F1
01/11/2015 20:45

Em corrida burocrática no México, Rosberg controla Hamilton com tranquilidade e finalmente volta a vencer na F1

O primeiro GP do México depois de 23 anos não foi de muitas emoções, para decepção da fanática multidão que lotou as dependências do remodelado Autódromo Hermanos Rodríguez. Nico Rosberg largou na pole-position e praticamente venceu de ponta a ponta, sem dar qualquer chance a Lewis Hamilton, voltando ao topo do pódio, lugar que não ocupava desde o GP da Áustria, em junho
Warm Up
FERNANDO SILVA, de Sumaré
Os milhares de fanáticos torcedores que lotaram as arquibancadas do Hermanos Rodríguez e esperaram tanto tempo para ver novamente a F1 no México mereciam uma corrida mais animada. Pois a 17ª etapa da temporada 2015 teve um grande ambiente, mas o espetáculo não esteve à altura, com poucas verdadeiras boas disputas na pista do remodelado autódromo. O que se viu, no fim das contas, foi uma continuação da batalha interna da Mercedes protagonizada desde o treino classificatório. E assim como aconteceu no sábado, Nico Rosberg, finalmente, conseguiu superar Lewis Hamilton para voltar a vencer na F1. Desta vez, sem sustos e sem erros clamorosos como o que foi cometido na semana passada, em Austin, o alemão não deu chances ao seu grande rival e companheiro de equipe na Mercedes para voltar a vencer neste domingo (1). 

Foi a quarta vitória de Rosberg na temporada, ao passo que Hamilton, desta vez, teve um domingo apagado, sem conseguir peitar seu parceiro em momento algum. O germânico volta ao topo do pódio depois de triunfar pela última vez em junho, na disputa do GP da Áustria. De quebra, Nico ultrapassou Sebastian Vettel na luta pelo vice-campeonato. O tetracampeão do mundo teve uma jornada fora da curva desde o início da corrida, quando lidou com um pneu furado após um toque com a Red Bull de Daniel Ricciardo na primeira volta. E o alemão foi responsável pelo único safety-car da prova na volta 52 ao bater na barreira de proteção na curva 7.
 

Tem dia que a gente acorda cagado, Vettel. A gente entendehttp://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/vettel-se-envolve-em-incidente-erra-sofre-acidente-e-reconhece-eu-fiz-um-trabalho-de-merda-hoje

Posted by Grande Prêmio on Domingo, 1 de novembro de 2015


Valtteri Bottas, um dos bons nomes do GP do México, cruzou a linha de chegada em terceiro e voltou ao pódio na F1, algo que não acontecia desde o GP do Canadá. O piloto da Williams 'se vingou' por ter sido tirado por Kimi Räikkönen na última volta do GP da Rússia e, numa disputa por posição, ambos se tocaram. Mas desta vez, o veterano da Ferrari levou a pior e abandonou.

Daniil Kvyat garantiu um bom quarto lugar. O russo, que faz um grande fim de temporada e é um dos que mais evoluiu em 2015, comprovou o bom desempenho da Red Bull ao longo de todo o fim de semana no GP do México. Kvyat cruzou a linha de chegada à frente do seu companheiro de equipe, Daniel Ricciardo. Felipe Massa fez uma corrida bem razoável e terminou em sexto, enquanto Felipe Nasr abandonou com problemas no freio.

Nico Hülkenberg conseguiu terminar em sétimo com a Force India, voltando a pontuar na F1. O alemão fechou à frente do ídolo local Sergio Pérez, que desta vez não brilhou, mas ao menos marcou bons pontos diante da sua torcida. Max Verstappen e Romain Grosjean completaram o rol dos dez primeiros.
Diante da multidão mexicana, finalmente Rosberg voltou a vencer na F1 (Foto: Mercedes)

Saiba como foi o GP do México de F1

Diante de um ambiente espetacular, com mais de 100 mil pessoas nas arquibancadas do remodelado Autódromo Hermanos Rodríguez, a F1 arrancou para a prova que marcou o retorno do GP do México ao calendário do Mundial depois de 23 anos. Na frente, Nico Rosberg dividia a primeira fila com Lewis Hamilton e pairava a expectativa pela largada, ainda mais depois dos problemas em corridas como no Japão e nos Estados Unidos. E no outro extremo do grid, três campeões mundiais nas últimas posições do grid: Fernando Alonso em 18º, Kimi Räikkönen em 19º e Jenson Button fechando o alinhamento inicial.

