F1
09/09/2016 08:15

Promotor do GP do Brasil elogia “excelente” Massa, mas não teme queda de popularidade da F1 com aposentadoria

Tamas Rohonyi, promotor do GP do Brasil de F1, falou sobre a aposentadoria de Felipe Massa ao final da temporada deste ano. O dirigente elogiou muito o brasileiro, disse que sua carreira foi brilhante, mas afastou qualquer temor de que a saída do atual piloto da Williams possa provocar uma queda de popularidade do Mundial no país
Warm Up
EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba

O anúncio da aposentadoria de Felipe Massa da F1 foi uma surpresa. Na semana passada, o brasileiro revelou que vai deixar o Mundial após o fim da temporada, encerrando assim uma longa carreira que começou ainda em 2002. Falando sobre a saída do atual piloto da Williams, Tamas Rohonyi, promotor do GP em Interlagos, foi só elogios a Felipe, mas tratou de afastar qualquer preocupação sobre uma eventual queda de popularidade da principal categoria do esporte a motor no Brasil.
 
O dirigente entende que Massa já fez o que tinha de fazer na F1 e que a hora de parar foi realmente uma decisão sábia e oportuna. Rohonyi lembrou do vice-campeonato do brasileiro em 2008 e entende que a saída também tem um lado positivo, porque vai proporcionar a chegada de outros pilotos promissores ao Mundial.
 
Questionado se a decisão de Massa terá algum efeito sobre o automobilismo no Brasil, Tamas entende que não. “Acho que para o automobilismo brasileiro não é bom e nem ruim”, afirmou o promotor em entrevista ao GRANDE PRÊMIO
Felipe Massa vai deixar a F1 após 2016 (Foto: Beto Issa)

“Acho que o Felipe fez um trabalho extraordinário ao longo de sua carreira. Não foi campeão do mundo por erros grosseiros da Ferrari naquele ano. Na verdade, ele poderia ter sido campeão com muita vantagem. De qualquer forma, ele teve uma grande carreira, é uma excelente pessoa e um amigo. Acho que ele fez o que tinha de fazer na F1 e agora vai abrir espaço para novos talentos”, completou Rohonyi.
 
Tamas também explicou que a ausência de Massa, que já venceu duas vezes em Interlagos, em 2006 e 2008, sempre com a Ferrari – também foi o primeiro brasileiro a ganhar o GP caseiro depois de Ayrton Senna em 1993 –, não deve causar uma queda de popularidade da prova tupiniquim. 
 
“Não, acho que não”, respondeu o organizador da corrida em Interlagos. “Porque quem vai ao autódromo ver a corrida é um entusiasta da F1. Claro que, se houvesse uma figura como Ayrton ou Nelson, aí acrescentaria um outro público, aquele público que gosta de torcer por um brasileiro. Mas a audiência maior da F1 é feita de quem gosta e entende do esporte, de quem gosta de ver o Lewis Hamilton, o Sebastian Vettel, o Fernando Alonso. Por isso, acho que uma coisa não tem muito a ver com a outra”, acrescentou. 
 
O GP do Brasil, o penúltimo da temporada 2016, está marcado para os dias 11, 12 e 13 de novembro.
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