F1
20/03/2017 17:23

Lowe prega cautela com desenvolvimento da Williams, mas diz: “Já tem algumas coisas melhores que a Mercedes”

Paddy Lowe chegou na Williams com um discurso predominantemente cauteloso, mas mostrou certa empolgação ao dizer que o time de Grove é superior em alguns pontos no comparativo com a Mercedes
Warm Up
Redação GP, de São Paulo
 

Um dos grandes nomes da fase vitoriosa da Mercedes, Paddy Lowe foi uma das principais novidades da Williams para a temporada 2017. De volta ao time de Grove, o engenheiro tentou manter a cautela em seu discurso, mas deixou claro que os britânicos já são superiores ao seu antigo time em alguns aspectos.
 
O novo chefe de departamento técnico da Williams comentou que o desafio no time é o mesmo que na Mercedes, mas mostrou-se empolgado com a estrutura dos britânicos, afirmando que a equipe de Grove já é melhor em alguns aspectos.
 
"O primeiro estágio é conhecer melhor o time e identificar no que posso dar uma ajuda valorosa. O grande desafio é saber como fazer o máximo com o que se tem. No fim das contas, os desafios são os mesmos de qualquer equipe. Aliás, a Williams tem algumas coisas que, sem dúvida, já são bem melhores que na Mercedes", disse.
 
Lowe explicou que não existem milagres na F1, ou seja, não é do dia para a noite que a Williams vai avançar a ponto de ficar no topo da categoria.
 
"Ainda preciso ver os pontos fortes do time e identificar também as falhas para que a gente possa evoluir em cima disso. Muitas vezes já me perguntaram "qual é o segredo?", mas seria totalmente fora da realidade chegar a um lugar novo esperando um milagre", seguiu.
Paddy Lowe já vê a Williams na frente da Mercedes em alguns aspectos (Foto: Mercedes)
O queniano de nacionalidade britânica deixou claro todo afeto e carinho que guarda dos anos de glória na Mercedes, mas assegurou que a competitividade da F1 o fez ficar completamente focado no projeto da Williams.
 
"É claro que você ainda guarda registros do seu trabalho em outro time, mas eu estou tão focado na minha nova fase na Williams que garanto que meus pensamentos estão todos em fazer a equipe evoluir. Todo tipo de relação antiga acaba quando você se vê imerso na competição", comentou.
 
A primeira passagem de Lowe pela Williams foi muito vitoriosa. O engenheiro chegou à equipe no fim dos anos 80 e, no início da década de 1990 foi figura importante no desenvolvimento da revolucionária suspensão ativa, sistema importante para tornar o FW14 dominante e capaz de levar Nigel Mansell a um título tranquilo em 1992. 
 
Um ano depois do título de Mansell, Lowe deixou a Williams e fechou contrato com a McLaren, por onde esteve durante 20 anos. Em Woking, o britânico evoluiu com a equipe e, depois de exercer a chefia do departamento de pesquisa e desenvolvimento, se tornou diretor de engenharia e, em 2011, assumiu como diretor-técnico. Lowe também foi figura importante em períodos vitoriosos da McLaren no fim dos anos 1990 e também em 2008, quando Lewis Hamilton faturou o último título da equipe.
 
Em junho de 2013, Lowe se uniu à Mercedes e foi um dos cinco pilares da equipe nesses anos de domínio na F1 ao lado de Toto Wolff, Niki Lauda, Hamilton e Nico Rosberg.
 
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