F1
17/09/2015 08:30

Prévia: em Cingapura, Hamilton tem primeira chance para igualar ídolo Senna

Lewis Hamilton chegou à F1 usando um capacete que remetia ao de Ayrton Senna e fazendo questão de deixar bem claro: o tricampeão é seu grande ídolo. Neste fim de semana, quando igualará o número de largadas do brasileiro, terá também a primeira chance para alcançar a 41ª vitória da carreira, bem como um recorde
Warm Up
RENAN DO COUTO, de São Paulo
Lewis Hamilton nunca escondeu a idolatria e o desejo de igualar as marcas do tricampeão mundial Ayrton Senna. Neste fim de semana, em Cingapura, o britânico fará sua 161ª largada na F1, alcançando o total de provas de Senna, e terá também a primeira oportunidade para conquistar a 41ª vitória.

Na Itália, há duas semanas, o dominante triunfo foi o 40º da carreira. O próximo representará uma expressiva marca, também atingida em 2015 pelo tetracampeão Sebastian Vettel no GP da Hungria. Desde o GP da Austrália de 1993, apenas dois pilotos foram capazes de superar Senna: Vettel e Michael Schumacher.
Na 161ª corrida, Hamilton terá a primeira chance para vencer pela 41ª vez na F1 (Foto: AP)
Contudo, este não é a única marca de Senna que ele pode atingir. Na verdade, Hamilton tem a oportunidade de empatar com Senna em um recorde: o de poles consecutivas. Foram oito as poles seguidas de Ayrton entre o GP da Espanha de 1988 e o GP dos Estados Unidos de 1989. No momento, Hamilton está estacionado nas sete. Alain Prost e Michael Schumacher também chegaram a conseguir sete seguidas, mas pararam por aí, bem como Senna entre os GPs da Espanha de 1990 e de Mônaco de 1991.

E, convenhamos, o britânico é de longe o favorito para a vitória em Cingapura. Também tem a confiança nas alturas. "Estou voando", afirmou.

Em uma pista onde somente campeões venceram, ele subiu ao alto do pódio em 2009, com a McLaren, e em 2014, com a Mercedes. Ele tem um carro que sabidamente é ótimo em um circuito como o de Marina Bay e gosta deste tipo de traçado. O principal rival, especialmente no sábado, deve ser Nico Rosberg, que agora prometeu andar como quem não tem "nada a perder".

(Arte: Bruno Mantovani)
Rosberg voltará a contar com uma versão atualizada do motor Mercedes, que teve instalada em seu carro em Monza, mas apresentou problemas nos treinos livres. Na corrida, ele usou a versão antiga, que não resistiu e quebrou nas voltas finais. Seu abandono permitiu que Hamilton abrisse 53 pontos de vantagem no Mundial de Pilotos. No domingo, as Ferrari uma vez mais podem representar ameaças, especialmente dependendo do que ocorrer na largada. Vettel venceu em Cingapura em 2011, 2012 e 2013.

Já a performance da Williams será uma incógnita. Felipe Massa reconheceu: será a pista "mais complicada" dentre as sete que restam na temporada 2015. Por outro lado, Rob Smedley pensa que será possível mudar a sina do time em circuitos lentos. Em Mônaco e na Hungria, Massa e Valtteri Bottas sequer pontuaram, mas um pacote de atualizações deve permitir um desempenho melhor.

"Apenas precisamos reagir, continuar trazendo o que pudermos em todas as áreas, não podemos ficar parados. Estou esperando que, com as mudanças que vamos fazer, vamos voltar a estar no mesmo nível deles em Cingapura", disse Smedley, a respeito da Ferrari.

Só que é bom ficar de olho na Red Bull, que conquistou na Hungria seu único pódio do ano. Lá, Daniil Kvyat foi segundo e Daniel Ricciardo chegou em terceiro. Além de ser a maior vencedora do GP de Cingapura, a equipe ainda conta com um carro que tem um chassi bem melhor do que o motor, fazendo assim a diferença em traçados com mais curvas de baixa velocidade.
Foi a Red Bull que acompanhou a Mercedes no pódio em Cingapura em 2014 (Foto: Getty Images)
As características do traçado de Marina Bay dão razão também para Fernando Alonso e Jenson Button serem otimistas. São muitas curvas de baixa, poucos trechos de alta velocidade, e o motor Honda pode não sofrer tanto. Mas isso será o bastante para o time voltar aos pontos? Pouco provável. Só, mesmo, com uma prova maluca como a F1 viu na Inglaterra ou na Hungria.

O time inglês deve seguir caçando os demais carros do pelotão intermediário. A Toro Rosso, que também se anima em pistas de baixa, a Lotus, a Force India e a Sauber. Max Verstappen, no STR10, foi o quarto colocado na Hungria. A Sauber de Felipe Nasr vem, enfim, com um pacote de atualizações aerodinâmicas, já visando a temporada 2016. O brasileiro não pontua desde o GP de Mônaco e ocupa a 13ª posição no campeonato.

Os treinos livres em Cingapura terão início a partir das 7h (de Brasília) desta sexta-feira, seguindo a programação normal das etapas europeias, tudo devido ao horário local noturno do evento.
RAPIDINHAS...
1) O GP de Cingapura foi disputado pela primeira vez em 2008, e ficou marcado como a primeira corrida noturna da história do Mundial de F1. Atualmente, é um de dois, junto do GP do Bahrein, enquanto que o GP de Abu Dhabi começa no final da tarde nos Emirados Árabes Unidos e termina após o pôr-do-sol.

2) São necessários mais de 1500 refletores para iluminar todo o traçado. As lâmpadas ficam a quatro metros uma da outra, em um sistema que foi desenvolvido de modo que não seja possível ofuscar os pilotos, mesmo em provas com chuva. O sistema gera mais de 3000 lux, o que é muito mais do que os 80 lux de um estádio de futebol, por exemplo.

3) A ideia da corrida noturna é oferecer ao público de todo o mundo o horário "normal" das corridas. Em vez de acontecer às 5h (de Brasília), como o GP da Malásia, o GP de Cingapura é realizado às 9h.

4) O primeiro GP de Cingapura também marcou a corrida de número 800 da história da F1 e a 20ª vitória da carreira de Fernando Alonso.

5) Só campeões mundiais já coroados venceram o GP de Cingapura: Fernando Alonso (2008 e 2010), Lewis Hamilton (2009 e 2014) e Sebastian Vettel (2011, 2012 e 2013). Nenhum outro circuito do calendário tem tal histórico.

6) Em seis das oito edições do GP de Cingapura, o vencedor saiu da pole-position. As exceções foram Fernando Alonso, que saiu de 15º e contou com uma manipulação de resultado da Renault para vencer, em um muito conhecido escândalo, e Sebastian Vettel, que partiu em terceiro em 2012.

7) O único piloto não-campeão que conseguiu uma pole em Cingapura foi Felipe Massa, na edição inaugural do GP, em 2008.

8) Em condições normais, essa costuma ser a corrida mais longa do calendário. A edição mais curta foi a de 2009, que durou 1h56min06s337. Em duas oportunidades, a prova passou do limite de duas horas.

9) Nos últimos quatro anos, o vencedor do GP de Cingapura foi campeão no fim do ano: Vettel entre 2011 e 2013, e Hamilton em 2014.

10) Todas as edições do GP de Cingapura tiveram ao menos uma intervenção do carro de segurança.
 (Foto: Getty Images)

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