F1
17/03/2017 08:00

Novatos, estrelas e ‘oferecidos’: quem estava na lista da Mercedes para ocupar a melhor vaga da F1 em 2017?

A F1 viveu um fim de 2016 agitado em função da chocante decisão de Nico Rosberg em deixar o esporte, apenas cinco dias depois de conquistar o título mundial. A vaga aberta na Mercedes gerou especulações de todo lugar, e Toto Wolff precisou de paciência para o escolher o substituto. E não faltaram nomes. O GRANDE PRÊMIO foi atrás de quem realmente estava na lista do chefão da esquadra alemã
Warm Up
THIAGO ARANTES, de Barcelona
 

O telefone de Toto Wolff não parava de tocar no início de dezembro de 2016. A caixa de e-mails empilhava mensagens de pilotos de todos os tamanhos, competências e nacionalidades. E havia motivo para isso: Nico Rosberg, recém-coroado campeão da F1, havia anunciado uma inesperada aposentadoria. 
 
De repente, a equipe que ganhou 19 das 21 corridas do ano tinha uma vaga aberta. Uma chance de vencer corridas e lutar pelo título, talvez a melhor oportunidade da F1 na última década. 
 
Mas, afinal, quem realmente fez parte da lista da Mercedes? Quais pilotos foram considerados seriamente como possíveis substitutos de Nico Rosberg. Durante as duas semanas dos testes da F1 em Barcelona, o GRANDE PRÊMIO procurou respostas. O resultado é que a lista de candidatos, na verdade, foi muito menor do que se especulou entre o mês e meio que separou o anúncio de Rosberg e a confirmação de Valtteri Bottas como companheiro de Lewis Hamilton. 
 
Comecemos, portanto, do início. As teorias sobre uma lista de múltiplos candidatos ganharam força após uma entrevista de Toto Wolff para a revista alemã Auto Motor und Sport. “Todo mundo ligou, menos Raikkonen e Kvyat. Todos os outros ligaram, até Pastor Maldonado”, contou o dirigente, exagerando. 
Toto Wolff  precisou de calma e paciência para escolher o substituto de Nico Rosberg (Foto: Mercedes)

Maldonado não foi o único piloto de fora da F1 que entrou em contato. Além do venezuelano, o finlandês Heikki Kovalainen – que disputou 111 corridas entre 2007 e 2013 – também resolveu tentar a sorte. Soma-se a ambos os outros 18 pilotos do grid (todos de outras equipes, menos Raikkonen e Kvyat) e seria fácil pensar em uma lista com 20 nomes. 
 
Na prática, porém, a história foi outra. O mesmo Wolff deixou claro, desde o início, que não queria “se meter em questões da Ferrari”; portanto, Sebastian Vettel estava descartado de cara. A dupla da Red Bull, vista pelo dirigente como intocável, também não esteve nos planos. 
 
Desde o início, a direção da Mercedes apontava três caminhos a seguir: um piloto experiente que pudesse somar pontos regularmente, um jovem do programa de desenvolvimento da equipe, ou um piloto de ponta, que chegaria para lutar com Hamilton pelo título. 
 
Do primeiro grupo, havia poucas opções: Jenson Button e Felipe Massa tinham se aposentado dias antes; o brasileiro disse em Barcelona que não ligou para ninguém – no dia 13 de dezembro, foi a Williams quem entrou em contato com ele para substituir Bottas.  
 
O segundo grupo tinha apenas dois integrantes: Pascal Wehrlein e Esteban Ocon, ambos do programa de desenvolvimento da montadora alemã. Os dois eram as únicas opções no perfil de pilotos jovens, por motivos óbvios. Portanto, nomes como Carlos Sainz, Kevin Magnussen, Jolyon Palmer ou Felipe Nasr não entraram nos planos. 
 
Já o terceiro acabou reduzido a apenas um nome: sem querer se meter na Ferrari e considerando a dupla da Red Bull intocável, Wolff praticamente ficou limitado a Fernando Alonso neste perfil. O espanhol tinha contrato com a McLaren e foi procurado. A condição da Mercedes era que ele e seu representante, Luis Garcia Abad, se encarregassem de todos os trâmites com a equipe inglesa, incluindo o pagamento de eventuais multas. 
 
Só que havia um quarto tipo de piloto, uma espécie de “híbrido” entre os estilos citados acima: experiente, não necessariamente veterano e com potencial para transformar-se em piloto de ponta. Neste grupo – com todos os cenários citados – havia dois: Nico Hulkenberg e Valtteri Bottas. 
Alonso é sempre nome cogitado (Photo: Xavi Bonilla / Grande Premio)

O timing, no entanto, tirou as chances do alemão: semanas antes, ele havia assinado contrato com a Renault. “Não pensei nenhuma vez nisso, porque já estava apaixonado por minha nova namorada”, comentou, referindo-se à equipe da montadora francesa, durante a pré-temporada. 
 
Restaram, então, quatro opções: Bottas, Alonso, Wehrlein e Ocon. Foram estes os quatro pilotos que a Mercedes de fato considerou como possíveis substitutos de Rosberg. 
 
Ocon não durou muito tempo na disputa. Ele havia acabado de assinar contrato com a Force India e, em entrevista ao GRANDE PRÊMIO, admitiu que a vaga na Mercedes talvez fosse um passo grande demais. “Para chegar a uma posição como essa, necessário ter mais experiência. Eu só tenho 9 GPs. Acho que até a vaga na Force India já é algo inesperado para quem fez apenas 9 corridas”, disse. 
 
Pascal Wehrlein, o preferido de Lewis Hamilton para ocupar o posto, teve reação diferente. As negociações com ele foram mais adiante e acabaram em um telefone de Toto Wolff. “Ele me ligou e disse que eu não seria o escolhido, porque não tinha experiência suficiente”, contou o alemão, que não escondeu uma ponta de decepção com o desfecho da história. 
 
 “É claro que, se eu fosse o chefe da Mercedes, minha decisão teria sido diferente”, afirmou. Questionado se não teria receio de dividir a equipe com Lewis Hamilton, respondeu de volta: “Você deixaria passar uma chance como essas?”. Sem a vaga, Wehrlein disputará a temporada pela Sauber. 
No fim, a Mercedes ficou mesmo com Valtteri Bottas (Foto: Mercedes/Twitter)
Paralelamente, a Mercedes conversava com suas duas outras opções. Com Alonso, o papo não durou muito tempo: o espanhol não estava disposto a rebelar-se contra a McLaren e a sair da equipe pela porta dos fundos pela segunda vez. Por outro lado, Bottas fazia o contrário: nas primeiras horas após o anúncio de Rosberg, o finlandês ligou para Toto Wolff – que além de chefe da Mercedes era um de seus empresários – e se ofereceu para ocupar a vaga. 
 
O próprio Bottas foi quem comunicou à Williams sobre a intenção de deixar o time rumo à Mercedes, e os dois times começaram a negociar uma maneira de romper o contrato de uma forma boa para todos os lados. No fim de dezembro, com todas as pontas amarradas, a negociação foi encerrada com sucesso. 
 
E Bottas ficou com a vaga mais cobiçada da F1 nos últimos anos, vencendo não 10 ou 20 concorrentes; mas sim dois, no máximo, três. 
 
PADDOCK GP #69 DEBATE ABERTURA DA INDY, TESTES DA F1 E MOTOGP E LEMBRA JOHN SURTEES

 



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