F1
03/11/2015 08:03

Horner diz que “tempo urge” para Red Bull, mas mostra confiança e lembra final feliz da Brawn em 2009

Na esperança em garantir um acordo que faça com que a Red Bull volte a vencer corridas e brigar por títulos, Christian Horner citou como exemplo a Brawn em 2009 para dizer que é possível ser competitivo mesmo depois de uma decisão ‘em cima da hora’ sobre os motores
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
Aos poucos, a Red Bull vai deixando para trás o discurso ameaçador de saída da F1 e imprime um tom mais ameno às suas declarações a respeito da permanência no esporte mesmo sem ainda ter assegurado um bom acordo com uma fornecedora de motor para 2016. Christian Horner confirmou que agora trata novembro como prazo máximo para uma definição e disse que o “tempo urge” para o time tetracampeão do mundo.
 
Mas ao mesmo tempo, Horner lembrou um caso de final feliz na F1 com uma equipe que levou muito mais tempo para definir sua participação no Mundial. No fim de 2008, a Honda decidiu deixar a F1 face à crise econômica global que a desestimulou a seguir no esporte. O time já tinha construído até mesmo o carro para o ano seguinte. 
 
No entanto, quase no ‘apagar das luzes’, Ross Brawn, então chefe do time nipônico, decidiu comprar o espólio da Honda pelo valor simbólico de uma libra em janeiro de 2009. O que ninguém esperava era que a Brawn GP, que renascia das cinzas no começo daquele ano, dominasse a F1 e chegasse aos títulos de Construtores e do Mundial de Pilotos, com Jenson Button.
Com Button e Barrichello, Brawn levou uma equipe renascida das cinzas a ser campeã mundial em 2009 (Foto: Getty Images)
Como a Honda tinha deixado a F1, Brawn teve de correr contra o tempo para garantir uma fornecedora de motor para a temporada. O britânico costurou um precioso acordo com a Mercedes e conseguiu formar o casamento perfeito. O chassi era dos mais equilibrados e eficientes, ao passo que o motor alemão já era o melhor da categoria. O resultado se traduziu em vitórias de Button e Rubens Barrichello e os títulos mundiais naquele ano. Em 2010, a Mercedes comprou a Brawn e voltou ao esporte após mais de cinco décadas. Atualmente, o time prateado domina a F1 e faturou o bicampeonato dos Construtores e de pilotos, com Lewis Hamilton.
 
Horner sabe que não há tempo a perder. Mas citou o exemplo da Brawn como forma de garantir que é possível ter um pacote competitivo mesmo com um curto espaço de tempo para definir tudo para a próxima temporada.
 
“Sim! É para o começo de novembro e o tempo urge. Então é importante ter uma decisão num futuro relativamente próximo”, comentou o dirigente em entrevista ao site oficial da F1. 
 
“Nós projetamos quatro versões do carro, uma para cada motor. Então vamos esperar a música parar e ver em qual cadeira nós vamos sentar. Isso se ainda tivermos uma cadeira para sentar [risos]”, brincou o britânico.
 
“Espero que [tudo se resolva] dentro de um mês. Mas lembre-se da equipe de Ross Brawn em 2009. Eles tomaram a decisão em janeiro, e foram campeões daquele ano. Isso mostra que as coisas podem ser bem feitas em curto prazo, se você for inteligente”, finalizou Horner.
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