F1
08/03/2017 14:12

Presidente da FIA descarta ideia de retorno de motores barulhentos na F1 porque “a sociedade não aceitaria”

Jean Todt, presidente da FIA, descartou a ideia de adotar motores mais barulhentos na F1, como forma de melhorar o show. Para o dirigente francês, o Mundial precisa se manter alinhado com tecnológicas limpas no futuro
Warm Up
Redação GP, de Curitiba
 

Presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Jean Todt fez uma análise do novo regulamento da F1 e também dos passos futuros da maior das categorias do esporte a motor. Isso porque o francês, além das equipes e do promotor, deve começar nas próximas semanas a discutir sobre que conceito de motor o Mundial vai adotar a partir de 2020, especialmente em um momento em que muitos falam que a F1 deveria abandonar as unidades híbridas V6 – desde a adoção das novas regras em 2014, o som dos motores é alvo de críticas dos fãs e até mesmo dos pilotos.
 
Uma das sugestões que surgem neste cenário é a de um motor V8 mais simples, que poderia oferecer tanta potência como a dos F1 atuais, mas, principalmente, seria capaz de recuperar o barulho marcante dos carros do Mundial. Todt, entretanto, descartou a ideia, afirmando que a F1 não pode se desviar do caminho adotado 2014, em um regulamento que destaca também a forte carga tecnológica. "Não seria aceito pela sociedade", decretou o dirigente em declaração à revista da entidade máxima do automobilismo.
 
"Temos a responsabilidade de liderar uma organização supervisionada pela sociedade global e a sociedade global não aceitaria isso. Na verdade, estou certo de que, se voltarmos a usar motores de dez anos atrás, muitos fabricantes também não vão apoiar essa iniciativa. Estou convencido de que pelo menos três a cada quatro montadoras decidiriam deixar o campeonato", explicou.
Presidente da FIA, Jean Todt não que saber de motores barulhentos na F1 de novo (Foto: AP)

"Sabemos também que a estabilidade é essencial: em primeiro lugar, para que a concorrência seja possível e, em segundo, para proteger o investimento. Você não pode investir em novas tecnologias a cada ano, não é financeiramente sustentável. E nós também nos queixamos dos custos das corridas, dos custos da F1, algo que, aliás, é um absurdo para mim", completou o francês.
 
Todt ainda disse que F1 precisa se concentrar em estudos para uma menor agressão ao meio ambiente. "Quase você vê toda a ênfase sobre as alterações climáticas, a poluição, acho que temos a responsabilidade de participar de tudo isso. É verdade que uma corrida de F1 polui menos do que um avião que vai de Paris a Nova York, mas temos de ser um exemplo."
 
"E para ser um exemplo, não podemos nos dar ao luxo de criar uma poluição desnecessária, simplesmente porque isso estaria passando uma imagem errada", continuou Jean, que também foi chefe da Ferrari.
 
Por fim, Todt também falou sobre as alternativas que a F1 tem para o futuro e uma delas está no uso do hidrogênio. "Estou convencido de que o hidrogênio é uma tecnologia que será usada no futuro. Talvez em cinco anos, o carro zero do rali nem tenha mais piloto. Acho que o automobilismo está mudando muito e vai continuar assim. Mas temos de ter certeza agora de que estamos adotando bons ingredientes para o futuro." 
 
"De novo, é nossa responsabilidade decidir não o que vamos fazer para o próximo anos, mas o que a F1 pode fazer em 2021, em 2030 - o que o rali pode fazer, o endurance e assim por diante. A alma do esporte ainda vai estar lá, mas temos de ter em conta a evolução da sociedade", encerrou.

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