F1
10/03/2017 13:55

Räikkönen roda e causa bandeira vermelha, mas sustenta liderança no último dia de pré-temporada da F1

Como de hábito, as equipes aproveitaram o turno da tarde para andar com tanque cheio, o que acabou evitando o registro de voltas muito rápidas. Melhor para Kimi Räikkönen, que fechou a pré-temporada no topo das tabelas – apesar de rodar e causar uma bandeira vermelha
Warm Up, de Barcelona
VITOR FAZIO, de Porto Alegre
 

Quem acompanha a pré-temporada da F1 já deve ter reparado que é difícil ver grandes emoções no turno da tarde dos testes. A sexta-feira (10) foi mais um exemplo disso, com equipes rodando com tanque cheio, sem aproveitar os pneus mais macios. Sem voltas realmente voadoras sendo anotadas, Kimi Räikkönen fechou os testes no topo da tabela, aproveitando o tempo matinal.
 
O resultado contrasta com o andar da tarde de Räikkönen. O finlandês só participou de duas das quatro horas de teste, consequência de um estranho incidente. Na aproximação da chicane de Barcelona, o finlandês perdeu controle do carro, rodou e não se mexeu mais. Estacionado na área de escape, o campeão de 2007 trouxe uma bandeira vermelha e só voltou ao carro nos últimos minutos de sessão.
 
Max Verstappen, segundo colocado na manhã, sustentou a mesma posição durante a tarde. E olha que a tarde do holandês foi ainda mais complicada: a Red Bull teve sérios problemas com o turbo do carro e perdeu quase duras horas fazendo reparos na garagem. Ao todo, foram apenas 61 voltas da equipe dos energéticos.
 
A volta mais rápida do turno da tarde veio através de Carlos Sainz Jr., que colocou a Toro Rosso em terceiro após completar uma volta rápida com ultramacios. Além disso, o espanhol somou 116 voltas, bom número para uma equipe que vinha sofrendo com confiabilidade. A dupla da Mercedes, Valtteri Bottas – que nem andou de tarde – e Lewis Hamilton, fechou o top-5 ao andar de ultramacios e tanque cheio.
Kimi Räikkonen teve problemas com o SF70H (Foto: Reprodução/Twitter)
O campeão de quilometragem do dia foi Lance Stroll, que teve um dia tranquilo. Já mais acostumado com o FW40, o estreante completou mais de 131 voltas, provando novamente que a Williams desenvolveu um carro confiável. Sergio Pérez conseguiu número semelhante, 128, tirando proveito de um dia sem contratempos da Force India.
 
Quem também não teve contratempos foi a McLaren. Depois de quebrar duas vezes durante a manhã, Fernando Alonso aproveitou uma tarde de poucos problemas. Mesmo assim, o espanhol conseguiu pouco mais de 43 voltas.
 
Agora os carros da F1 só voltam à pista no GP da Austrália. A corrida, realizada em Melbourne, está marcada para 26 de março.
 
Saiba como foi o oitavo dia de testes da F1 em Barcelona
 
Como de costume, a sessão vespertina começou com pouca atividade na pista. Ao longo dos primeiros 45 minutos de atividade, a Force India de Sergio Pérez foi a único a sair da garagem. Levou tempo para que as rivais fizessem algo, agitando as últimas horas de testes em Barcelona.
 
Quando a ação esquentou, ficou claro que as equipes iam priorizar as voltas com compostos mais macios. Carlos Sainz Jr. foi pioneiro, subindo para terceiro com a Toro Rosso usando ultramacios. Lewis Hamilton, assumindo a Mercedes que fora pilotada por Valtteri Bottas na manhã, optou pelos supermacios – mas claramente andando de tanque cheio, já que os tempos não eram grande coisa. O #44 era apenas o oitavo mais rápido com 1min20s705.
Lewis Hamilton andou de tanque cheio com a Mercedes (Foto: Mercedes)
Na Renault também teve troca de pilotos. Nico Hülkenberg entregou o R.S.17 para Jolyon Palmer, que focou na simulação de corrida. Com pneus médios, o britânico se arrastava: era apenas o 12º mais veloz dentre os 13 pilotos que haviam anotado tempo. A Sauber também trocou, colocando Pascal Wehrlein no C36 para simulação de corrida com pneu macio.
 
