F1
05/03/2017 06:00

Na Garagem: Pryce atropela fiscal em Kyalami e morre atingido por extintor

No GP da África do Sul de 1977, disputado há exatos 40 anos, Tom Pryce teve a extrema infelicidade de acertar o fiscal Frederik Jansen van Vuuren. Vuuren morreu na hora por conta do impacto com o carro – mesmo destino enfrentado por Pryce, acertado pelo extintor que Vuuren carregava
Warm Up
VITOR FAZIO, de Porto Alegre


O acidente que pode ser considerado o mais violento da história da F1 completa 40 anos neste domingo (5). Foi no GP da África do Sul de 1977, disputado em um 5 de março, que Tom Pryce teve a extrema infelicidade de atropelar o fiscal de pista Frederik Jansen van Vuuren. O impacto acabou por matar os dois, ambos de forma instantânea.
 
Tudo aconteceu na 22ª das 78 voltas da corrida, disputada no tradicional circuito de Kyalami. Renzo Zorzi, com vazamento de combustível, estacionou sua Shadow na beira da reta principal. Os fiscais de pista precisavam agir rapidamente para evitar um incêndio, algo bastante comum na F1 dos anos 1970. Vuuren, de 19 anos, estava acompanhado de William, de 25. A dupla tinha pressa, pois o carro do italiano já estava começando a pegar fogo.
 
A pressa acabou cobrando seu preço. A dupla estava em um ponto desfavorável, tendo visão limitada dos carros que vinham rasgando a enorme reta de Kyalami. Havia uma curva rápida pouco antes da reta onde os fiscais estavam concentrados. Assim, não dava para perceber qualquer aproximação. 
 
De qualquer forma, os dois foram correndo. Detalhe: a dupla não tinha recebido autorização do chefe dos fiscais para atravessar a pista. William vinha na frente e cruzou a pista normalmente – mas quase sendo atingido por Hans-Joachim Stuck. Vuuren, logo atrás, não teve a mesma sorte: Pryce, companheiro de Zorzi na Shadow, não teve tempo para desviar e acertou o fiscal em cheio.
O carro de Tom Pryce ficou desgovernado depois do impacto com o fiscal (Foto: Reprodução)

A morte era inevitável. Vuuren foi jogado para o alto pelo carro e terminou desfigurado. Pryce, por sua vez, foi acertado pelo extintor de incêndio do fiscal e também não teve qualquer chance de sobrevivência. O problema é que a Shadow seguiu em alta velocidade, sem qualquer controle. No fim da reta, o carro de Pryce acertou a Ligier de Jacques Laffite com força. O francês escapou ileso.
 
Depois da corrida, surgiu dúvida a respeito de qual fiscal havia morrido. Vuuren estava tão desfigurado após o impacto que só foi identificado por eliminação – todos os fiscais se reuniram, assim percebendo que o jovem de 19 anos era o único que faltava.

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O carro de Jacques Laffitte (esquerda) foi atingido pelo de Tom Pryce (direita) (Foto: Reprodução)

O relato de outros pilotos serve para perceber a noção do perigo que pairava sobre a F1 da época. Emerson Fittipaldi revelou, em sua coluna na revista ‘Quatro Rodas’ de março de 1977, que poderia ter sido a vítima dos fiscais sul-africanos.
 
“O comissário não precisava ter atravessado tão afoitamente, pois quando passei não havia fogo no carro [de Zorzi]. O que mais me deixou nervoso é que o bandeirinha poderia ter atravessado na minha frente, já que Pryce vinha apenas seis segundos atrás de mim. Quer dizer, escapei por seis segundos”, refletiu Fittipaldi.
 
Niki Lauda acabou vencendo a corrida depois de liderar de ponta a ponta. Era uma vitória importante, sua primeira desde o grave acidente no GP da Alemanha de 1976. Mesmo assim, não havia como celebrar: o próprio austríaco declarou que “não havia felicidade” após ouvir sobre as mortes.

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