A largada, contrariando muitas previsões, foi bem tranquila, com poucos incidentes. Rosberg arrancou para os mais de 900 metros de reta depois da linha de partida e manteve a liderança, seguido por Hamilton. Daniil Kvyat levou a melhor na disputa com Vettel e assumiu o terceiro lugar. E o tetracampeão acabou levando azar e teve um pneu furado durante a disputa por posição com Daniel Ricciardo na entrada da curva 1 e acabou ficando para o fim da fila, tendo de antecipar sua troca de pneus, dos macios para os médios. "Ele não me deu espaço", alegou o australiano.

Pior foi para Fernando Alonso. Com um problema no motor, o espanhol teve de abandonar a corrida ao fim da primeira volta. Foi seu sétimo abandono na temporada. Definitivamente, uma zica sem fim para o bicampeão do mundo. "Vou ao aeroporto e tentar esquecer essas duas corridas o mais rápido possível", disse, muito frustrado, o piloto da McLaren.
Rosberg se manteve à frente de Hamilton na largada do GP do México (Foto: Getty Images)
No começo da prova, Rosberg estava à frente, seguido por Hamilton, Kvyat, Ricciardo, Valtteri Bottas, Max Verstappen, Massa, Sergio Pérez, Nico Hülkenberg e Carlos Sainz fechando o rol dos dez primeiros, com Felipe Nasr buscando a recuperação em 14º.

Para decepção de quem lotava as arquibancadas, a corrida não era das mais animadas. Na prática, não havia briga por posição na prova, a não ser uma batalha interna no pelotão intermediário, envolvendo as Sauber de Marcus Ericsson e Nasr. Na frente, as Williams anteciparam suas paradas na abertura da décima volta, colocando pneus médios nos carros de Massa e Bottas. Pouco antes, o brasileiro alcançava incríveis 365,5 km/h no fim da reta, então a maior velocidade aferida na temporada 2015 do Mundial de F1.

Enquanto a Mercedes dominava, sempre com Rosberg à frente de Hamilton, as outras equipes buscavam alternativas, sobretudo quanto à estratégia de pit-stop. Parecia ser essa a grande chave para um bom resultado, ou não, na corrida. Räikkönen, que havia largado em penúltimo com pneus médios, já ocupava o sexto posto. E Vettel, já com uma parada feita, abria caminho para cima da McLaren de Button e já ocupava o 11º lugar, mas cometeu um erro e rodou na entrada dos Esses e danificou um pouco seus pneus, muito pela falta de aderência da pista mexicana.
O duelo finlandês, parte II: Bottas e Kimi se encontraram de novo. O piloto da Ferrari dessa vez levou a pior (Foto: Reprodução)
Na volta 23, Bottas se vingou por ter sido tirado da pista por Räikkönen na última volta do GP da Rússia. Em uma disputa de pista entre os dois finlandeses, ambos dividiram a curva, mas se tocaram, com o piloto da Ferrari levando a pior e danificando de forma irreversível a suspensão traseira direita. Era o fim da corrida para Kimi, numa temporada muito abaixo do esperado. O incidente foi posto sob investigação, mas os comissários de prova consideraram tudo como algo normal de corrida e não puniram ninguém.

Três giros depois, a Mercedes chamou Rosberg para fazer sua parada, fazendo o mesmo pouco depois com Hamilton. Na mesma volta 26, Ricciardo e Verstappen também fizeram seus respectivos pit-stops no México. Assim, a dupla da Williams ganhou posições: Bottas subiu para quarto e Massa, quinto. Na contramão do bom desempenho da Williams estava a Ferrari. Apenas com Vettel na pista, o time vermelho via seu carro disputar — e perder posição — para a Lotus de Pastor Maldonado, em 12º.

Naquele momento, Vettel quebrava o recorde de velocidade de Massa ao aferir 366,2 km/h no fim da reta do Hermanos Rodríguez, tirando proveito também da zona de ativação da asa móvel traseira. O alemão aparecia apenas em 13º, quatro posições atrás de Carlos Sainz, que havia cometido um erro na entrada dos Esses. O espanhol ganhou vantagem, mas optou por evitar qualquer punição e cedeu o nono lugar para Pérez no estádio, para delírio do público mexicano nas arquibancadas.

Depois de 40 voltas percorridas, o ritmo da corrida seguia bem burocrático, sobretudo na briga pelas primeiras colocações. Na verdade, não havia briga alguma, mas Bottas esboçava uma pressão para cima de Kvyat na busca pelo terceiro lugar, ao mesmo tempo em que Ricciardo tentava se aproximar de Massa. Na frente, Rosberg conseguia controlar sua vantagem perante Hamilton com tranquilidade.

