F1
14/03/2017 10:03

Liberty Media vê permanência de corridas tradicionais na Europa como ponto fundamental para futuro da F1

Diretor-executivo e presidente do Liberty Media, novo dono da F1, Greg Maffei entende que a permanência de GPs como os da Inglaterra, França e Alemanha no calendário é fundamental para construir uma nova base para a categoria, tendo como foco principal o fã do esporte a motor
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 

Desde que assumiu de vez o controle sobre a F1, o Liberty Media vem empreendendo em seu discurso a intenção de atrair jovens fãs à categoria, mas também com foco em manter seu público tradicional. Desta forma, a empresa considera que é fundamental segurar corridas tradicionais no calendário, como as provas disputadas na Europa. Tudo pensando no verdadeiro fã do esporte.
 
Há alguns bons anos, a F1, graças às mãos de Bernie Ecclestone, passou a realizar menos corridas na Europa. Atraído pelos petrodólares de países emergentes do Oriente Médio ou de destinos outrora inimagináveis, como Singapura, Rússia e Azerbaijão, hoje a categoria está muito mais próxima da Ásia do que do Velho Mundo, onde teve origem. 
 
Mas o Liberty Media deseja um equilíbrio entre as praças tradicionais e os novos mercados no calendário da F1.
O Liberty Media defende a permanência de corridas tradicionais no calendário da F1 (Foto: McLaren/Twitter)
Greg Maffei, diretor-executivo e presidente do Liberty Media, deixou claro que, para contar com uma base muito mais sólida de fãs, não abre mão de destinos lendários da F1, como a Inglaterra, França e Alemanha. O GP da França, depois de dez anos, vai voltar ao calendário no ano que vem. O GP da Alemanha, que ficou de fora da temporada 2017, também deve voltar em 2018, uma vez que o circuito de Hockenheim tem contrato com a F1.
 
“Há sempre circuitos que entram e outros que saem. É muito negativo quando saem alguns dos circuitos tradicionais do oeste da Europa, que estão no coração dos fãs, como a Alemanha. Mas há um processo aberto para trazê-los de volta e já acrescentamos Paul Ricard, na França, onde não estamos há anos”, ressaltou o executivo durante entrevista veiculada pelo site ‘Motorsport.com’.
 
“A origem da F1 está na França e na Inglaterra, por isso acreditamos fortemente que lugares como Silverstone, França e Alemanha tem de estar garantidos no calendário, já que são empolgantes”, destacou.
 
Maffei, contudo, entende que a experiência da F1 em destinos não tão tradicionais pode ser benéfica às praças mais antigas do calendário porque pode proporcionar um conhecimento maior para entreter da melhor forma o público durante o evento.
 
“Uma das coisas que temos de fazer é que as corridas sejam mais empolgantes e benéficas aos promotores. Ter boas ações, que funcionaram em corridas empolgantes como no México, Singapura, Abu Dhabi... e levar essas boas ações aos circuitos tradicionais, que não as tiveram, e tampouco tiveram capacidade financeira”, concluiu.

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