F1
04/12/2016 09:22

Em evento da Honda, Alonso não fala sobre Mercedes e garante estar honrado e motivado na McLaren

Fernando Alonso viajou ao Japão ao lado de Jenson Button, Stoffel Vandoorne e de toda a cúpula da McLaren para participar de um evento de fim de ano da Honda no circuito de Motegi. Lá, teve a chance até de guiar um modelo da MotoGP. Mas todo mundo queria saber mesmo se o bicampeão falaria sobre a inesperada vaga aberta na Mercedes. Alonso, no entanto, optou por ressaltar o trabalho da sua atual equipe
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 
A notícia-bomba sobre a inesperada aposentadoria de Nico Rosberg da F1 abriu uma surpreendente vaga na melhor equipe do grid, a Mercedes. E nem bem o alemão anunciava ao mundo a sua decisão de se retirar do esporte na última sexta-feira (2), Fernando Alonso já figurava nas listas dos possíveis candidatos a sucedê-lo no carro prateado.
 
Mas o bicampeão do mundo, em sua primeira aparição pública depois de tomar conhecimento da aposentadoria de Rosberg, não falou sobre a Mercedes, em que pese a enxurrada de pedidos dos fãs para trocar de equipe no ano que vem. Durante evento da Honda que ocorre neste fim de semana em Motegi e envolve não apenas a McLaren, mas também a vencedora equipe da montadora japonesa na MotoGP e muitos outros pilotos ligados à marca, Alonso se esquivou do tema e preferiu ressaltar o trabalho desenvolvido pela escuderia de Woking, reforçando que é uma honra fazer parte do time.
Fernando Alonso está em Motegi neste fim de semana. E não falou da Mercedes (Foto: McLaren/Twitter)
“Fizemos muitos progressos em comparação com o ano passado, mas estamos nesta batalha para vencer e vamos continuar dando tudo para isso”, declarou Alonso, em entrevista veiculada pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’.

Os melhores resultados de Alonso na temporada 2016 foram dois quintos lugares, obtidos nos GPs de Mônaco e dos Estados Unidos. Ao todo, o asturiano somou 54 pontos — contra apenas 11 de 2015 —, terminando o Mundial de Pilotos em décimo.
 
Alonso falou que se sente feliz por fazer parte de uma parceria que já rendeu tantas vitórias e títulos com duas verdadeiras lendas da F1. “A McLaren Honda é um projeto indispensável para a F1. Vi Alain Prost e Ayrton Senna nos anos 1980 e 1990”, comentou.
 
“Estava no kart e tinha cinco, seis anos, e eu os admirava. Pensava que me tornaria um piloto de F1, e agora estou fazendo o melhor que posso como piloto da nova McLaren-Honda. É uma honra”, complementou o espanhol, hoje com 35 anos.
 
Fernando vai entrar em 2017 no seu último ano de contrato com a McLaren. O espanhol reiterou que deseja cumprir seu compromisso até o fim, condicionando sua permanência na F1 além de 2018 à melhora da categoria com a adoção do novo regulamento técnico. 
 
Por um lado, Alonso jamais escondeu o desejo de contar com um carro vencedor para voltar a lutar por corridas e títulos. Por outro, sempre reforçou o sonho de correr em Le Mans e até ‘entregou’ que gostaria de fazê-lo com a Porsche.
 

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