A durabilidade dos novos pneus da F1, muito mais resistentes, permitia simulação de corrida até com os compostos mais macios. Räikkönen, favorito ao posto de piloto mais veloz da pré-temporada com o tempo da manhã, agora estava focado em andar com supermacios e tanque cheio.
 
Se a simulação de corrida era o que realmente importava agora, a Williams estava mandando bem. Dando sequência ao trabalho matinal, a tradicional equipe alcançou a marca de 100 voltas após duas horas de testes vespertinos. Era a melhor quilometragem do dia, algo muito importante para Lance Stroll, que conduzia o FW40 e somava experiência.
 
A McLaren, por sua vez, tentava fazer algo para não desperdiçar o dia por completo. Depois de nada menos que duas quebras durante a manhã, a equipe mandou Fernando Alonso de volta à pista. O espanhol já tinha perdido duas horas da atividade matinal – e era difícil acreditar que conseguiria chegar ao final sem quebrar novamente. O motor Honda não estava com um bom barulho.
Carlos Sainz andou rápido, mas teve problema mecânico (Foto: Red Bull Content Pool)

A Red Bull também tinha problemas. Max Verstappen, que conseguiu bons tempos de volta na manhã, teve problemas com o turbo no início da tarde. O holandês só tinha 33 voltas acumuladas e não havia previsão para voltar ao RB13.
 
Depois de 2h30min de teste, Kimi Räikkönen trouxe a primeira bandeira vermelha da tarde. Na aproximação da chicane de Barcelona, o finlandês travou os pneus, rodou e ficou estacionado na beira da pista. O motivo do incidente aparentava ser um problema mecânico.

A sessão recomeçou em seguida, mas não durou muito tempo. Meia hora depois do incidente de Räikkönen, foi a vez da Toro Rosso de Carlos Sainz quebrar no meio da reta de Barcelona. Segunda bandeira vermelha da sessão. A verde só voltou a ser acionada faltando quarenta minutos para o fim do teste.
 
Nessas alturas, a maioria dos pilotos tinha anotado voltas com pneus ultramacios. Boa parte destes não chegou a entrar em ritmo de classificação, mas todos estavam certando forçando mais os limites dos carros.

Faltando 15 minutos para o fim do teste, Räikkönen voltou ao carro para conseguir mais alguma quilometragem. Nada que fosse fazer uma diferença substancial, mas serviu para somar 110 giros.

F1, Testes coletivos, Barcelona, dia 8:

1 7 KIMI RÄIKKÖNEN FIN FERRARI 1:18.634   110
2 33 MAX VERSTAPPEN HOL RED BULL TAG HEUER 1:19.438 +0.804 70
3 55 CARLOS SAINZ JR ESP TORO ROSSO RENAULT 1:19.837 +1.203 131
4 77 VALTTERI BOTTAS FIN MERCEDES 1:19.845 +1.211 53
5 44 LEWIS HAMILTON ING MERCEDES 1:19.850 +1.216 54
6 27 NICO HÜLKENBERG ALE RENAULT 1:19.885 +1.251 45
7 11 SERGIO PÉREZ MEX FORCE INDIA MERCEDES 1:20.116 +1.482 128
8 30 JOLYON PALMER ING RENAULT 1:20.205 +1.571 43
9 18 LANCE STROLL CAN WILLIAMS MERCEDES 1:20.335 +1.701 132
10 8 ROMAIN GROSJEAN FRA HAAS FERRARI 1:21.110 +2.476 76
11 14 FERNANDO ALONSO ESP McLAREN HONDA 1:21.389 +2.755 43
12 9 MARCUS ERICSSON SUE SAUBER FERRARI 1:21.670 +3.036 59
13 94 PASCAL WEHRLEIN ALE SAUBER FERRARI 1:23.527 +4.893  42

Os pneus são...
ultramacios | supermacios | macios | médios | duros
 
PADDOCK GP #68 ANALISA SEGUNDA SEMANA DE TESTES DA F1 EM BARCELONA



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