F1
20/12/2016 07:44

Presidente vê Ferrari estagnada em 2016, aponta erros e diz: “Fomos ridículos ao dizer que estávamos no nível da Mercedes”

Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, reconheceu a fraca temporada da equipe italiana e afirmou que o grande erro foi ter achado que o time já estava no nível de competitividade da Mercedes no início do ano. O dirigente, por outro lado, exaltou as mudanças feitas na área técnica para o próximo campeonato
Warm Up
Redação GP, de Leipzig
 

Presidente da Ferrari, Sergio Marchionne fez um exercício de autocrítica durante a festa de Natal da montadora italiana. O dirigente apontou os principais erros da mais tradicional equipe do grid neste ano e afirmou que, enquanto as principais rivais avançaram em termos de performance, o time vermelho estagnou. Para Marchionne, entretanto, a maior falha foi achar que a escuderia já estava no nível da Mercedes.

Depois de mostrar força em 2015, ao vencer três provas com Sebastian Vettel, a Ferrari iniciou o ano exibindo um grande desempenho nos testes da pré-temporada, mas as primeiras corridas do campeonato serviram para mostrar que a Mercedes ainda estava alguns segundos à frente. Só que os ferraristas não avançaram e ainda viram a rival Red Bull se tornar a segunda equipe do grid, vencendo GPs. Dessa forma, os italianos fecharam a temporada em terceiro.
 
"Não tivemos uma temporada bem-sucedida. Em 2016, fizemos o ridículo de dizer que já havíamos alcançado a Mercedes. Logo, depois de um erro estratégico na primeira corrida na Austrália, começamos a viver a queda", afirmou o executivo à imprensa durante o evento.
 
"O verdadeiro problema é que nós não melhoramos. A Red Bull, por sua vez, conseguiu evoluir. Eles fizeram um trabalho incrível entre a primeira prova do ano e a metade do campeonato. Agora, espero que em 2017 os resultados apareçam. Caso contrário, vocês podem me cobrar e me criticar por isso", completou.
O presidente Sergio Marchionne e o chefe Maurizio Arrivabene falaram à impresa (Foto: Ferrari)

Marchionne também voltou a defender as mudanças feitas na metodologia de trabalho da Ferrari ao longo de 2016. E garantiu que, no momento, a equipe vermelha não precisa de nenhum grande nome da engenharia da F1. "Em agosto, mudamos a nossa forma de trabalho, com a vinda do [Mattia, novo diretor-técnico] Binotto. As alterações foram feitas para que tivéssemos paz de espírito para trabalhar e gerir melhor os nossos recursos. Precisamos fazer um trabalho melhor do que em 2016, o que não será difícil, mas não vamos fazer nenhuma previsão."
 
"Paddy Lowe é um grande profissional, assim como Ross Brawn. Mas devo dizer que temos uma equipe adequada aqui e não precisamos deles. Nós não precisamos de nenhum herói. Não nos falta nada aqui. Nos dê tempo e os resultados vão aparecer”, assegurou o executivo. 
 
Durante o almoço com os jornalistas, os ferraristas também confirmaram a data do lançamento do carro de 2017: 24 de fevereiro. A temporada que vem será marcada por uma intensa mudança no regulamento técnico, que visa deixar os carros mais velozes, por meio de uma maior carga de pressão aerodinâmica.


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