F1
02/01/2017 16:12

Projetista da Red Bull critica implantação dos motores híbridos na F1 e define como “jogo de marketing”

Adrian Newey, projetista da Red Bull responsável pelos títulos de Construtores e Pilotos entre 2010 a 2013, não acredita que as construtoras da F1 que apoiaram a implantação de tecnologia híbrida irão ter vantagens para utilizar em carros de passeio. Segundo Newey, se trata apenas de um discurso publicitário de uma F1 inteiramente alheia à indústria automotiva
Warm Up
Redação GP, do Rio de Janeiro
 

Adrian Newey não fala sempre, mas quando resolveu falar não se priva de dar opiniões sinceras. E 2017 começou com o projetista da Red Bull dizendo que a mudança da F1 para motores híbridos é na verdade um grande discurso de marketing. 
 
Considerado um dos maiores projetistas da história da F1, Newey dominava a F1 com os carros da Red Bull, tetracampeã mundial de Construtores entre 2010 e 2013, quando os motores híbridos entraram em jogo em 2014. Newey não acredita que a tecnologia utilizada na F1 vá migrar para os carros de rua - ao menos não dessa forma.
 
"Na parte do motor, minha opinião pessoal é muito controversa. Tem toda essa discussão do que algumas construtoras gostariam de fazer, coisas que melhorem o produto dos carros de passeio [como motores híbridos]. Se der certo, então as fábricas vão estar tranquilamente à frente dos rivais do setor automotivo em no máximo cinco anos. De toda forma, suspeito que não será esse o caso. Assim, tendo a dizer que é um jogo de marketing", disse.
 
Com a nova vida dada às discussões de uma criação de teto orçamentário, Newey deu sua opinião. Não acredita que esse seja o caminho, mas é favor de uma restrição de certas áreas da produção dos carros. Coisas que diminuam o número de cabeças e premiem criatividade. 
Adrian Newey (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
"A F1 é uma demonstração técnica para as fabricantes de carro, sua habilidade de fazer motores, ou um espetáculo que envolve homem e máquina. Dependendo de quem você é, é de uma forma ou de outra. Minha opinião é que deve ser uma batalha de pilotos somada à criatividade dos engenheiros. Significa que não deve ser puramente uma batalha de recursos, o que agora pendeu para se tornar no lado dos engenheiros", seguiu.
 
"Seria inteiramente possível surgir com uma série de regras que recompensariam criatividade mais que simplesmente o número de cabeças. Um teto orçamentário é difícil implementar, mas daria para fazer uma restrição de recursos, certamente na área dos chassis, que a maior parte é aerodinâmica", falou.
 
"Dá para restringir os recursos muito mais que nós fazemos, talvez acabar com os túneis de vento, ser mais restrito com as CFDs, e se você restringir esses recursos não faria sentido ter tantos engenheiros", encerrou.


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