F1
08/10/2015 08:30

Na Garagem: Schumacher vence em Suzuka, é tri e encerra jejum da Ferrari

Michael Schumacher igualava Senna e finalmente era tricampeão do mundo. Duas corridas antes, em Monza, ele havia desabado no choro após igualar o recorde de vitórias do brasileiro. O feito de Schumacher era imenso
Warm Up
CHARLES NISZ, de Campinas
Após um bom início de temporada 2000, com quatro vitórias nas seis primeiras etapas, Michael Schumacher tinha 16 pontos de vantagem sobre Mika Häkkinen, da McLaren. Mas uma sequência de quatro abandonos do alemão nos GPs de Mônaco, França, Áustria e Alemanha, recolocou o finlandês na briga. Não fosse a vitória do ferrarista no Canadá, ele teria perdido a ponta da tabela após essa série de corridas sem pontuar.
 
O alemão foi segundo colocado nas corridas na Hungria e na Bélgica e viu o rival assumir a ponta do campeonato após uma antológica ultrapassagem sobre Schumacher na entrada da curva Le Combs, em Spa. Com vitórias nos GPs da Itália e nos EUA, Schumacher retomou a liderança do certame, com oito pontos de vantagem (88 a 80). Mas o campeonato estava aberto: se Häkkinen vencesse no Japão e na Malásia, o alemão teria obrigação de ser segundo em ambas as provas.

Pelo quarto ano seguido, o fantasma do vice batia à sua porta. Para piorar as coisas, Häkkinen vinha em boa fase na segunda metade do campeonato (tinha marcado 48 pontos contra 32 de Schumacher desde a França) e era o atual bicampeão do mundo. Contra si, Schumacher ainda tinha o peso dos 21 anos da Ferrari sem comemorar um título.
O grande campeão Michael Schumacher (Foto: F1 Racing Grid)
Muito se falou sobre o papel de Rubens Barrichello e David Coulthard para auxiliarem Schumacher e Häkkinen, respectivamente, na luta para ser o primeiro tricampeão depois de Ayrton Senna. Mas os dois eclipsaram seus companheiros durante o fim de semana. Na luta pela pole-position, Schumacher marcou 1min35s825 e bateu o finlandês por apenas 0s009. Coulthard foi o terceiro, a 0s5 do pole e Barrichello foi o quarto, com o tempo de 1min36s330. Jenson Button e Ralf Schumacher fizeram uma terceira fila só das Williams.
 
Na largada, Mika foi melhor e tomou a ponta da corrida. Coulthard, Barrichello e Ralf chegaram juntos na primeira curva e o brasileiro da Ferrari precisou tirar o pé para não bater em ambos. Ralf tomou o quarto posto de Barrichello e Eddie Irvine, da Jaguar, aproveitou a confusão e ganhou as posições de Button e Barrichello. Na corrida do resto, a ordem era Coulthard, Ralf, Irvine, Barrichello e Button.
Häkkinen e Schumacher começaram a trocar voltas mais rápidas e, após 18 voltas, o piloto da McLaren tinha 2s5 de vantagem para o rival. Com apenas um terço da prova transcorrido, eles começavam a chegar nos retardatários, dado o ritmo alucinante que ambos imprimiam à prova. Na volta 22, Mika foi aos pits, Schumacher parou na volta seguinte. Quando o alemão voltou à pista, a diferença era a mesma: 2s5.
Michael Schumacher conquistou o tri em Suzuka (Foto: West McLaren Mercedes)
Durante o segundo trecho da corrida, os retardatários e a garoa fina que caía na tarde de 7 de outubro em Suzuka permitiram que Schumacher cortasse a diferença para Häkkinen. Quando o finlandês fez sua segunda parada, na volta 37, eles estavam separados por 0s8. Schumacher tinha combustível para mais três voltas e andou em ritmo de classificação até entrar nos boxes, na volta 40. Os dois gastaram o mesmo tempo nos boxes, mas, quando saiu dos pits, Schumacher estava 4s5 à frente do rival. O alemão havia colocado 5s3 em apenas três voltas em cima do rival.

Além da pista úmida, Mika estava sofrendo com o terceiro jogo de pneus e, por isso, escorregava demais no traçado de Suzuka. Nas últimas dez voltas, o finlandês apertou o pé, mas o esforço foi insuficiente. Após 53 voltas, Schumacher cruzou a bandeirada com apenas 1s8 de vantagem para o rival. Jean Todt, chefe de equipe da Ferrari, creditou a conquista ao último jogo de pneus e ao sprint de Schumacher antes do último pit. Coulthard, sem ser incomodado, chegou em terceiro, 1min08s atrás dos líderes e 10s à frente de Barrichello, o quarto colocado.
Mika Häkkinen ainda tinha chances de ser campeão (Foto: West McLaren Mercedes)
Schumacher igualava Senna e finalmente era tricampeão do mundo. Duas corridas antes, em Monza, ele havia desabado no choro após igualar o recorde de vitórias do brasileiro. O feito de Schumacher era imenso. Além de acabar com a seca do time de Maranello, ele se tornava apenas o oitavo piloto a ser campeão pelo time italiano. Alain Prost, Nigel Mansell, Michele Alboreto, Didier Pironi, Gerhard Berger e outros nomes da F1 fracassaram na tarefa de acabar com o jejum ferrarista.
 
A vitória de Schumacher marcou o início de um predomínio ferrarista em Suzuka. O time italiano venceu todas as provas japonesas entre 2000 e 2004. Após esse domínio, a Ferrari amarga 11 anos sem vitórias em Suzuka. O autódromo japonês é um dos maiores palcos da F1: entre 1987 e 2003, dez títulos mundiais foram decididos em Suzuka.

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