F1
06/02/2016 08:00

Na Garagem: Kubica sofre sério acidente em rali na Itália e encerra carreira na F1

Já se passaram cinco anos desde que Robert Kubica sofreu o mais sério acidente de sua carreira no automobilismo: durante o rali Ronde di Andorra, na Itália, ele perdeu o controle de seu Skoda Fabia e bateu violentamente contra o guard-rail. Aquilo pôs fim a sua carreira na F1
Warm Up
RENAN DO COUTO, de São Paulo
Dias depois de liderar os testes de pré-temporada com o carro auri-negro da rebatizada Lotus Renault, a carreira de Robert Kubica no Mundial de F1 chegou ao fim. Felizmente, apenas a carreira na F1.
 
O único polonês a disputar e a vencer um GP participava do rali Ronde di Andorra, na Itália, quando sofreu o mais sério acidente de sua bastante acidentada carreira.
 
Asfalto à parte, Kubica também sempre foi apaixonado pelos ralis e gostava de competir em provas da modalidade. Naquela ocasião, estava acompanhado do navegador Jakub Gerber a bordo de um Skoda Fabia, quando, sobre uma superfície escorregadia, perdeu o controle.
No Rali Ronde di Andora, Kubica sofreu o maior acidente da carreira (Foto: AP)
O carro, por pouco, não despencou de um penhasco. O guard-rail conseguiu segurá-lo no limite da pista. Mas este mesmo guard-rail invadiu o cockpit e acertou o piloto, provocando graves fraturas no braço direito e no cotovelo. O risco de o piloto precisar amputá-lo foi grande.
 
Gerber, que saiu ileso, descreveu o incidente em entrevista ao jornal ‘La Gazzetta dello Sport’: “Sabíamos que o piso estava liso por causa da umidade e estávamos prontos. Depois de deslizar, o carro acertou o guard-rail e o empurrou para fora, e então bateu no guard-rail seguinte. O guard-rail atravessou o carro. Na hora, percebi que era sério. Ele também tinha um hematoma bem feio embaixo do olho por ter batido no volante. Robert desmaiou e eu saí pela janela porque a porta estava travada.”
 
As equipes de resgate chegaram na mesma hora, mas, mesmo assim, o processo foi extremamente lento. A primeira equipe não tinha as ferramentas necessárias para cortar o carro e fazer a remoção de Kubica, sendo preciso esperar por outra. Além disso, não havia como o helicóptero pousar no local, obrigando o transporte para o hospital a ser feito por terra.
 
Chegando lá, ele foi submetido a uma cirurgia de sete horas que garantiu que os movimentos da mão direita não fossem perdidos. Foram necessárias mais duas longas nas duas semanas seguintes até que ele pudesse deixar os cuidados intensivos e começar a fisioterapia. Ele só deixou o hospital em 24 de abril.
Robert correu risco de morte, mas conseguiu se recuperar (Foto: Divulgação)
A Renault contratou Nick Heidfeld para substituí-lo, e Bruno Senna terminou a temporada no lugar do alemão.
 
Kubica, que sofreu um dos mais assustadores acidentes da F1 neste século, no Canadá em 2007, jamais conseguiu pilotar na categoria novamente. Seu retorno às competições se deu em setembro de 2012 em um rali na Itália. Ele venceu.
 
Desde 2013, ele disputa provas do Mundial de Rali e do Europeu de Rali, nas quais se envolveu em vários outros acidentes. Também chegou a fazer um teste com a Mercedes no DTM. Nesta semana, ele disse que gostaria de correr na F-E. Na F1, foram 76 largadas entre a promissora estreia no GP da Hungria de 2006, aposentando o campeão mundial Jacques Villeneuve, e a inesperada despedida no GP de Abu Dhabi de 2010. 12 pódios, uma pole e uma vitória.
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