Com larga vantagem na frente e mais de 20s de vantagem para a Red Bull de Kvyat, a Mercedes decidiu adotar o 'plano B' e mudou de um para dois os pit-stops de Rosberg e Hamilton, tudo para garantir a tranquilidade até o fim das 71 voltas da corrida. Nico parou na volta 47, mas Lewis questionou a decisão da equipe: "Posso saber o por quê?", gerando uma expectativa sobre sua parada ou não, o que acabou mesmo acontecendo dois giros depois.

Uma vez que a Williams fez sua parada no começo da corrida, era natural que os pneus dos carros de Bottas e Massa perdessem desempenho na fase final da prova. Restando 20 voltas para o fim do GP do México, o brasileiro não resistiu à melhor performance da Red Bull de Ricciardo e acabou caindo para sexto lugar. O australiano, muito amigo e vizinho de Massa em Mônaco, passava a pressionar para buscar a Williams de Bottas.

Até que a corrida ganhou uma 'pimenta mexicana' na volta 52. Vettel, em jornada singularmente desastrosa, rodou na curva 7 e bateu na barreira de proteção. Era o fim de corrida para a Ferrari no México. Foi o que bastou para a direção de prova acionar o safety-car e garantir um pouco mais de emoção no fim da prova. Assim, a Red Bull foi além na estratégia e chamou Kvyat e Ricciardo para a realização de mais uma parada, colocando pneus macios — enquanto as Mercedes de Rosberg e Hamilton estavam com os compostos médios mais usados.
Vettel tanto fez que parou no muro (Foto: Reprodução/Twitter)
Com o safety-car, o pelotão se agrupou novamente, a vitória quase certa de Rosberg acabou sendo posta em xeque. O alemão era o líder, seguido por Hamilton, Kvyat, Bottas, Ricciardo, Massa, Hülkenberg, Pérez, Verstappen e Grosjean. Por sua vez, Nasr continuava em 14º.

Na relargada, ocorrida na volta 58, Rosberg tracionou melhor e controlou a pressão de Hamilton para manter a liderança. Melhor foi para Bottas, que tirou proveito da maior potência do motor Mercedes e conseguiu ultrapassar Kvyat para ganhar a terceira posição. Na mesma volta, Nasr encerrou um fim de semana difícil e parou no estádio depois de enfrentar um problema no seu sistema de freios.

Rosberg ainda brigava para controlar a corrida, mas Hamilton não desistia de lutar pela vitória. No entanto, a fatura parecia mesmo liquidada, finalmente, em favor do alemão. Bottas vinha em boa posição para subir ao pódio, enquanto Massa buscava a todo custo se aproximar das Red Bull de Kvyat e Ricciardo, mas começava a lidar com a pressão de Hülkenberg, que neste fim de semana foi bem superior ao herói local Pérez. Mas, no fim das contas, nada mudou.

Ao fim da prova, Rosberg seguiu com um ritmo melhor que o de Hamilton e garantiu, sem sustos, a vitória no GP do México. Uma vitória para recuperar o respeito na F1.

F1, GP do México, Hermanos Rodríguez, final:

1 6 NICO ROSBERG ALE MERCEDES   71 voltas
2 44 LEWIS HAMILTON ING MERCEDES +1.954  
3 77 VALTTERI BOTTAS FIN WILLIAMS MERCEDES +14.592  
4 26 DANIIL KVYAT RUS RED BULL RENAULT +16.572  
5 3 DANIEL RICCIARDO AUS RED BULL RENAULT +19.682  
6 19 FELIPE MASSA BRA WILLIAMS MERCEDES +21.493  
7 27 NICO HÜLKENBERG ALE FORCE INDIA MERCEDES +25.860  
8 11 SERGIO PÉREZ MEX FORCE INDIA MERCEDES +34.343  
9 33 MAX VERSTAPPEN HOL TORO ROSSO RENAULT +35.229  
10 8 ROMAIN GROSJEAN FRA LOTUS MERCEDES +37.934  
11 13 PASTOR MALDONADO VEN LOTUS MERCEDES +38.538  
12 9 MARCUS ERICSSON SUE SAUBER FERRARI +40.180  
13 55 CARLOS SAINZ JR ESP TORO ROSSO RENAULT +48.772  
14 22 JENSON BUTTON ING McLAREN HONDA +49.214  
15 53 ALEXANDER ROSSI EUA MANOR MARUSSIA FERRARI +2 voltas  
16 28 WILL STEVENS ING MANOR MARUSSIA FERRARI +2 voltas  
17 12 FELIPE NASR BRA SAUBER FERRARI +12 voltas NC
18 5 SEBASTIAN VETTEL ALE FERRARI +18 voltas NC
19 7 KIMI RÄIKKÖNEN FIN FERRARI +48 voltas NC
20 14 FERNANDO ALONSO ESP McLAREN HONDA +70 voltas NC
 

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