F1
10/09/2014 08:29

Ferrari confirma saída de Montezemolo da presidência da fábrica italiana e da equipe da F1 após 23 anos

Apesar de ter negado inicialmente, Luca di Montezemolo não é mais o presidente da Ferrari. A notícia foi divulgada pela marca italiana na manhã desta quarta-feira, encerrando assim as especulações sobre se futuro à frente da icônica empresa. O diretor-executivo do Grupo FCA, Sergio Marchionne, assume o posto de Montezemolo
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EVELYN GUIMARÃES, de Leipzig
Luca di Montezemolo negou em Monza, no último fim de semana, que estivesse saindo do comando da Ferrari, mas as especulações sobre seu futuro não se acalmaram. E a notícia do desligamento da chefia-mor da empresa italiana veio na manhã de quarta-feira (10), com o título: 'O fim de uma era'. Agora é oficial, portanto. O italiano deixou mesmo o cargo de presidente da fábrica de Maranello e da equipe na F1. O diretor-executivo do Grupo FCA, Sergio Marchionne, assume o posto de Montezemolo neste primeiro momento.

No comunicado, Montezemolo, figura também chave no paddock da F1, explicou que a saída tem a ver com a entrada do Grupo FCA (Chrysler Fiat Automobiles) na bolsa de valores de Wall Street, em Nova York, no próximo mês.

"A Ferrari terá um papel significativo a desempenhar junto com o grupo FCA na bolsa de valores de Wall Street no próximo mês. E isso vai abrir um novo e diferente estágio que eu penso que deve ser liderado pelo diretor-executivo do Grupo", disse.
Luca di Montezemolo deixou nesta quarta-feira o comando da Ferrari (Foto: Getty Images)
"Este é o fim de uma era e, por isso, tomei a decisão de deixar a minha posição de presidente depois de quase 23 anos maravilhosos e inesquecíveis, além dos dias em que estive ao lado de Enzo Ferrari nos anos 70", completou o dirigente, que vai permanecer ligado ao time até a entrada na bolsa de valores em 13 de outubro.

As especulações sobre o futuro do executivo italiano se intensificaram na última semana e tomaram conta do GP da Itália, em Monza. Na ocasião, Montezemolo insistiu que não tinha a intenção de deixar o cargo. E afirmou que, em março deste ano, havia feito uma oferta aos acionistas de que estaria disposto a fechar um contrato por mais três anos à frente da companhia.

Na sequência, o assunto voltou às manchetes com as críticas feitas por Marchionne, que deixou claro que o desempenho da esquadra da F1 era "inaceitável". O executivo agora é quem assume o posto de comando da marca e do time no Mundial.

"Luca e eu discutimos o futuro da Ferrari longamente. E o nosso desejo mútuo é ver a Ferrari melhorar e atingir seu verdadeiro potencial na pista. E isso levou a alguns mal-entendidos. Mas tudo se tornou visível ao longo do fim de semana", afirmou Marchionne.

Já Montezemolo agradeceu o apoio da Ferrari durante o tempo que esteve na chefia e fez ainda uma referência especial ao filho de Enzo, Pietro. Na nota à imprensa, entretanto, não há menção ao nome de Marchionne.

"A Ferrari é a empresa mais maravilhosa do mundo", falou o italiano, que iniciou sua carreira na marca como assistente do fundador ainda em 1973. "Foi um grande privilégio e uma honra liderar essa marca por tanto tempo. Eu dediquei todo o meu entusiasmo e empenho a essa empresa ao longo dos anos".

"Junto com a minha família, que era, e continua a ser, a parte mais importante da minha vida. Desejo aos acionistas, principalmente a Pietro Ferrari, que esteve sempre ao meu lado, que todos tenham muito sucesso, porque é isso que a Ferrari merece", acrescentou.

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Por fim, Montezemolo fez um agradecimento especial aos funcionários e parceiros da Ferrari, além dos torcedores. "Meus agradecimentos, primeiramente, vão para as mulheres e homens da fábrica em Maranello, nos escritórios, nas pistas de corrida e nas lojas ao redor do mundo. Eles foram os arquitetos reais do crescimento dessa companhia espetacular, das vitórias inesquecíveis e da transformação dessa marca em uma das mais fortes no mundo."

"Uma despedida calorosa e todos os meus agradecimentos vão também para os nossos parceiros técnicos e comerciais, revendedores em todo o mundo e, em especial, aos clientes e colecionadores, cuja paixão eu compartilho sinceramente. Os meus pensamentos também estão com os fãs que sempre nos apoiaram com grande entusiasmo, especialmente nos momentos difíceis da equipe", finalizou.

Sob o comando de Montezemolo, a Ferrari conquistou oito títulos de construtores e seis entre os pilotos. Também foi o italiano que promoveu a reestruturação do time na metade dos anos 90, quando chamou Jean Todt para chefiar a equipe na F1. Em 1996, a contratação de Michael Schumacher mudaria a história do time. Com a chegada dos engenheiros Ross Brawn e Rory Byrne na sequência, a esquadra montou uma força-tarefa que a fez dominar a F1 entre 2000 e 2004, período em que o alemão venceu cinco de seus sete títulos no Mundial.

A última grande conquista do time vermelho foi em 2008, quando levou a taça entre as equipes. Kimi Räikkönen foi quem assegurou o último título entre os pilotos para a Ferrari, em 2007.

Atualmente, escuderia vermelha ocupa a quarta colocação no Mundial de Construtores, com 162 pontos, contra 424 da líder Mercedes. Fernando Alonso é o mais bem colocado piloto ferrarista na tabela. O espanhol está em quinto, com 121. O último triunfo da esquadra aconteceu no ano passado, no GP da Espanha, com Alonso.

 A saída de Montezemolo é imprescindível para que a Ferrari volte a vencer? 

As imagens de Luca di Montezemolo
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