F1
13/11/2017 13:00 - Atualizada 13/11/2017 17:13

Pirelli e McLaren cancelam teste de dois dias em Interlagos por falta de segurança ao redor do autódromo

A fornecedora italiana e a equipe inglesa tinham programado a realização de uma avaliação de compostos para 2018, mas os problemas ao redor do autódromo com o parco policiamento levaram ao cancelamento do teste
Warm Up
VICTOR MARTINS, de São Paulo
FERNANDO SILVA, de São Paulo

A Pirelli e a McLaren anunciaram no começo da tarde desta segunda-feira (13) que o teste que seria realizado para avaliar compostos de pneus da próxima temporada em Interlagos foi cancelado. O motivo: a falta de segurança policial ao redor do autódromo.

A equipe inglesa e a fornecedora andariam na pista paulistana na terça e na quarta-feira com o agora piloto reserva Lando Norris, atual campeão da F3 Europeia.

A fornecedora de Milão vem trabalhando sempre em dias posteriores para avaliar os protótipos dos pneus de 2018. No México, Sauber e Force India testaram sem maiores problemas. Desde meados deste ano, estava previsto que a McLaren daria sequência aos testes em Interlagos, o que foi cancelado depois do ataque sofrido pela tripulação da Pirelli na saída do autódromo no último domingo.
Kimi Räikkönen (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Na noite de sexta-feira, depois dos primeiros treinos livres do GP do Brasil, profissionais das equipes da Mercedes, da Williams e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sofreram um assalto a mão armada na saída do autódromo de Interlagos. Não houve feridos, mas as vítimas tiveram celulares e relógios roubados. O episódio ganhou enorme notoriedade por conta das críticas feitas por Lewis Hamilton nas redes sociais.

 
O tetracampeão se revoltou com a situação, afirmando que casos de assalto acontecem todos os anos durante a etapa brasileira em São Paulo e nada é feito. O inglês ainda pediu por uma mudança nos protocolos de segurança. O chefe da Mercedes, Toto Wolff, também se manifestou e lamentou o incidente, mas classificou o posicionamento da polícia no dia seguinte ao assalto como uma “sensação de guerra civil”.
 
Na noite seguinte, véspera da corrida em Interlagos, foi a vez da Sauber sofrer também com a violência. Apesar do reforço visível de policiamento na Avenida Interlagos na noite do sábado, um grupo da equipe suíça sofreu uma tentativa de assalto.
 
A afirmação foi feita no Twitter pela estrategista da equipe suíça, Ruth Buscombe. À 1h10 já do domingo, Buscombe postou um Twitter o aviso de que mesmo saindo bem tarde do autódromo a equipe da Sauber foi perseguida e acertada no que parecia um trabalho de dois carros com assaltantes.
 
"Tenham cuidado ao deixar o circuito mesmo com segurança reforçada. Acabamos de ser acertados por um carro que estava tentando nos parar enquanto outro estava na frente", relatou. "Até saímos num horário bem tardio, mas eles nos seguiram ou foram alertados sobre uma van passando pelo fim da presença policial perto da pista", falou.
 
Finalmente, na noite de domingo, membros da Pirelli, a fornecedora única de pneus da F1, também tiveram de agir rápido para evitar um novo assalto nas cercanias do autódromo paulistano. 
Fernando Alonso (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Pouco antes da largada do GP do Brasil, o prefeito de São Paulo, João Doria, foi questionado sobre a falta de segurança na região de Interlagos. 
 
"Embora seja uma responsabilidade do governo do estado, também é uma questão da prefeitura de São Paulo. Então, ontem, quando eu soube o que havia acontecido, eu falei com o secretário de segurança e pedi um reforço para toda a área de Interlagos. E também um reforço do policiamento das base fixas. Dia e noite, e isso foi providenciado. Pedi ajuda também à guarda metropolitana, para o aumento do controle e da fiscalização. Mas é triste e lamentável o que aconteceu, felizmente ninguém se feriu, não foi uma situação mais trágica, mas é ruim. E que isso nos traga uma boa lição. E que, nos próximos GPs, possamos aumentar a segurança aqui em São Paulo", disse o alcaide.

O fracasso na operação de segurança no entorno do autódromo foi deflagrado por uma denúncia anônima por parte de um policial militar, que criticou a abordagem adotada pelo comando e disse que seus colegas foram impedidos de deixar os chamados "postos de marketing", sob risco até de prisão. Tal ordem facilitou o acesso de criminosos ao local, o que proporcionou vários ataques a pessoas ligadas ao GP.

Em um primeiro momento, a assessoria da Pirelli informou ao GRANDE PRÊMIO que não iria se pronunciar sobre a tentativa de assalto e o cancelamento dos testes em Interlagos. Na sequência, a fornecedora se pronunciou pelas redes sociais.

“Depois de uma tentativa de assalto, neutralizada pela segurança da Pirelli, em uma van da Pirelli no circuito de Interlagos no domingo – depois de um fim de semana em que episódios similares ocorreram com outras equipes –, decidiu-se cancelar o teste de pneus planejado para terça (14) e quarta (15) no circuito brasileiro com a McLaren. A decisão, compartilhada com McLaren, FIA e F1, foi tomada pelo interesse na segurança do pessoal, tanto da McLaren quanto nosso, que decidiram participar do teste”, informou.

Na sequência, a McLaren se manifestou. "Nós decidimos com a Pirelli cancelar o teste desta semana em Interlagos. A segurança de nosso pessoal sempre foi nossa prioridade e, dados os acontecimentos recentes, entendemos que era um risco desnecessário a se correr."


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