F1
19/12/2014 16:55

Ferrari surpreende e anuncia Vergne como novo piloto de testes e marca despedida de De la Rosa

A Ferrari anunciou nesta sexta-feira (19) que Jean-Éric Vergne é a mais nova aquisição da equipe para 2015. O francês, que já buscava vida na Indy e em outras categorias, vai exercer suas funções principalmente no simulador da equipe italiana
Warm Up
VICTOR MARTINS, de São Paulo
Naquele que é considerado por muitos o último dia efetivo de 2014, a Ferrari não deixou de fazer sua parte. A equipe fez um novo anúncio nesta sexta-feira (19) e surpreendeu: Jean-Éric Vergne é a mais recente aquisição da equipe e se transforma em piloto de testes.

A surpresa se dá porque Vergne já buscava vida fora da F1 assumidamente. Na semana passada, o francês dispensado da Toro Rosso correu pela Andretti na F-E com vistas a se ambientar ao modus operandi de Michael Andretti e buscar uma vaga na Indy em 2015. Vergne foi bem: fez a pole-position e buscava a vitória no fim da prova até abandonar por falhar no uso da bateria e seu recarregamento.
Jean-Éric Vergne atende os fãs em Abu Dhabi (Foto: Getty Images)
Segundo o comunicado distribuído pela Ferrari, Vergne vai exercer suas funções principalmente no simulador. O piloto vai ficar um degrau abaixo de Esteban Gutiérrez, que é o terceiro piloto e reserva oficial da Scuderia a partir da próxima temporada — muito auxiliado, claramente, pelo patrocínio da Telmex/Claro que vem a reboque.

"Eu me sinto muito honrado por me juntar à família Ferrari e me tornar uma parte da equipe mais prestigiosa da história da F1", comentou Vergne. "O objetivo é unânime e é o de ajudar a Scuderia a voltar ao degrau mais alto do pódio. Depois de ter trabalhado dois anos nop simulador em uma equipe de ponta e outros três correndo na Toro Rosso, minha experiência vai proporcionar grandes passos que já estão sendo dados para fazer a equipe vencer", completou, referindo-se ao ofício que ocupou inicialmente na Red Bull.

A chegada de Vergne significa a saída de Pedro de la Rosa, que, aos 43 anos, abandona enfim a F1. O espanhol estreou na categoria em 1998, como reserva da Jordan. Na temporada seguinte, foi chamado para ser titular da Arrows. Em 2001, pulou para a Jaguar. Depois, exerceu o cargo de piloto de testes da McLaren — de 2003 a 2009, período em que chegou a correr no lugar de Juan Pablo Montoya. Em 2010, foi titular da BMW Sauber. Na temporada seguinte, voltou ao posto que ocupara na McLaren. Em 2012, andou pela HRT e, por fim, assumiu a vaga que até então tinha na Ferrari.

Os titulares da Ferrari em 2015 são bem conhecidos: Kimi Räikkönen — um dos únicos remanescentes na equipe — e Sebastian Vettel — com quem lidou nos tempos de vida energética. 
MELHORES DO ANO

E assim, como num passe de mágica, 2014 passou. Foi rápido mesmo. Se Vettel decepcionou, a Mercedes dominou e o medo de acidentes fatais voltou à F1; se a Ganassi não correspondeu e Will Power fez chegar o dia que parecia inalcançável; se Márquez deu mais um passou para construir uma dinastia; se Rubens Barrichello viveu sua redenção, tudo isso é sinal das marcas de 2014 no automobilismo. Para encerrar e reforçar o que aconteceu no ano, a REVISTA WARM UP volta a eleger os melhores do ano.
RETROSPECTIVA 2014

O GRANDE PRÊMIO traz a RETROSPECTIVA 2014 e começa a mergulhar outra vez no que foi a temporada do Mundial de F1 — um ano de uma equipe só. A Mercedes e Lewis Hamilton foram os grandes destaques graças às marcas que alcançaram. A equipe se tornou a recordista de vitórias em um único campeonato graças a um acerto primoroso no desenvolvimento dos novos motores V6 turbo. O inglês se sagrou bicampeão e tornou-se o mais vencedor britânico da história da F1 e o segundo mais vitorioso dentre os pilotos em atividade — atrás só de Sebastian Vettel.
 
O INFLUENTE

A decisão de Sebastian Vettel de deixar a Red Bull "muito provavelmente" foi influenciada pelo desempenho do colega Daniel Ricciardo. A frase é de Christian Horner, o chefe da equipe austríaca. O tetracampeão viveu um ano irregular em 2014. Longe da disputa pelo título, Seb não conseguiu emplacar nenhuma vitória e terminou a temporada na quinta colocação, com 167 pontos e quatro pódios. Já Ricciardo foi o responsável pelos três triunfos do time das bebidas energéticas neste ano.


Leia a reportagem no GRANDE PRÊMIO.


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