F1
27/02/2017 17:55

Massa completa 103 voltas, incomoda favoritos e comemora nova fase: “Voltei para ser importante”

Felipe Massa está contente por voltar a se sentir importante na F1. O brasileiro, agora com o papel de comandar a reação da Williams, iniciou os testes em Barcelona com um bom terceiro lugar
Warm Up, de Barcelona
Z, de Barcelona

Três meses depois de deixar o cockpit da Williams em Abu Dhabi para se tornar um ex-piloto de F1, Felipe Massa voltou a um circuito do Mundial. Nos 92 dias entre a última corrida da temporada de 2016 e o primeiro teste de 2017, muita coisa aconteceu na vida do brasileiro. 
 
Coisas que o levaram a uma conclusão, no início da noite desta segunda-feira (27), quando conversou com a imprensa, em Montmeló. “Pra ser sincero, eu nunca me aposentei”. O piloto que deu 103 voltas no Circuito de Barcelona não parecia mesmo um aposentado. 
 
Massa foi o primeiro a superar a marca 1min22s765 – a melhor da pré-temporada passada – já no início da tarde, quando fez uma volta em 1min22s767. Terminou a sessão com a melhor marca em 1min22s076, a terceira melhor do dia, superado apenas pela Mercedes de Lewis Hamilton e a Ferrari de Sebastian Vettel. 
 
Para não parecer nem de longe um aposentado, Massa esforçou-se como iniciante. “Fazia muito tempo que eu não pilotava. Eu treinei muito esses dias. Acho que nunca me preparei tanto quanto nas duas últimas semanas. Essa volta me dá motivação”, explicou. 
 
O ânimo renovado vem, segundo o próprio piloto, de duas coisas. A primeira, o novo regulamento da categoria. “Todas as mudanças me dão prazer. O prazer de tentar entender como as coisas funcionam, de ver a equipe evoluindo... É algo novo para todos, e eu gosto desse tipo de mudança”. 
Felipe Massa andou bem no primeiro dia da pré-temporada em Barcelona (Foto: Williams)

A segunda é mais, digamos, filosófica: Massa queria voltar a sentir-se importante. E, na nova configuração da Williams, ele será, mais do que isso, fundamental. O brasileiro terá a atribuição – informal, embora bem definida – de guiar o jovem canadense Lance Stroll, de apenas 18 anos, pelos tortuosos caminhos do aprendizado na categoria. 
 
“Acho que mentor é uma palavra muito forte. Mas eu serei uma peça importante para o time. Claro que eu quero vencê-lo, mas vou passar todas as informações que tiver para ele”, afirmou. Não ter um papel relevante na F1 era justamente a justificativa que Massa havia dado para abandonar a categoria no fim do ano passado. Uma ligação de Claire Williams, no fim de 2016, mudou o rumo das coisas. 
 
“Ela me mandou uma mensagem dois dias após a festa de Natal da equipe, em que eu tinha me despedido de todo mundo”, revelou um Massa sorridente, que diz ter recebido total apoio da família e dos fãs para voltar. “Falaram para eu fazer o que quisesse, que eles ficariam do meu lado”. 
Felipe Massa (Foto: Twitter)
 Massa queria voltar a correr. “Eu nunca tinha visto um piloto com uma aposentadoria tão boa quanto a que tive no Brasil, e também em Abu Dhabi. Eu estava feliz por ter parado, mas agora estou feliz por estar aqui”. 
 
Massa voltou. Na terça-feira, ele acompanhará os testes de seu novo companheiro de equipe no circuito catalão. Na quarta, torna a assumir o volante do FW40. 
 
O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e em TEMPO REAL a primeira semana de atividades da F1 no circuito da Catalunha e traz cobertura 'in loco' com os repórteres Evelyn Guimarães e Thiago Arantes, além do fotógrafo Arnau Puig Hernandez.
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