F1
03/03/2016 08:48

Foto: às vésperas da decisão sobre adoção da proteção de cabeça na F1, Räikkönen testa modelo 'Halo' em Barcelona

Uma surpresa chamou a atenção de todo mundo que estava atento ao início do dia de teste coletivo nesta quinta-feira (3) em Barcelona. Kimi Räikkönen recebeu da Ferrari a incumbência de ser o primeiro piloto da F1 a andar com o modelo Halo, favorito da FIA para se tornar a primeira proteção de cabeça
Warm Up
Redação GP, do Rio de Janeiro

A quinta-feira (3), sétimo dia de testes coletivos de pré-temporada em Barcelona, marcou a primeira vez que um piloto da F1 andou com as novas proteções de cabeça que a FIA pretende adotar a partir da temporada 2017. O trabalho foi feito pela Ferrari no início da manhã para que Kimi Räikkönen desse duas voltas protegido pelo 'Halo'.
 
De forma inesperada, já que ninguém esperava ver o Halo em ação por enquanto, Räikkönen apareceu com ele no #7. A proteção tem uma coluna única fixada bem à frente da cabeça do piloto e mais grossa do que se mostrava aparentemente nas simulações. O Halo é preso por duas hastes nas laterais do carro e a parte de cima funciona como uma auréola.
Olha o Halo aí (Foto: Reprodução/Twitter)
O Halo é a alternativa possível para o momento, embora encontre seus opositores - como Lucas Di Grassi, por exemplo. Além da FIA e das equipes, a proposta também tem o apoio da Associação de Pilotos da F1. O presidente da GPDA, Alex Wurz, já se manifestou várias vezes a favor do Halo.
 
"Talvez no futuro nós passemos para o cockpit fechado, tipo jatos, mas é muito pesado no momento, muito caro também. Precisa de mais tempo para ser instalado. Talvez isso aconteça por causa de outros aspectos interessantes, mas os especialistas e pilotos concordam que o Halo precisa entrar na jogada. Esperamos que todos os diretores concordem e que seja apenas uma formalidade na sexta-feira", disse ao site norte-americano 'Motorsport.com'.

PRIMEIRA IMPRESSÃO
Halo até pode ser seguro. Mas é simplesmente horrível
Fora do carro o Halo é assim (Foto: Sky Sports)
"Há muitas coisas a discutir, e uma delas é a proteção ao impacto frontal da cabeça. Mas eles precisam estar bem informados da pesquisa que foi feita. Está na discussão de segurança, então, ao menos em teoria, a FIA poderia decidir sozinha, mas necessita de uma mudança estrutural aos chassis. Claro que é algo de compete a todo mundo envolvido", encerrou.
 
A referência de Wurz à próxima sexta-feira é por conta da reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, que vai definir se a proteção passa ou não a ser oficial em 2017. Mesmo sem a Ferrari usar todas as mudanças necessárias ao chassi para a adoção do Halo, a opinião de Räikkönen certamente será fundamental na decisão que vem por aí.

Após as primeiras voltas de instalação, a Ferrari, por meio de um porta-voz, afirmou que o objetivo do teste com o ‘halo’ foi avaliar a visibilidade. De acordo com Raikkonen, “não é tão ruim”. O modelo, ainda segundo a equipe italiana, foi feito em fibra de carbono.

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A Ferrari foi à pista com a proteção do cockpit que pretendem usar em 2017 (deusdocéu, que coisa...

Publicado por Grande Prêmio em Quinta, 3 de março de 2016

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