F1
07/01/2017 09:05

Quase 15 anos depois, Brawn lembra chegada polêmica envolvendo Schumacher e Barrichello na Áustria: “Foi um erro”

Ocorrida em maio de 2002, a polêmica ordem de equipe que levou a uma controversa chegada do GP da Áustria para Michael Schumacher e Rubens Barrichello ainda ecoa no mundo da F1. Ross Brawn, diretor da Ferrari àquela época, relembrou o episódio marcante em Spielberg e afirmou que a decisão da equipe italiana foi um erro: “Se pudesse voltar, não teria feito o que fizemos”
Warm Up
Redação GP, de Sumaré
 
O próximo dia 12 de maio vai representar o aniversário de 15 anos de um dos acontecimentos mais marcantes da F1 em toda a sua história. A cena ainda está na retina de muitos dos amantes do esporte e foi eternizada com a icônica narração ‘hoje não, hoje sim’ de Cléber Machado, da TV Globo. Rubens Barrichello dominou todo o GP da Áustria naquele domingo de Dia das Mães, mas depois de receber uma série de ordens da Ferrari para deixar Michael Schumacher passar, o brasileiro, após relutar muito, só entregou a vitória ao então companheiro de equipe nos metros finais, pouco antes da linha de chegada. Os sons daquela polêmica ecoam até hoje e forma lembrados por Ross Brawn, à época diretor da Ferrari e um dos pilares dos ‘anos de ouro’ do time de Maranello na F1.
 
No fim das contas, a ordem de equipe não mudou em nada o destino de Schumacher naquela temporada, uma vez que o alemão conquistaria o pentacampeonato na França, em julho, restando ainda seis corridas para o fim da temporada 2002. Ross Brawn entende que a atitude da Ferrari ao pedir para Barrichello deixar Schumacher passar foi um enorme erro e que, se o GP da Áustria de 15 anos atrás fosse disputado hoje, sua atitude seria muito diferente.
 
“Refletindo, a Áustria foi um erro”, admitiu Brawn em entrevista à revista britânica ‘F1 Racing’. O ex-dirigente e, até hoje, um dos homens mais influentes da F1, recordou os momentos que antecederam a maior polêmica recente do esporte.
O polêmico desfecho do GP da Áustria de 2002 ainda ecoa no mundo da F1 (Foto: AFP)
“Antes da corrida nós discutimos sobre como administraríamos essa situação se acontecesse. Então entramos na corrida, Rubens estava à frente de Michael e lhe dissemos: ‘Ok, pode deixá-lo passar agora’.”
 
“’Não, não me peça para fazer isso. Esta é minha grande chance de vencer a corrida. Não pode pedir para eu fazer isso!’, respondeu Rubens. Neste momento, Michael também estava no rádio e queria saber quando Rubens iria deixá-lo passar, como havíamos acordado previamente. Como conciliar tudo isso se não fizemos o que havíamos dito que faríamos na reunião. E assim foi, em última análise, por que dissemos a Rubens que ele teria de fazer isso, e claro, fez disso uma grande amostra do quanto ele estava chateado”, lembrou Brawn, citando a forma como Barrichello permitiu que Schumacher fizesse a ultrapassagem.
 
A reação do público em Spielberg foi imediata. A Ferrari recebeu uma vaia histórica. Completamente constrangido, Schumacher colocou Barrichello no topo do pódio enquanto tocava o hino alemão. Mesmo em uma época em que as redes sociais não tinham a grande influência como agora, o mundo reagiu com consternação à atitude da equipe italiana. O time até hoje sofre com as críticas daquela ordem de equipe.
 
“Logo a coisa piorou porque Michael viu a reação do público e colocou Rubens no degrau mais alto do pódio, e porque a FIA nos multou em US$ 1 milhão. Se eu olho para trás, insisto que a troca de posição teve consequências muito piores do que teria sido apenas um mero problema interno da equipe. As consequências daquilo foram muito piores se Rubens tivesse vencido a corrida e se tivéssemos discutido isso de forma privada”, salientou.
 
Assim, Brawn entende que tudo teria sido muito diferente se Barrichello vencesse o GP da Áustria de 2002, que seria a sua segunda vitória na F1 depois de triunfar pela primeira vez, de forma heroica, no GP da Alemanha de 2000. “Se pudesse voltar atrás, não teria feito o que fizemos porque as consequências foram maiores do que poderíamos considerar. Algo que deveria ter sido um assinto interno da equipe se tornou muito político”, finalizou o britânico.
BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA
 


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