F1
03/03/2017 09:57

Honda acende sinal de alerta e admite preocupação com problemas mecânicos do novo motor da McLaren

A baixíssima quilometragem da McLaren nesta primeira semana de testes de pré-temporada da F1 tem nome e sobrenome: motor Honda. Ao todo, Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne completaram apenas 208 voltas, enquanto a Mercedes realizou mais de 300 giros a mais. Yusuke Hasegawa, chefe da montadora japonesa para a F1, não esconde a sua preocupação
Warm Up
Redação GP, de Sumaré

A primeira semana de testes de pré-temporada da F1 não foi das mais animadoras para a McLaren. Como num filme repetido, a escuderia de Woking se viu em uma situação muito semelhante a vivida em 2015. Em comum, os problemas no motor Honda. Em Barcelona, Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne completaram apenas 208 voltas, enquanto a Mercedes completou mais de 550. Um prejuízo enorme para uma pré-temporada tão curta, de apenas oito dias. A Honda, chefiada por Yusuke Hasegawa, admite a preocupação depois das falhas na sua unidade motriz nesta semana no circuito catalão.
 
Logo na segunda-feira, Alonso mal conseguiu guiar o novo MCL32 em razão de um vazamento de óleo, o que levou a Honda a tomar a decisão de redesenhar o tanque de óleo acoplado ao motor. Mas na terça-feira, Vandoorne também enfrentou problemas mecânicos no novo propulsor da Honda, o que definitivamente acendeu o sinal de alerta na fábrica de Sakura.
A Honda está preocupada depois dos problemas nesta semana em Barcelona (Foto: Twitter/McLaren)
Hasegawa fez um balanço dos trabalhos desta primeira semana de testes da F1 e não escondeu o grau de preocupação. “No primeiro dia tivemos um problema de sistema no tanque de óleo. Normalmente, o tanque de óleo tem de gerenciar o nível de óleo, mas neste ano não começou bem e tivemos de modificá-lo. No segundo dia tivemos um problema mecânico e ainda não sabemos o que causou isso”, comentou o engenheiro japonês em entrevista à emissora ‘Movistar’.
 
“Isso é o mais importante e o mais sério. Temos de encontrar o que causou o problema”, acrescentou o chefe da Honda, que está tranquilo sobre o novo tanque de óleo, mas em alerta com um problema que ainda não foi detectado. “Ainda não estamos seguros, mas, sim, é uma preocupação”.
 
Ainda na terça-feira, o motor foi desmontado e enviado de volta para Sakura, no Japão, onde foi submetido a análises por parte dos engenheiros da Honda, que ainda não têm as respostas para a falha ocorrida em Barcelona. A fábrica japonesa não se furtou em pedir desculpas aos pilotos da McLaren e garantiu que não vai medir esforços para virar o jogo e entregar um bom motor para Alonso e Vandoorne.
 

Em teoria, o motor que a McLaren vai usar na segunda semana de testes, a partir da próxima terça-feira (7), será o mesmo que Alonso e Vandoorne terão à disposição em Melbourne. “Suponho que sim, mas tivemos um problema mecânico, de modo que estamos debatendo agora mesmo com os membros de Sakura sobre qual motor vai ser utilizado em Barcelona”, explicou.
 
Na esteira dos problemas vividos pela Honda em Barcelona, Éric Boullier, diretor de corridas da McLaren, se apressou em dizer que não há possibilidade de divórcio e fim da parceria. Hasegawa endossa o dirigente francês e entende que há uma boa harmonia entre as partes. Mas também entende que é necessário ‘discutir a relação’.
 
“Os testes, evidentemente, são uma etapa em que temos de superar muitos problemas. Por isso às vezes precisamos discutir, ter discussões construtivas, mas acho que estamos fazendo um trabalho muito bom e que nós temos uma boa relação”, finalizou o chefe da Honda.

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