. Buscamos áreas diferentes nas quais podemos obter sucesso juntos. Nos bons e velhos tempos, os pilotos corriam em categorias distintas, como Mario Andretti fez em Daytona e Jackie Stewart e Jim Clark na Indy 500”, ressaltou.
 

No fim das contas, Brown entende que o gesto reforce o caráter da McLaren como equipe competitiva em todas as esferas. E, além disso, o dirigente deixou escapar que a ida para Indianápolis também serve para seduzir Alonso a permanecer em Woking além do fim de 2017, quando termina seu contrato.
 
“O bom é adotar uma visão mais ampla e afrouxar as regras que todos nós colocamos no automobilismo nos dias de hoje. O fato de que nós vamos fazer a Indy 500 demonstra o tipo de equipe que nós somos. Ele curte muito aqui e acho que ele quer ficar”, finalizou.
 

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